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23 de outubro de 2016
 

Dor psíquica e material urgente a processar

Vivemos numa cultura histérica – permitam o termo obsoleto, mas não encontro outro melhor para formular esta sentença – com relação à busca de felicidade (numa acepção infantil de alegria constante dos desejos sensoriais atendidos e dos caprichos egoicos satisfeitos), perseguida com atroz sofreguidão, da mesma maneira que se foge, em estado de pavor semissonambúlico, de qualquer expressão de sofrimento (como se isso fosse possível na condição humana), qual se estivéssemos aprisionados num gigante hospício a céu aberto, com pessoas passando, em torno de nós, às gargalhadas, fingindo-se de felizes (para si mesmas), inclusive por meio das redes sociais na internet, padecendo o horror da vacuidade de simulacros de vidas editadas em aplicativos celulares de qualidade duvidosa.

Felicidade é um modo de ser complexo, fluido e trabalhoso, que exige contínuo esforço de um sujeito (e significativo compromisso moral consigo), no sentido de gerar negociações e acomodações psicológicas, razoáveis, éticas e espirituais, entre demandas internas e externas à sua psique, demandas essas em constante mudança, na sua e na existência de terceiros, dentro e fora de seu raio de influência pessoal.

Preste atenção à dor emocional indefinível que lhe vem à tona, à parte consciente de seu psiquismo, como desconforto, angústia ou mesmo surto, suave ou agudo, de desespero e pânico. Sua dor mental lhe constitui provável aviso de algum material importante de seu inconsciente exigindo-lhe, sem demora, ser elaborado.

Cuidado para não jogar fora o tesouro (de informação visceralmente útil a seu bem-estar sobre bases sólidas) que lhe emerge das profundezas do ser, anestesiando o mal-estar com distrações variadas da mídia ou da internet, com encontros presenciais ruidosos para conversas vazias, ou intoxicando-se com drogas (lícitas ou ilícitas), ou, ainda, dopando-se com psicofármacos, sem a psicoterapia imprescindível que lhes anteceda a aplicação conscienciosa.

Se você honrar seu sofrimento psicológico, com as devidas atenção e análise, e se também atender às necessidades urgentes de sua alma (que ele aponta), poderá evitar não só diversa ordem de enfermidades, como acidentes de percurso existencial potencialmente graves – recursos que a Divina Inteligência utiliza para propiciar, em um espírito resistente, o essencial que ele nega a si próprio: os movimentos evolutivos que lhe não mais podem ser procrastinados.

Espírito Marie Louise d’Espérance
Médium: Benjamin Teixeira de Aguiar
New Fairfield, Connecticut, EUA
23 de outubro de 2016

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