jul
22
2011

O Espírito nas Entranhas da “Matéria”: a Imanência Transcendente – Ensaio sobre a Realidade do Mundo Espiritual e o Contrassenso do Materialismo, a Partir de Descobertas da Própria Ciência Terrena, Sobretudo no Âmbito da Física Quântica. (1)

“O materialismo morreu de asfixia por falta de matéria.”
Albert Einsten (1879-1955)

por Delano Mothé.

Por detrás do véu ilusório da matéria, que encobre os sentidos físicos, subjaz a realidade imponderável do mundo subatômico ou quântico (do latim: “quantum”, que significa quantidade diminuta e descontínua), em que tudo é energia e consciência – Espírito, em última instância.

O átomo, elemento básico de construção dos corpos “físicos”, constitui-se, segundo entendimento atual, de um núcleo insignificante de “matéria densa” – permitamo-nos assim nos exprimir (2) –, envolto por um campo gigantesco formado de elétrons que, juntamente a este seu centro gravitacional “compacto” (o núcleo atômico), aparecem e desaparecem incessantemente, num piscar insondável para dentro e para fora da existência!… Pura Metafísica no próprio cerne da matéria!…

Imaginemos uma esfera do tamanho aproximado de um estádio de futebol (como o Maracanã) e visualizemo-la no âmago central da Terra, em meio a sua massa mineral pastosa (3), e teremos uma noção de proporções mais clarificada: o núcleo atômico se restringiria às dimensões do minúsculo (em relação ao globo terreno) estádio “esférico”, enquanto que todo o resto do planeta representaria a vacuidade de sua eletrosfera, o universo lacunoso mas prenhe de possibilidades infinitas, consubstanciadas no balé imperscrutável dos elétrons em atividade frenética intermitente, a velocidade infinitesimal!…

Comecemos por entender, portanto, que a “matéria”, em seus alicerces primordiais, é muito mais abstrata do que poderíamos supor, ou difusa, ou paradoxal, ou, a rigor, quase inexistente… O “vazio”, como verificamos na analogia acima, compõe quase que a totalidade (99,97%) da estrutura fundamental de um corpo físico – afirmação esta lastreada nos próprios parâmetros de avaliação que a Ciência terrena já alcançou, nos dias correntes.

Adentrando mais fundo um pouco o território das descobertas científicas relacionadas ao domínio do infinitamente pequeno, asseveram os estudiosos, com fulcro em evidências laboratoriais, que as “partículas” subatômicas (“partículas de matéria”) existem antes como “ondas de possibilidades”, e que somente se revelam “corporificadas”, digamos assim, quando um agente observador consciente lhes dirige a atenção.

Traduzamos esse conceito, metafórica e didaticamente, embora de modo muito precário, cônscios de que as verdades profundas demais são de todo inacessíveis ao intelecto humano… As gotas d’água estão interligadas num oceano, e não podemos localizá-las, individualmente. Nesse estado, elas existem tão só como possibilidades de vir a ser, já que podemos, em tese, retirá-las uma a uma, até esgotar inteiramente o imenso volume líquido. Da mesma forma, os elétrons (conquanto sua carga elétrica os imante em órbitas vibratórias) não têm localidade definida, estão por toda parte, como que interfundidos numa “massa indistinta”, mas podem ser detectados, em determinado tempo e lugar, por meio da ação de uma inteligência que conscientemente foca o olhar em sua direção, o que equivaleria, em nossa pobre analogia, a um conta-gotas que sorvesse um pingo d’água do oceano.

Para que não nos passe despercebido o essencial, voltemos a atenção para o que está implícito neste princípio quântico: o elétron se comporta diferentemente, em experimentos rigorosamente científicos, apenas pelo fato de haver um observador lhe dirigindo o olhar, a consciência!… Destarte, quando um pesquisador observa o evento estudado (ainda que indiretamente, através de uma câmera ou um aparelho mensurador qualquer), os objetos em questão se apresentam efetivamente como habitualmente os compreendemos: “partículas de matéria”; quando não há uma consciência observando-participando do experimento, eles manifestam a sua contraparte de existência latente, assumindo a chamada “função onda”, como que mergulhando numa espécie de dimensão em que todas as possibilidades de expressão no mundo coexistem em potencial, num nível mais profundo da realidade, fora do universo espaço-temporal em que nos achamos imersos.

As “partículas de matéria” seriam, então, o resultado de um “colapso” da “função onda”, ou seja: a concretização de uma possibilidade de existência, a partir da ação de uma inteligência voltada conscientemente para um dado objeto quântico, num determinado momento e local específicos – em outras palavras: o ente observado se “materializa” no mundo do observador, assumindo uma “forma existencial definida”, entre as infinitas que pululam subliminarmente na intimidade indivisa do cosmo subatômico.

