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28 de novembro de 2019
 

Conflitos com a fé, com Deus e com a Espiritualidade

Não há motivos para dramas de fé. Os Anjos são Seres extraordinariamente superiores. Na relação com Eles, portanto, o ser humano deparar-se-á, inexorável e frequentemente, com paradoxos e perplexidades.

Deus não erra – reiteremos. As criaturas humanas é que cometem erros na interpretação do que o(a) Criador(a) delas espera – o que, definitivamente, nunca tem a ver com obediência e sim com consciência, em graus progressivos de lucidez, sabedoria, bondade.

Vida é complexidade. Evolução é complexificação progressiva de organismos. O refinamento místico da consciência, na direção da transcendência, mais ainda é expressão de complexidade, em plano exponencial. Não se aguarde, pois, uma linearidade simplista nas “respostas do Céu” à caprichosa, limitada e truncada visão humana de mundo.

Com bilhões de variáveis envolvidas nos eventos que circundam os indivíduos, praticamente tudo é imprevisível, ambíguo e caótico. O que então esperar de Seres prodigiosamente superiores em inteligência e sentimento? Fácil inferir, destarte, que constitui uma tolice infantil e presunçosa alguém se declarar decepcionado(a) com Deus, por qualquer razão que seja.

Os significados dos fenômenos da vida e sobremaneira dos Sinais do Domínio Metaconsciente têm camadas infinitas, todas com conteúdos potencialmente construtivos, sujeitos a interpretações certas, em etapas inumeráveis, e cada interpretação correta é apropriada em seu tempo, com o propósito de favorecer a assimilação das lições evolutivas implicadas no momento, assim como paulatina costuma ser a apresentação de temas novos e/ou complicados, por professores(as) a seus(suas) alunos(as).

Jesus pediu que cada discípulo(a) carregasse sua cruz, se quisesse segui-l’O. Avalie, com extremo cuidado, qual seja realmente a sua cruz, porque pode ser o inverso do que você deduza num primeiro exame. Talvez o chamado de sua alma esteja não em manter, mas em abandonar certo emprego, carreira, curso acadêmico ou casamento. Cruz apontada para baixo, em boa simbologia, representa o diabólico e não o Divino. Em contrapartida, a cruz que é sua, de fato, assemelha-se a uma seta apontada para Cima, como também remete, metaforicamente, a uma espada trespassada no solo pedregoso do próprio coração.

Não cabe mais sustentar a expectativa pueril de facilidades no mais avançado dos territórios da experiência humana: o da transcendentalidade.

Via de regra, quanto mais controversa uma situação, melhor a sua função evolutiva para indivíduos e coletividades.

O que pode ser um presente de Deus? Uma flor de estímulo momentâneo; um fruto imperecível de aprendizado; uma dolorosa cirurgia n’alma que, embora demande um período de convalescença, propicia uma cura permanente; ou até uma vivência feliz que se estenda por um tempo mais longo… E mesmo nesta última hipótese, inevitavelmente há desafios e dificuldades implicados, que consistem em incentivos ao desenvolvimento humano.

Renunciar ao bom senso, ao espírito de dever, à consciência, para agir doutro modo, é completo despautério e nada condiz com a verdadeira fé, mas sim, exatamente, com seu oposto, como o revela tragicamente a história das religiões formalmente organizadas.

A Divindade e a legítima Espiritualidade querem prevalência da razão, da atitude solidária, do sentido de propósito ao bem comum. No âmbito da fé, tudo deve ser regido por esses princípios universais e axiomáticos. 

Assim, que cada devoto(a) busque apurar, continuamente, suas leituras místicas sobre fenômenos mediúnicos, sincronicidades, intuições, sonhos e mesmo prodígios que possam ser vistos como miraculosos.

O remédio, ministrado além da dosagem recomendada, converte-se em veneno – o que é curativo, até certo ponto, pode se fazer letal, desconsiderados os quesitos atinentes à posologia e à prescrição conscienciosa de uma autoridade médica.

Há acontecimentos, conjunturas e aspectos da existência humana que são bem enquadráveis nessa analogia. A indulgência que se sobrepõe ao senso de responsabilidade, por exemplo, transfunde-se em complacência e, portanto, em conivência e pacto com o mal.

Não se preocupe, por fim, em ser bom(boa), estimado(a) filho(a) – Jesus asseverou que bom só Deus o é. Empenhe-se em ser justo(a), íntegro(a) e, sobretudo, agente do Bem, na maior e melhor medida que lhe esteja ao alcance, promovendo a felicidade de seus semelhantes e, por conseguinte, a sua própria ventura.

Mensagem de MARIA Cristo
Canalização de Eugênia-Aspásia (Espírito)
Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)

17 de novembro de 2019




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