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por Aline Rangel. Em momentos de crise, de conturbação em torno de si, valiosíssimo exercitar a paciência. Não se trata de assumir postura passiva diante de acontecimentos funestos, muito menos de abrir mão da responsabilidade pela ação justa no bem voltado a si ou a outrem. Mas sim de reconhecer os limites que a experiência apresenta, considerando-os como peças também importantes do quebra-cabeça cuja paisagem é um aprendizado mais difícil. A paciência ensina a confiar e aguardar, quando as iniciativas possíveis já foram tomadas, quando os recursos disponíveis já foram devidamente utilizados. Continue lendo por Aline Rangel. “Procure reconciliar-se consigo próprio. Não se pode perdoar a ninguém, sem antes terem-se feito as pazes consigo mesmo.” Eugênia (*1) Ao se falar em perdão, inúmeras questões delicadas se fazem inevitáveis… Confundido com aceitar um ataque sem defesa, concordar com comportamentos abusivos, apassivar-se diante de situação crítica, esquecer completamente o mal que se haja sofrido, o perdão acaba por se transformar em algo que se dá ao outro, injustamente, ou em atitude reservada, exclusivamente, aos que alcançaram a santidade. Alguém me fere ou prejudica gravemente, e eu, para ser considerada uma pessoa de bem, devo aceitar e esquecer o que aconteceu, independente do quanto tenha sido afetada, de que tipo de consequências hajam sido produzidas. Em nome da “moral e dos bons costumes”, ou mesmo de um dever “cristão”, cotas expressivas de raiva, decepção e mágoa se convertem em doenças graves, num processo autodestrutivo de punição por haver “perdoado” o que nem mesmo foi passível de compreensão. Continue lendo por Aline Rangel. Em Psicologia Junguiana, chama-se complexo o conteúdo inconsciente responsável pelas perturbações da consciência, ou, como define Sharp (*1), um grupo de ideias ou imagens carregadas emocionalmente. São, sempre, relativamente autônomos e, quando se constelam, ou seja, se ativam, fazem-se acompanhar pelo afeto. Constituem produtos da consciência que se combinam com alguns elementos inatos, denominadas por Jung de imagens arquetípicas, para formar, de acordo com Stein (*2), o conjunto do complexo em seu todo. Em suas palavras: “Os complexos são o que permanece na psique depois que ela digeriu experiência e a reconstruiu em objetos internos. Nos seres humanos, os complexos funcionam como o equivalente de instintos em outros animais; imagos, ou complexos, são, por assim dizer, instintos humanos construídos.” Continue lendo por Aline Rangel. “Decepções são um tipo dos dissabores que acometem pessoas, e só não se decepciona quem pode ver tudo perfeitamente, sem nunca se equivocar, o que não é humano.” (*1) por Aline Rangel. “Tenho sentido ou expressado gratidão por aqueles que me ajudam a crescer, a evoluir, a ser mais feliz?” “Tenho pensado que não somente pessoas, mas também as experiências merecem meu reconhecimento pelo tanto que me fizeram avançar e ser mais pleno?” “O quanto tenho agradecido a Deus e a Seus Representantes, nas figuras dos Cristos e de Seus Emissários, pela vida, pelas oportunidades que tenho tido para aprender pelo amor?” Continue lendo por Aline Rangel. Inicia-se a semana que antecede o dia dedicado às mães… Quantas reflexões podemos fazer acerca desta experiência sagrada de doação de si, desta vivência do amor incondicional para os padrões da Terra! Sem dúvida, a maternidade é um campo complexíssimo de aprendizados singulares, que promovem o autoconhecimento e, por conseguinte, amadurecimento e sabedoria. Isso não quer dizer que todos que passem pela experiência da maternidade a compreendam desta forma ou se modifiquem em profundidade para melhor, como também não significa que os que não a possam vivenciar biologicamente estejam privados de seus efeitos transformadores, como nos alertam os mentores do Salto Quântico. Continue lendo por Aline Rangel. A questão da homossexualidade tem sido abordada pelos mentores do Salto Quântico em