Fascinante, incompreensível, instigante, revelador?!… Atentemo-nos para as implicações revolucionárias do fato de o observador interferir objetivamente nos resultados de experimentos laboratoriais, alterando, de modo determinante, as “reações” do objeto observado: a Criação está plena de consciência, em suas entranhas mais basais, e o princípio inteligente reverbera em toda parte deste Universo Oniconsciencial, espelhando, mística e divinamente, as consciências individuais!… E poderíamos acrescer, se bem que não esteja isto diretamente implicado na ilação mais óbvia, já apresentada: tais “respostas” se dão na medida exata do quanto a individualidade consciente é capaz de compreender e bem aproveitar do Inextinguível Repositório Cósmico de Sabedoria e Providência Divinais.

A Inteligência Suprema do Criador se irradia em toda Sua Obra, repercutindo o Bem em Cadeia infinita, mas cada elo-criatura-consciência se encontra sob o impositivo da lei de atração por afinidades, numa perfeita teia unificada de interdependência e cooperação recíproca, em que uns influenciam sobremaneira aqueles cujo padrão vibratório lhes seja receptivo, ao mesmo tempo em que se retroalimentam prevalentemente das energias que lhes assemelham e lhes concernem às necessidades evolutivas emergenciais, interações estas que se entrelaçam, em fluxos e refluxos permanentes, em todas as direções, com vistas ao despertar do Espírito-Centelha-Sagrada que repousa nos recônditos de cada ser, em sua jornada ascensional de alinhamento e comunhão com os Desígnios Superiores da fraternidade universal.

Os avanços de todas as ordens na História da Humanidade, recente ou remota, evidentes a quantos adotem uma perspectiva lúcida, isenta e honesta, muito bem nos respaldam tal assertiva mais espiritualista – não obstante os retrocessos aparentes ou paralisias de longo curso, que sempre consistem em momentos de incubação imprescindível, seguidos de grandes guinadas de maior progresso.

Uma rápida retrospectiva sobre nossa História bastaria para nos desanuviar a visão e nos clarear a já tão nítida linha ascendente dos acontecimentos e conquistas evolutivas, em termos coletivos: onde estão os confrontos fratricidas generalizados, em sua crueza sanguinária? onde as “oficializadas” fogueiras e guerras “santas”, que exterminaram um sem-número de criaturas perseguidas “em nome de Deus”? onde as execuções em praça pública, fomentadas pela euforia estentórica dos circunstantes tomados de sádico prazer? onde a ignomínia medonha do escravagismo socialmente aceito? onde a indignidade do aviltamento da condição da mulher, que apenas mui recentemente teve garantida sua plena cidadania, com direito a voto ou a frequentar cursos universitários, por exemplo, e que, mais outrora, juntamente aos negros, sequer eram considerados como seres portadores de almas? onde as hediondezas da tortura e todas as demais atrocidades perpetradas pela ausência total de respeito aos direitos humanos, tão consolidados atualmente, na esmagadora maioria das nações do orbe?…

Mas prossigamos com os assombros inesgotáveis da Obra Magnânima, que Se revela Divina por Si Mesma, e de que somos singelíssima partícula! No nível indevassável da realidade subparticular, em que se debatem os filósofos-cientistas da Física Quântica, à procura de balizas muito nebulosas ainda, verificam-se quebras radicais de paradigmas que, até então, se julgavam inquestionáveis, tais como: um mesmo objeto quântico pode estar em dois ou mais lugares, ao mesmo tempo(!), assim como pode deixar de existir aqui e se materializar noutra localização, sem, para tanto, percorrer a distância que separa os dois pontos espaciais em questão – o famigerado “salto quântico”. Pausemos, para reflexões mais prolongadas quanto ao princípio da não localidade!…

Em que pesem tais conjecturas um tanto abstratas para o senso geral, típicas nesta área de estudos deveras espinhosa e ainda principiante – e restringimo-nos tão somente a algumas premissas gerais que nos embasem os propósitos aqui almejados –, passemos a outra propriedade fantástica(!) da “matéria”, descortinada igualmente pela física de subpartículas: a da interconectividade ou, tecnicamente falando, “entrelaçamento quântico”, segundo a qual dois objetos considerados (um par de elétrons criados juntos, por exemplo) podem estar de tal forma “emaranhados quanticamente”, que há entre eles como se fosse uma ligação de unidade absoluta, de modo que um impulso provocado numa partícula é imediatamente – isso mesmo: ins-tan-ta-nea-men-te(!) – repercutido na outra sua partícula-irmã correlata, independentemente da distância que as separe, mesmo as mensuráveis por anos-luz no espaço sideral. Isto é: ainda que os dois elétrons interconectados estejam absurdamente distanciados no espaço (digamos, em regiões opostas do universo), o estímulo que um recebe é simultaneamente(!) “sentido” pelo outro, como se compusessem uma unidade quântica – não se trata de uma “reação” ao estímulo que o primeiro elétron recebeu; o segundo sofreu o mesmo estímulo, a que ambos respondem concomitantemente, inobstante os milhares de anos-luz que os separam. Ponderemos ainda mais detidamente, amigos!… E estamos falando, é bom reiterar frisando, de experimentos absolutamente científicos.

