Espírito Eugênia-Aspásia

1 de dezembro de 2017
 

Reconhecendo feridas profundas em si

 

Reconhecendo feridas profundas em si

Resumindo a narrativa do Evento semanal de Aparição da Mãe Maior da humanidade terrena, reproduzimos o que Ela, em Nome da Face Maternal Divina, nos disse, quase num cicio, em meio ao suave ruído da brisa que provinha da cálida “névoa de Luz” que se Lhe exalava do Espírito Excelso:

Não reporte mágoas ou lamúrias a Deus, como se o Ser Supremo houvesse errado… Afirmemos uma vez mais: Deus não erra!

De reversa maneira, trabalhe na cura das chagas em seu coração, seja em grupo espiritual, em família, em terapia ou mesmo a sós.

Não se entristeça, porém, com a dificuldade em exprimir antigas e profundas feridas d’alma. Apenas os espíritos mais envelhecidos e fortalecidos no carreiro evolucional logram vulnerabilizar-se, ante seus irmãos e irmãs em humanidade, sem perder o firme contato com o senso de propósito espiritual, de finalidade construtiva da revelação, que naturalmente é constrangedora e conflitiva para os eficientes sistemas de defesa do ego.

Esteja cônscio(a), todavia, de que já constitui excelente começo reconhecer os traumas ou acidentes existenciais que lhe marcaram, de modo formativo, a personalidade e o caráter, desde a tenra infância, na reencarnação que ora desfruta, até os anos tardios da madureza.

Expor para terceiros, ainda que seja para uma única figura de sua confiança, o que você considera mais vergonhoso e triste, em sua trajetória de vida, representa uma segunda etapa de desafio evolutivo, que demanda coragem e maturidade psicológica especiais, demonstradas na despreocupação em parecer ridículo(a), inadequado(a) ou fraco(a).

Excetuem-se, obviamente, os casos patológicos de mentes deformadas no complexo de vítima, que se encontram no extremo oposto do espectro da saúde mental e espiritual dos(as) bravos(as) e vitoriosos(as) líderes que não temem revelar suas mazelas. As personalidades mórbidas se comprazem no melodrama que fazem, guardando a intenção de manipular pessoas por intermédio de seus relatos encenados, adulterados ou até inventados. Esses pseudodesabafos, por sinal, não costumam apresentar os traumas que mais as entristecem, se é que os acessam conscientemente. A diferença entre o(a) herói(ína) da autodescoberta e o(a) farsante da sedução melodramática, no entanto, é gritante demais, da perspectiva de quem tenha um mínimo grau de inteligência emocional e mesmo racional, para que julguemos necessário nos deter nesse tópico.

O autêntico, lúcido e corajoso estudo reflexivo em torno da própria biografia é de suma importância, porquanto as crises, quedas e frustrações de um indivíduo compõem mais o seu modo de ser e seus mais relevantes avanços e conquistas, como Espírito, do que todos os favores com que a Vida parece tê-lo agraciado. Eis por que Nosso Mestre e Senhor Jesus sentenciou, aparentemente draconiano:

“Quem quiser Me seguir, tome sua cruz e Me siga.”

Trata-se da cruz da disciplina do autoconhecimento, da superação de adversidades, da transformação de fardos em responsabilidades, do aproveitamento de lições em toda situação que se afigure, em primeiro exame, infeliz…

É essa mística cruz que propicia o crescimento, a autorrealização e a felicidade da criatura humana, em quaisquer departamentos de sua existência…

MARIA Santíssima, em interação com o Espírito Eugênia-Aspásia
Psicografia recebida por Benjamin Teixeira de Aguiar
New Fairfield, Connecticut, EUA
25 de novembro de 2017

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