Lidando com as Decepções.

por Aline Rangel.

“Decepções são um tipo dos dissabores que acometem pessoas, e só não se decepciona quem pode ver tudo perfeitamente, sem nunca se equivocar, o que não é humano.” (*1)

Aprender a lidar com decepções é capítulo fundamental para uma vida mais saudável e feliz. Como estabelecer vínculos, como investir nas relações interpessoais, sejam as afetivas, as profissionais, ou mesmo as familiares, sem considerar que, aqui ou ali, estaremos nos deparando com um traço, uma reação, um padrão de comportamento que não se encaixa com nossos modelos, com nossas expectativas?… As pequenas decepções, por serem mais fáceis de ser contornadas, muitas vezes são desmerecidas, desconsideradas em seus conteúdos mais profundos, acumulando-se e transformando-se em grandes problemas de relacionamento… Importantíssimo refletirmos sobre o motivo de nossas atuais decepções… Seriam justas realmente, indicando relações abusivas, neuróticas, que precisam ser avaliadas ou mesmo rompidas? Ou exprimem o quanto estamos funcionando de maneira egoica, sentindo-nos frustrados por percebermos que os outros não nos atendem os caprichos? Continue lendo

Uma Conversa sobre Gratidão.

por Aline Rangel.

“Tenho sentido ou expressado gratidão por aqueles que me ajudam a crescer, a evoluir, a ser mais feliz?” “Tenho pensado que não somente pessoas, mas também as experiências merecem meu reconhecimento pelo tanto que me fizeram avançar e ser mais pleno?” “O quanto tenho agradecido a Deus e a Seus Representantes, nas figuras dos Cristos e de Seus Emissários, pela vida, pelas oportunidades que tenho tido para aprender pelo amor?” Continue lendo

Maternidade em Questão.

por Aline Rangel.

Inicia-se a semana que antecede o dia dedicado às mães… Quantas reflexões podemos fazer acerca desta experiência sagrada de doação de si, desta vivência do amor incondicional para os padrões da Terra! Sem dúvida, a maternidade é um campo complexíssimo de aprendizados singulares, que promovem o autoconhecimento e, por conseguinte, amadurecimento e sabedoria. Isso não quer dizer que todos que passem pela experiência da maternidade a compreendam desta forma ou se modifiquem em profundidade para melhor, como também não significa que os que não a possam vivenciar biologicamente estejam privados de seus efeitos transformadores, como nos alertam os mentores do Salto Quântico. Continue lendo

Reflexões sobre a Homossexualidade.

por Aline Rangel.

A questão da homossexualidade tem sido abordada pelos mentores do Salto Quântico em diferentes mensagens, que trazem, cada uma delas, aspectos diversos, sutilezas, complexidades, a fim de que ampliemos nossa concepção do humano, compreendendo de forma mais acurada uma de suas manifestações: o campo da sexualidade. Ao discutirmos este tema, portanto, estamos fazendo mais do que defender uma causa, ou uma minoria: refinamos o conhecimento que temos de nós mesmos, sejamos heterossexuais, homossexuais, bissexuais… Não nos definimos, exclusivamente, pela orientação sexual, assim como não o fazemos pela profissão, pela raça, pelo corpo feminino ou masculino com que estejamos vivendo esta experiência atual. É absolutamente incompreensível que um ser humano seja discriminado, maltratado, agredido verbal e fisicamente, ameaçado, repudiado, por conta do interesse sexual que sinta e manifeste por pessoas do mesmo sexo, ou pela necessidade que tenha de modificar o próprio corpo por não se identificar com o mesmo. Não há, como brilhantemente expôs o espírito Roberto, em recente artigo publicado neste site (1), nada que justifique a homofobia. O alerta gravíssimo é que qualquer um de nós, por mais abertos ou esclarecidos que sejamos, podemos ser vítimas ou autores de comportamentos homofóbicos em pleno século vinte e um… Continue lendo

Sobre a Páscoa.

por Aline Rangel.

Viagem, descanso, passeios, encontros de família, troca de saborosos ovos de chocolate… O feriado de Páscoa foi ansiosamente aguardado! Dias de recolhimento, para alguns; de reunir, para outros, os parentes no almoço, a saborear um peixe numa daquelas receitas tradicionais; de assistir, na TV, a uma das versões da Paixão e Ressurreição de Jesus; de brincar com as crianças, escondendo os chocolates… Período de repouso, lazer, rituais e lembranças. Após esta parada, que alguns aproveitam como momento de reflexão, cabe avaliar o quanto estamos renascendo, renovando, recriando… Continue lendo

Em Busca do Self.

por Aline Rangel.

Em Psicologia Junguiana, o termo Self (si-mesmo) refere-se ao arquétipo da totalidade, ao centro regulador da psique, a um poder transpessoal que transcende o ego. Trata-se de conceito importantíssimo nesta fantástica e revolucionária teoria elaborada pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung. Murray Stein, psicólogo analítico, apresentando o conjunto de idéias centrais que compõem a referida abordagem psicológica, comenta de forma bastante didática e interessante: “O sistema psíquico como um todo consiste em muitas partes. Pensamentos e imagens arquetípicas situam-se num pólo do espectro, as representações de pulsões e instintos, no outro extremo, e entre os dois encontra-se uma vasta quantidade de material pessoal, como memórias esquecidas e relembradas, e todos os complexos. O fator que ordena todo esse sistema e o mantém unido e coeso é um agente invisível chamado si-mesmo. Este é o que cria os equilíbrios entre os vários outros fatores e os ata numa unidade funcional. Em suma, o si-mesmo é o centro e cabe-lhe a tarefa de unificar as peças. Mas faz isso a uma distância considerável, como o sol influenciando as órbitas dos planetas. A sua essência situa-se além das fronteiras da psique.” (*) Continue lendo

Crise e Renovação.

por Aline Rangel.

Períodos de finalização e abertura de ciclos normalmente são marcados por crises, dificuldades, sofrimento, confusão… Respeitá-los e aproveitá-los de forma produtiva e criativa é sinal de maturidade conquistada, exigindo altas doses de paciência, coragem e confiança na vida. Faz-se necessário desapegar-se do passado, de velhas estruturas que não mais nos servem ao crescimento, abrindo mão do controle, dando espaço ao novo, ao inusitado, ao que assusta, mas que também pode encantar e inspirar. Padrões de comportamento, sentimento, percepção, avaliação da realidade, emoção, passam por uma “revista” nesses processos, quando, então, vêm à tona tanto os aspectos que estão atrasando nossa evolução, como também os recursos desconhecidos, que nos propiciam viver mais produtivos, felizes, em paz. Continue lendo