Incontinente, somos levados a lembrar que o universo, conforme teoria dos próprios cientistas da Terra, surgiu num mesmo instante, com o consagrado “Big Bang”: poderíamos, pois, entender, reforçando nossas especulações um tanto espirituais acima, que toda a Criação se encontra interconectada em nível quântico, visto que tudo surgiu de uma grande explosão inicial. Ante tais indícios desvelados pela própria Ciência terrena – e aqui pedimos vênia aos cérebros que eventualmente encontrem maior dificuldade em compreender a natural e progressiva convergência entre Espiritualidade e Ciência –, não há como nos evadirmos de uma reportação direta à profunda (e ainda tida à conta de metafórica ou fantasiosa demais) proposição do Mestre dos Mestres, Nosso Senhor Jesus, a Voz da Sabedoria Perene: “Que todos sejam Um”, a nos insuflar a ideia de que já estamos unidos, numa grande família planetária (e universal), para que sejam derruídas de vez as bases falsas da noção ilusória e diabólica (do grego “diábolos”: o que desune) de separatismo entre os seres.

Dirigindo o olhar, por outro lado, ao extremo oposto de lucubrações da Física no orbe, que busca lançar a luz do entendimento para além das galáxias e todos os fenômenos macrocósmicos, deparar-nos-emos, da mesma sorte, como em qualquer Canto da Natureza, com o Assombroso: um Concerto de forças e vetores mastodônticos, a compor tecidos estelares de rara e indecifrável beleza neste universo sem-bordas de Deus, evidenciando, por todos os ângulos de observação, equilíbrio dinâmico e vida em ebulição, como expressão gloriosa da Inteligência Onisciente do Criador, a Consciência Supraordenadora, que tudo conduz à transcendência, em todos os quadrantes e sentidos existenciais.

A intrigante e ainda inexplicável forma quadrada de uma nebulosa (nuvem de matéria interestelar) recém-descoberta.

Apenas considerando este tão discreto espectro das Infinitas e Inabordáveis Maravilhas da Criação, que, mui precariamente, acabamos de apresentar, como reduzidíssima amostra das Grandezas Imensuráveis do Universo – limitamo-nos, neste particular, tão só a um âmbito do conhecimento humano: a Física Quântica, basicamente –, ser-nos-ia dispensável argumentar algo mais de molde a explicitar a estultícia redonda, ululante, sacrílega, do materialismo-ateísmo que, lamentavelmente, pervaga na cultura hodierna, sobremodo entre os que se apegam à aparência das coisas, enceguecidos para os fundamentos de todos os seres: o Princípio Inteligente, a Consciência, o Espírito – como queiramos chamar –, ainda que em potencial ou em seus rudimentos, qual se apresenta nos reinos mineral, vegetal e animal (pré-hominal).

A “matéria” existe como epifenômeno (fenômeno secundário) da Consciência, jamais o contrário – tudo é produto de ideação do ser pensante, fruto de sua atividade emocional-psíquico-espiritual, em diversos níveis de manifestação. A roda surgiu antes como uma ideia na mente de seu inventor, para só depois tomar a forma física e função no mundo. As aves migratórias repetem seus itinerários periódicos à perfeição, seguindo sua inteligência elementar, ou instinto. O próprio átomo se mantém coeso e cumpridor de seu papel no universo microcósmico, com a perfeita dinâmica de suas partículas componentes, graças à centelha inteligente em gérmen, ínsita em sua sistemática axial.

A Consciência ou Espírito é o agente unificador e modelador da “matéria”. E isso é um truísmo (ainda que intuitivo) para todas as inteligências ao menos medianamente desenvolvidas em suas aspirações espirituais: as já capazes de perceber, nas pequenas como nas grandes coisas, a presença do Incognoscível. Efeitos inteligentes, consoante nos preconizou o ínclito pensador-benemérito Allan Kardec, em seu didatismo, discernimento, lógica e lucidez ímpares, decorrem de uma causa inteligente. “Acaso”, “forças aleatórias, intrínsecas à matéria”, “imperativos genéticos de autoperpetuação da espécie”, entre outras concepções forçadas e insuficientes a abarcar a vastidão dos fenômenos inteligentes e prenhes de significado e propósito, relacionados à existência e atuação do Espírito, apenas revelam a sanha suicida e assassina dos que tentam em vão negar a realidade espiritual, por meio de codinomes blasfemos e desatinadamente reducionistas do Ser Sempiterno, como também lhes patenteiam o baixo grau de maturidade intelecto-moral conjugado ao intuito malsão de encaixotar as Excelsitudes da Criação em seu cérebro de criatura humana, partícula insignificante num Universo de Conglomerados Galácticos sem-fim, em todos os sentidos, regido pela Consciência Divina, a prover e sustentar a Totalidade Harmonia do Cosmos.