diferentes mensagens, que trazem, cada uma delas, aspectos diversos, sutilezas, complexidades, a fim de que ampliemos nossa concepção do humano, compreendendo de forma mais acurada uma de suas manifestações: o campo da sexualidade. Ao discutirmos este tema, portanto, estamos fazendo mais do que defender uma causa, ou uma minoria: refinamos o conhecimento que temos de nós mesmos, sejamos heterossexuais, homossexuais, bissexuais… Não nos definimos, exclusivamente, pela orientação sexual, assim como não o fazemos pela profissão, pela raça, pelo corpo feminino ou masculino com que estejamos vivendo esta experiência atual. É absolutamente incompreensível que um ser humano seja discriminado, maltratado, agredido verbal e fisicamente, ameaçado, repudiado, por conta do interesse sexual que sinta e manifeste por pessoas do mesmo sexo, ou pela necessidade que tenha de modificar o próprio corpo por não se identificar com o mesmo. Não há, como brilhantemente expôs o espírito Roberto, em recente artigo publicado neste site (1), nada que justifique a homofobia. O alerta gravíssimo é que qualquer um de nós, por mais abertos ou esclarecidos que sejamos, podemos ser vítimas ou autores de comportamentos homofóbicos em pleno século vinte e um… Continue lendo por Aline Rangel. Viagem, descanso, passeios, encontros de família, troca de saborosos ovos de chocolate… O feriado de Páscoa foi ansiosamente aguardado! Dias de recolhimento, para alguns; de reunir, para outros, os parentes no almoço, a saborear um peixe numa daquelas receitas tradicionais; de assistir, na TV, a uma das versões da Paixão e Ressurreição de Jesus; de brincar com as crianças, escondendo os chocolates… Período de repouso, lazer, rituais e lembranças. Após esta parada, que alguns aproveitam como momento de reflexão, cabe avaliar o quanto estamos renascendo, renovando, recriando… Continue lendo por Aline Rangel. Em Psicologia Junguiana, o termo Self (si-mesmo) refere-se ao arquétipo da totalidade, ao centro regulador da psique, a um poder transpessoal que transcende o ego. Trata-se de conceito importantíssimo nesta fantástica e revolucionária teoria elaborada pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung. Murray Stein, psicólogo analítico, apresentando o conjunto de idéias centrais que compõem a referida abordagem psicológica, comenta de forma bastante didática e interessante: “O sistema psíquico como um todo consiste em muitas partes. Pensamentos e imagens arquetípicas situam-se num pólo do espectro, as representações de pulsões e instintos, no outro extremo, e entre os dois encontra-se uma vasta quantidade de material pessoal, como memórias esquecidas e relembradas, e todos os complexos. O fator que ordena todo esse sistema e o mantém unido e coeso é um agente invisível chamado si-mesmo. Este é o que cria os equilíbrios entre os vários outros fatores e os ata numa unidade funcional. Em suma, o si-mesmo é o centro e cabe-lhe a tarefa de unificar as peças. Mas faz isso a uma distância considerável, como o sol influenciando as órbitas dos planetas. A sua essência situa-se além das fronteiras da psique.” (*) Continue lendo por Aline Rangel. Períodos de finalização e abertura de ciclos normalmente são marcados por crises, dificuldades, sofrimento, confusão… Respeitá-los e aproveitá-los de forma produtiva e criativa é sinal de maturidade conquistada, exigindo altas doses de paciência, coragem e confiança na vida. Faz-se necessário desapegar-se do passado, de velhas estruturas que não mais nos servem ao crescimento, abrindo mão do controle, dando espaço ao novo, ao inusitado, ao que assusta, mas que também pode encantar e inspirar. Padrões de comportamento, sentimento, percepção, avaliação da realidade, emoção, passam por uma “revista” nesses processos, quando, então, vêm à tona tanto os aspectos que estão atrasando nossa evolução, como também os recursos desconhecidos, que nos propiciam viver mais produtivos, felizes, em paz. Continue lendo |
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