Afirmativas infelizes e apriorísticas de negação da preexistência do Espírito aos efeitos materiais, tais quais: “só acredito no que vejo ou toco”, “essas coisas não existem”, “tudo acaba com a morte do corpo”, representam um atestado expresso de ignorância crassa de quantos se prestam a veiculá-las, levianamente – e faremos, mais adiante, a indicação de meios de estudo, ampliação e aprofundamento do que aqui defendemos, através de diversos segmentos da ação e do conhecimento humanos relativos à temática.

Segundo as descobertas da própria Ciência do plano físico de vida, o que entendemos como matéria constitui, em essência, uma forma de energia condensada, que, num nível mais profundo de compreensão, é intangível e invisível, ou seja: não pode ser “tocada”, muito menos “vista”. O que supomos ser toque ou contato entre dois corpos considerados consiste, em verdade, tão somente em uma aproximação entre os elétrons de sua superfície, que, por portarem cargas elétricas idênticas, se repelem mutuamente, jamais se atingindo de fato – caso contrário, teríamos explosões atômicas a cada passo. E o que percebemos como imagem das coisas não passa da forma como nossos órgãos da visão captam o resultado da reflexão da luz (tanto que nada vemos à escuridão) sobre as superaglomerações de átomos que as compõem – os quais, reprisamos a ideia (já expendida acima) um tanto difícil de assimilar, são praticamente “vazios”, se avaliados em sua estrutura “material”: 99,97% de sua massa se encerra no núcleo atômico, que, por sua vez, pasmemos(!), é 10.000 a 100.000 vezes menor que a eletrosfera que o circunda e lhe confere “volume”. Permitamo-nos o desafio cognitivo e o deleite espiritual perante a Assinatura Divina em toda parte!…

Ainda dentro desta última linha de raciocínios e atendo-nos a fenômenos mais objetivos para os sentidos humanos, lançaríamos a pergunta: alguém consegue tocar e ver o magnetismo, a força da gravidade, a eletricidade?… E indagaríamos também, adentrando campos mais subjetivos, mas igualmente seguros, “realíssimos”: há quem possa ver ou tocar a economia, a amizade, o amor pelos filhos?… A despeito dos relativismos exacerbados de todas as ordens, como um efeito colateral negativo das abstrações cada vez mais amplas, profundas e complexas de nossa Era, ninguém questiona a realidade do sistema econômico, com valores financeiros circulando virtualmente em todas as direções; ou o senso de lealdade a um amigo do coração; ou o sentimento sublime que nos liga a um ente amado, em benefício de quem seríamos mesmo capazes de arriscar a própria vida, sem pestanejar.

Perseverando em nossos esforços por tornar óbvia uma verdade autoevidente, consideremos uma particularidade curiosíssima dos corpos materiais, tomando como exemplo nossos próprios organismos biológicos: em um ano, 98% dos átomos que compõem a estrutura fisiológica que utilizamos são substituídos… Se o corpo que tínhamos há doze meses aproximados não mais existe, em nível atômico, tendo sido inteiramente (poderíamos dizer) permutado por outro, há Algo mais que permanece e gerencia este incrível processo de autorreconstrução contínua… Algo mais sobrevive a manter a integridade homeostática de nossa constituição orgânica, regendo todos os mecanismos de conservação da vida: o funcionamento das organelas, das células, dos tecidos, dos órgãos, dos sistemas, numa orquestração miraculosa, em diversos sentidos, para o nosso pasmo e arroubo, a nos apontarem a tão parca ainda compreensão humana sobre tais Fenômenos… O que prossegue então, mantendo viva, harmônica, operante, a máquina biológica?… E ainda: a que estão subordinados os átomos, as moléculas, as células, os órgãos, perfeita e sistemicamente integrados em suas funções para a manutenção da existência no corpo físico?

Inevitável a inferência: subsiste o Espírito humano, a Consciência, exercendo Sua plena ascendência sobre a matéria, quanto também sobre a substância quintessenciada que, após o decesso carnal, Lhe continua servindo como envoltório e instrumento de manifestação, na esfera extrafísica de vida (ou espiritual) e além dela, em Suas infinitas experiências reencarnatórias rumo à perfeição angelical. Negar a existência e a imortalidade da alma, muito mais do que soar desarrazoado e leviano (porque há evidências bastantes desta obviedade, a quantos se debrucem sobre o tema), equivale a matar a vida já de agora, enquanto nos julgamos “vivos”, pois que o vaso de carne, apesar de ser um veículo magnífico ao Ente espiritual, está fatalmente destinado e se dirige, peremptoriamente, à ruína, à desagregação, ao desaparecimento.

A falta de conexão ou alinhamento com este Núcleo divino, o Si-mesmo, é que gera no plano das formas densas (o em que nos encontramos encapsulados em organismos biológicos) toda ordem de injustiça, violência, miséria, dor. Aqueles que supõem acreditar apenas no que lhes acusa a visão ou a tatilidade do corpo jazem vítimas de uma espécie de fanatismo idolátrico ao império dos sentidos materiais, engendrado por sua própria insensibilidade, preguiça, medo, ignorância, sem se darem conta, amiúde, de que vivem manietados por forças nefastas autodestrutivas, a carcomerem progressivamente seu mundo íntimo, já tomado de vazio e morte. Tais cânceres espirituais, todavia, produtos das ilusões materialonas que subjugam esses desesperados inconscientes, desfar-se-ão a pouco e pouco, inelutavelmente, aos golpes da terapêutica dor da desilução-frustração que, cedo ou tarde, lhes despertará os corações entorpecidos, denunciando-lhes os patógenos invisíveis em cujos sinistros tentáculos se permitem enlear. As justificativas e racionalizações de autoludíbrio, construídas pela desinformação acerca da realidade espiritual última do ser humano, encontrarão ensejo, então, de se mostrarem como realmente são: frágeis, inconsistentes, fugazes, quais brumas ao vento, muito embora ostentem, aos iludidos incautos, a vã aparência de comodidade e satisfação, mal lhes ocultando, contudo, a angústia do vazio existencial insuportável a lhes dilacerar as fibras mais figadais d’alma.

Neste ponto, contamos com a compreensão dos prezados leitores, por trazermos a lume um veio mais poético, afastando-nos um tanto do discurso restritamente argumentativo, malgrado o conteúdo do que afirmamos se fundamente em autores respeitabilíssimos e seus estudos-pesquisas amplamente reveladores dos fatos espirituais, disponíveis a todos, em literatura vasta, de alta qualidade e irretorquível fidedignidade, sobre o assunto.

Aos que quiserem assentar suas convicções quanto à sobrevivência do espírito à morte física, recomendamos, tão só, reflexões mais acuradas em torno da temática, com a indicação de alguns campos do saber que, consolidando um lastro idôneo, isento e abalizado, trazem evidências sobejas a este respeito:
– Obra de Allan Kardec, a começar por “O Livro dos Espíritos”: sabedoria, vanguardismo, racionalidade, abrangência, profundidade, didatismo e simplicidade de todo inconcebíveis para meados do século XIX, em que foi lançado, e que ainda hoje provoca fascínio, assinalando-Lhe a Autoria sobre-humana inconteste;
– Vida e Obra de Chico Xavier: destaque, entre tantas singularidades extraordinárias, para as inúmeras psicografias apresentando a caligrafia do Espírito desencarnado, atestada por grafotécnicos competentes (importa frisar que memória motora é algo inquestionavelmente pessoal e, portanto, intransmissível por telepatia ou outros meios-teses mirabolantes);
– Vida e Obra do médium contemporâneo Benjamin de Aguiar, fundador e líder do Instituto Salto Quântico, Escola Espiritual-Cristã de divulgação de ideais de espiritualidade, sabedoria e felicidade: prodígios de curas e salvamentos espetaculares, testemunhados e documentados semana a semana, além de comunicados mediúnicos pessoais praticamente diários, em grande cópia, concedidos pelos Espíritos Guias da Instituição, contendo questões íntimas dos destinatários, totalmente desconhecidas do porta-voz interdimensões – já aconteceu, por exemplo, de uma única mensagem apresentar mais de 50(!) dados confirmados como exatos (sugerimos, com veemência, os fenômenos registrados nas postagens dos seis primeiros ícones da coluna direita do site www.saltoquantico.com.br); – Relatos de EQMs – Experiências de Quase Morte: em especial, as de pacientes que voltam da semimorte e descrevem, com detalhes, acontecimentos que, de fato, se deram a quilômetros de distância do leito de hospital em que se encontravam, exatamente enquanto o eletroencefalograma lhes demonstrava total ausência de atividade no cérebro;
– Estudos sobre reencarnação: mormente, os inúmeros casos em que o reencarnado traz marcas de nascença no corpo, associadas ao tipo de morte que sofreu (e de que se recorda vividamente), como também se lembra com clareza de dados objetivos de sua vida pregressa, quais datas, nomes, lugares, circunstâncias do óbito etc., tudo comprovado a posteriori, por pesquisadores seriíssimos e imparciais em suas buscas perquiridoras, não raro por meio de investigações laboriosas, até mesmo em cartórios de registro civil pertinentes, no intuito de chegarem à confirmação de algumas dessas lembranças do passado de seus estudados;
– Transcomunicação Instrumental (TCI): comunicação dos espíritos mediante aparelhos eletrônicos (como recusar tal evidência?!);
– Neuroteologia: ênfase para as descobertas atinentes ao lóbulo temporal direito do cérebro humano, especificamente destinado a vivências místico-espirituais, chamado “The God’s Spot” (a existência da função implica a existência do objeto a que ela se relaciona, da mesma maneira que o sentido do tato indica que algo há, no mundo exterior, para ser tocado, tanto quanto o da visão pressupõe alguma coisa a ser vista – a não ser isso, precisaríamos nos entregar ao despautério de concluir que tal lóbulo seria inútil!);
– Tanatologia;
– Psicologia Transpessoal;
– TRVP (Terapia de Regressão a Vivências Passadas)…

Fenômenos no Sol, tradicionalmente associados a Aparições Marianas, foram registrados em várias dezenas de fotos como estas, tiradas por diversos fotógrafos amadores, por ocasião do Evento Maria Cristo 2010 (4), realizado pelo referido Instituto Salto Quântico (saltoquantico.com.br), aos 29 de agosto próximo passado, em homenagem a Maria de Nazaré, Mãe Simbólica da Humanidade terrena, Representante da Bondade e Acolhimento Incondicionais do Lado Maternal Divino.

A Vida, amigos, é puro “Milagre”! A cada inspiração, somos vitalizados pelo Hausto Onipresente, em todas as dimensões de nosso Ser, da subatômica à totalidade orgânico-espiritual, que, por sua vez, se faz partícula infinitésima no Concerto Universal da Criação, em Seus indefectíveis encadeamentos ascendentes, pelas escalas evolutivas do Macrocosmo Infinito, em direção à Eternidade!…

Já correndo o risco de soar fastidioso, com tamanho bombardeio argumentativo, não poderíamos nos esquivar das conclusões auferidas pelo já célebre Dr. Masuro Emoto, cujos experimentos nos desvendam, através de um microscópio específico (de campo escuro), que as moléculas d’água se alteram dramaticamente, conforme os impulsos psíquicos a que são expostas (incluindo os gerados ou representados por música, poderosa em seus efeitos indutores de bons ou maus estados de espírito), durante certo período de tempo – no caso da pesquisa em foco, de acordo com os registros da coleção “Quem Somos Nós? – Quantum Edition”, a água ficou sob a influência tão somente de palavras impressas em rótulos afixados à superfície de seus recipientes, no transcurso de apenas uma noite…

Sentimentos-pensamentos-intenções construtivos, como amor, bondade, gratidão (meramente simbolizados em expressões grafadas, mas suficientemente capazes de gerar ao seu redor as vibrações superiores que lhes são concernentes), embelezaram as estruturas moleculares da água, tornando-as peculiar e primorosamente cristalinas, exuberantes, harmônicas, luminosas. Emoções-ideias-ímpetos destrutivos, viciados de ódio, rancor, virulência (igualmente apenas registrados por escrito junto ao vaso d’água, mas reverberados nas consciências dos que, encarnados ou desencarnados, isto é, no campo físico ou fora dele, se afinam com tais sugestões inferiores), descaracterizaram-nas drasticamente, corrompendo-lhes a natureza básica e convertendo-as em manchas disformes, opacas, sombrias, como que representando assustadores gritos de horror – vide ilustração abaixo.


Considerando que o elemento constituinte principal do corpo humano é a água, correspondendo a mais de dois terços (por volta de 70%) de sua composição, e que estamos completa e permanentemente engolfados nos próprios sentimentos, pensamentos, emoções, intenções, imaginemos o quadro que criamos e, com o tempo, consolidamos em nossa intimidade molecular, a refletir-se inarredavelmente em todos os escaninhos de nosso ser!…

A realidade fundamental da Vida, amigos, é a Consciência – entenda-se: o Centro Sagrado no interior de toda criatura senciente, a promover e conduzir os processos evolutivos, de despertar contínuo do princípio inteligente, irrevogavelmente destinado à sabedoria e ao amor universais, pelos trâmites da integração e harmonização progressivas dos vários feixes que compõem a totalidade intrincada do ser humano (físicos, emocionais, psicológicos, mentais, espirituais), de molde a que as sombras da ignorância e insensibilidade paulatinamente se convertam na luz do pleno autoconhecimento, à medida que se avance na trilha da autorrealização profunda e completude no serviço ao Bem comum, em perfeito diapasão com os Fluxos da Vida, que a todos reserva a bem-aventurança, nas espirais transubstanciadoras do tempo, sob a Lei de Justiça e Bondade Soberanas do Criador…

Em torno d’Ela – a Consciência – é que se dão todos os fenômenos, inclusive os ditos “físicos”, que nada mais são do que desdobramentos do pensar-sentir do Espírito, em níveis e dimensões diversos de expressão, na resultante das relações entretecidas com o Si-mesmo, com os semelhantes e com o Todo, em meio a uma gama inextricável de ondas mentais interfundidas e “metabolizadas” nos recessos do Órgão social que compomos e de que somos parte viva.

Representação da Transfiguração de Jesus Cristo, Símbolo de Sua Luz Prodigiosa.

Jesus de Nazaré, Figura Histórica Seminal e Imorredoura para a civilização humana, Voz Máxima da Sabedoria e do Amor para o orbe, operava (e opera) neste limiar transcendente da verdadeira realidade, em que todas as possibilidades coexistem em potencial e podem se manifestar no mundo qual o conhecemos. Como Consciência plenamente afinada com os Desígnios Divinos, autorizada, portanto, a tudo fazer em Nome da Inteligência Suprema do Universo, o Cristo atuava (e atua) com Total Poder sobre os domínios material, semimaterial e imaterial que O circundavam, reconstituindo a saúde física e até mesmo a vida orgânica, calando as tempestades, multiplicando pães, dissolvendo processos obsessivos, libertando e transformando corações para o Pai-Mãe Celestial. Seus Prodígios, inacreditáveis e ainda inexplicáveis para a iniciante Ciência na Terra (conquanto a Física Quântica já aponte, mesmo que primariamente, para o que aqui tangenciamos), davam-Se no âmbito do Espírito, o fulcro consciencial (reiteremos) desencadeador de todos os eventos e fenômenos na dimensão mais condensada de existência: esta que constitui (reforcemos) a faixa vibratória da matéria menos sutil ou mais compacta, que se nos apresenta perceptível aos sentidos físicos, cujos órgãos que a captam também vibram neste mesmo padrão energético – mera questão de sintonia e compatibilidade vibratória: a realidade espiritual, assim como a luz ultravioleta, permitam-nos o didatismo talvez exagerado, são invisíveis aos olhos humanos, por se encontrarem numa frequência diferençada, demasiado alta, inacessível ao sensório vulgar.

A propósito, já que voltamos a falar em sentidos, caberia um último questionamento quanto ao qualificativo “físicos” que se costuma atribuir, em caráter excessivamente restritivo, a tais faculdades perceptivas humanas. O prazer em degustar uma fruta apetitosa preferida (ou, para os paladares menos afeitos à frugalidade: uma iguaria preparada com requintes de sofisticação e desvelo), legítima obra-prima de textura, aroma e sabor, a brotar espontânea do ventre da Mãe-Terra!… a delícia de sorver a fragrância da corola de uma rosa ou doutra flor perfumosa, entre tantas, todas obras-primas olfativas da Natureza!…. o deleite com a delicadeza do toque aveludado de uma pétala, ou com a carícia de gotas d’água tépidas sobre o corpo ao banho, ou com a suavidade mimosa da pele de um bebê, obras-primas da Tecelagem Divinal!… o encantamento com o pôr do Sol ou com o alvorecer, obras-primas da Imensidão Cósmica!… o arrebatamento com a apreciação de uma peça musical favorita, obra-prima oriunda da Fonte Celeste de Harmonia e Beleza, Magia e Poesia, Inesgotável em suas infinitas possibilidades de deificação da união mística de som, silêncio, sentido e significado, “colapsada” pelas mãos cocriadoras do gênio da composição, para o desfrute inefável dos ouvidos e corações mais sensíveis!… O que há de físico nessas sensações, ou, melhor dizendo: sentimentos, ou, ainda melhor: transportamentos (a estados elevados de consciência)?!… – perguntaríamos, de todo coração, aos amigos leitores menos receptivos às nossas propostas espiritualistas.

A Vida é divina em cada nota de singeleza! Os filtros refratários dos limitadíssimos cérebros humanos, entretanto, somente Lhe podem decifrar vislumbres de grandeza, beleza e sacralidade que lhes sejam compatíveis aos arcabouços intelecto-moral-espirituais. Com efeito, há aqueles que se impressionam muito pouco com os infinitos e inaquilatáveis Mimos da Criação, como almas menos amadurecidas no carreiro evolutivo que são, muito regidas ainda pelas imposições subalternas de suas origens animalescas (ressaltando que existem também os aspectos benévolos e construtivos desta força primária que todos compartimos, como egressos do reino animal), a vaguearem sob o talante de sensações inferiores, preocupadas demais em atender a instintos básicos de sobrevivência e a necessidades fisiológicas tão só. Outros há, porém, viajores mais avançados no caminho de espiritualização de si mesmos, que, já tendo vencido longos períodos de aprendizado, em marcha mui gradativa, mas persistente e sempre exitosa, para Frente e para Cima, se sensibilizaram bastante para viverem o enlevo íntimo do alinhamento com os ditames da própria consciência, a voz dos sentimentos mais nobres, altruísticos, prelibando, com isso, os primórdios da antecâmara do Paraíso, ao contato de partículas que sejam da Graça imperturbável dos Anjos, os AutoIluminados que já Se conseguem ver permanentemente envoltos e permeados por Milagres, em Páramos intraduzíveis de Captação e Partilha da Luz de Deus.

Coloquemo-nos genuflexos diante da Consciência, o “Reino dos Céus dentro de nós”, que nos reclama expansão, complexificação, transcendência, plenitude, rumo a patamares cada vez mais subidos de incorporação e vivência da Verdade-Sabedoria, a nos desvelarem a Infinita Magnanimidade e Perfeita Providência do Altíssimo, em todas as particularidades e minúcias da ascese evolucional.

Dessarte, e apenas assim, poderemos nos realizar em profundidade, desenvolvendo, gradual e seguramente, a quintessência da inteligência humana: o senso moral, o juízo de valor, a capacidade de encontrar sentido e propósito existenciais (a função sentimento-intuição – ousemos geminar esses conceitos-perfis de personalidade, conforme a terminologia junguiana), para que nos capacitemos a facear a Presença do Próprio Criador, em quaisquer pessoas, eventos ou situações, pequeninos ou grandiosos, porquanto Ele-Ela de fato está em toda parte, propiciando, nutrindo e regendo a Vida em suas infindáveis manifestações, atraindo para Si todas as criaturas, “do átomo ao Arcanjo” (5), imantadas por Suas Irradiações Sagradas e Reverberações no imo de cada ser… a nos impelirem todos, irresistivelmente, por Força do Teotropismo de Seu Amor e Justiça Incognoscíveis, ao Seu Seio de Mãe-Pai Acolhedora-Educador, até o mergulho final na Eternidade: o completo desabrochar da divinidade latente no coração humano… o êxtase, o arrebatamento, a ventura inimagináveis de cocriar com Deus, em consonância cristalina com a Sua Glória – a Fraternidade, Paz e Felicidade universais.

(Texto redigido neste primeiro semestre de 2011.)

(1) Cabe-nos registrar que os créditos pelos raciocínios mais acertados desta composição devem-se à Inspiração dos Bons Espíritos, ao mesmo passo que deixamos nossas escusas por qualquer falha, distorção ou impropriedade na exposição de argumentos, as quais devem ser inteiramente atribuídas à pessoa do autor encarnado que subscreve este despretensioso artigo, especialmente no que tange ao quesito das questões mais estritamente científicas, já que somos mero apreciador do assunto. Agradecemos, ainda, enormemente, ao nosso emérito Professor de Espiritualidade, Benjamin de Aguiar, pelo embasamento, aprofundamento e expansão de nosso entendimento quanto à temática espiritual e suas disciplinas afins, sem cuja contribuição e estímulos intensificados e diuturnos não estaríamos a oferecer aos caros leitores os frutos deste trabalho, que julgamos em condições mínimas de se fazer útil aos que nos leem, a despeito das grandes e numerosas limitações que nos caracterizam o espírito carecente de evolução. Por fim, devemos também assinalar a fonte de que nos valemos para nos inteirar, mais a fundo, dos meandros técnicos relacionados às recentes descobertas da Física Quântica: a coleção “Quem Somos Nós? – Quantum Edition”.

(2) Inevitável a inexatidão na aplicação dos termos, para que não nos percamos em âmbito demasiado subjetivo de especulações científico-filosofais – a aproximação da Verdade inevitavelmente implica paradoxos progressivos à mente humana.

(3) Isto mesmo: “pastosa”!… denominada magma, massa semilíquida esta, em estado de fusão (lembremos a lava de um vulcão), que se reveste por camadas sucessivas cada vez mais resfriadas e solidificadas, até a crosta terrestre, formando um sistema que se mantém em perfeito equilíbrio a sustentar a vida sobre o orbe… encantemo-nos sempre com o Extraordinário, em toda parte denunciando a Maravilha da Criação!!!

(4) Evento anual de devoção ao Feminino Divino, perfeitamente simbolizado, em nossa civilização terrena, pela Figura Histórica da Amantíssima Mãe de Jesus (e da Humanidade inteira), Maria de Nazaré, com base no propósito de promover, com este Ritual Místico, o desenvolvimento dos atributos inerentemente associados ao gênero feminino da espécie, como integração, sensibilidade, intuição, espiritualidade, entre outros, tão dramática e flagrantemente necessários nos dias atuais, até mesmo para a garantia da sobrevivência da biosfera do orbe terrestre, nestes tempos de avançada e generalizada tecnologia bélico-nuclear-químico-biológica, com poder de destruição perturbadoramente imprevisível!… Obrigatória a leitura da tese “Maria Cristo”, publicada no livro homônimo (de 2005) que deu origem ao Evento a que nos referimos, de Celebração a Deus-Mãe, de Autoria do Espírito Eugênia, psicografia do médium Benjamin de Aguiar, em que a Mestra da Espiritualidade nos arrebata as mentes e os corações, com Sua sabedoria transcendente, unindo profundidade e didatismo, abrangência e objetividade, erudição e simplicidade, num espetáculo de argumentos irretorquíveis em defesa da condição Crística de Maria, ao lado de Jesus, bem como da existência do Espírito e do Criador e Seus Desígnios Teleológicos, elaborando, neste particular, raciocínios com logicidade, lucidez, discernimento e percuciência de tal modo singulares, em torno da badalada seleção natural das espécies e da evolução filogenética, que deixariam ruborizado nosso insigne Charles Darwin, ante a elevadíssima envergadura intelecto-moral da Autora Espiritual – a ironia, aqui, não desmerece os esforços do renomado cientista, muito menos a indiscutível relevância de sua obra como um todo, altamente meritória, para o progresso do conhecimento humano.

(5) Referência à questão n° 540 de “O Livro dos Espíritos”, compilado pelo preclaro Allan Kardec.

Written by in: Delano Mothé |

1 Comentário »

RSS feed for comments on this post.


Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.

Powered by WordPress