Espírito Irmã Brígida

5 de setembro de 2014
 

Viva, plenamente, por pelo menos 90 anos!

Introito: 33 anos de convívio mediúnico com o Espírito Irmã Brígida.

Introito do Médium: 

33 anos de convívio mediúnico com o Espírito Irmã Brígida.

Irmã Brígida é o espírito, dentre os que trabalham comigo, nas tarefas mediúnicas públicas, cuja primeira manifestação à minha pessoa aconteceu há mais tempo: em janeiro de 1981 (há, portanto, mais de 33 anos!), quase três meses depois de eu fazer 10 de idade.

“Tia Brígida”, como a chamava na época, por ter sido ela irmã biológica de minha avó materna, surgiu-me em impactante experiência fora do corpo (bem diferente de meramente sonhar com alguém), da mesma forma como a adorável mentora espiritual Eugênia-Aspásia apareceu-me pela primeira vez, na presente existência física, em julho de 1988 – evento que marca, simbolicamente, o surgimento da Obra que ela realiza por meu intermédio e com a colaboração de inúmeros amigos, encarnados e desencarnados.

Tão ativa é sua presença e influência sobre a Organização que presido e sobre os que se afinam com nossa Corrente de Pensamento, que algumas amigas mais próximas e antigas colaboradoras tomaram a iniciativa – com a minha e a aprovação da mestra Eugênia, obviamente –de homenagear a ex-integrante do quadro docente do Colégio Santa Bernadette, em Salvador, Bahia, vinculando-lhe o nome ao braço social do Instituto Salto Quântico, há mais de uma década chamado “Núcleo de Educação e Saúde Irmã Brígida”.

Na madrugada do domingo passado, 17 de agosto, a doce, mas disciplinada e estoica, religiosa solicitou-me o concurso (com autorização da Espiritualidade Maior, evidentemente) para escrever “alguma coisa”, por ocasião da proximidade de seu aniversário de nascimento último – ela completaria, nesta segunda-feira, 25 de agosto, 101 anos de idade, caso não houvesse desencarnado há 5 décadas exatas, em 1964.

Segue-se então, abaixo, o artigo que, na madrugada de hoje, a estimada professora espiritual redigiu com minha coautoria mediúnica.

Maria Santíssima nos cubra com Suas bênçãos,

Benjamin Teixeira de Aguiar,
24 de agosto de 2014.

  

Viva, plenamente, por pelo menos 90 anos!

Em meados do século passado, quando da produção da obra mediúnica extraordinária de Francisco Cândido Xavier, o Espírito autocognominado André Luiz asseverou, em nome de grandes Mestres do Plano Sublime de Vida, que os médiuns com tarefas programadas no campo dos intercâmbios interdimensionais (há aqueles que são dotados de faculdades mediúnicas ostensivas, mas que não renascem com programas de trabalho na área, diretamente) ouviam, antes de reencarnar, a recomendação de “não retornarem antes dos 80 janeiros do corpo biológico”.

O próprio Chico Xavier, que envelheceu precocemente, bem antes de completar essa oitava década de vida física, desencarnou aos 92 de idade, prestando serviços ao bem comum, seja pela psicografia, que lhe constituiu a viga mestra de compromissos espirituais, seja pela psicoaudiência ou pela fala inspirada (nem sempre psicofonia), nos contatos com os encarnados e desencarnados que, em fluxo interminável, não cessavam de buscar, na figura impoluta do médium mineiro, palavras de alento, esperança e fé.

Se Chico, tão desgastado desde a meia-idade, pelas ingentes sobrecargas que precisou facear, em todo seu impecável ministério, pôde continuar ativo durante mais de nove decênios sucessivos – inobstante, ao final deste espaço de tempo, apresentar severas restrições –, compreendamos que nenhum tarefeiro da mediunidade cristã, não importando a natureza ou extensão de suas programáticas existenciais, jamais deverá julgar correto o retorno ao domínio espiritual antes deste piso mínimo de 90 anos, apenas uma década acima dos 80 indicados pela lavra mediúnica do Cândido Xavier.

Se ainda considerarmos as condições melhoradas de sanitarismo da atualidade, bem como os avanços da medicina e da farmacologia, em relação há 50, 30 anos passados, temos então notícia aproximada do quanto estamos sendo acertados nessa proposta de dilatação do “prazo mínimo de volta”, para os que se devotam aos afazeres complexos e imensos de representar as Faixas de Consciência mais altas do orbe, na superfície do globo.

Neste campo extensíssimo de sagrados deveres, que vai do “mero” ministramento de passes “magnéticos” ao esclarecimento “missionário” de multidões gigantes, é urgente que se divulgue e se absorva, em profundidade, esse espírito de responsabilidade com o corpo de matéria densa, nos empreendimentos de socorro espiritual à Humanidade, porque, até a presente data, o déficit de “trabalhadores do Senhor”, em relação à amplitude de serviços a serem prestados, continua imenso!

Apresento essa meta aparentemente ousada, em nome dos Mestres de Altiplanos da Espiritualidade Excelsa de que me faço porta-voz, com grande senso de autoimolação, para melhoria de meu espírito rebelde às conclamações do Alto, porquanto, apesar de sair vitoriosa, em muitos aspectos, de minha última passagem pelo planeta, como encarnada, voltei prematuramente, com tão só 51 anos de idade.

Nenhuma morte acontece “fora de hora”, sem dúvida, porque cada indivíduo tem algumas “datas hipotéticas”, digamos assim, para eventual retorno antecipado (caso certos descaminhos ou equívocos de rota ocorram), mas também tem uma data ideal e, por fim, um conjunto de prognósticos de possíveis prorrogações do momento aproximado de desenlace. Foi o que aconteceu a Chico Xavier, que encerrou a parte central de sua missão gloriosa, ao final dos anos 1970, próximo dos tais “80 janeiros”, e recebeu, pelo que tenho notícia, pelo menos três prolongamentos existenciais, até 2002, quando, de fato, desvencilhou-se do aparelho biológico de manifestação.

Quanto mais evoluído um espírito e mais complexa a programação de realizações para uma certa existência física, mais há dessas previsões de mortes eventuais, antes ou depois do “ponto ótimo” ou “mais provável” de desencarne, em condição de “missão plenamente cumprida”. Quando propugnei pelos 90 anos mínimos, referia-me a essa “data central”, tendo em vista que, com o auxílio dos avanços das terapêuticas medicamentosas e cirúrgicas, a ultrapassagem dos 100 de idade, para os que hoje não hajam alcançado os 50, é perfeitamente plausível.

Importante ressaltar que não adianta só atingir a “meta etária” de nove décadas mínimas. Imprescindível o bom aproveitamento dos anos que foram vivenciados, enquanto se está enleado a um organismo material. O casulo de carne tem certos potenciais de funcionalidade que se deterioram com o tempo. Se alguém aguarda pela madureza fisiológica ou, pior, pela senectude das potências orgânicas, a fim de encetar uma agenda de trabalhos que deveria ter sido iniciada na pujança da juventude, tem, obviamente, alta probabilidade de retornar em débito com a contabilidade espiritual do Governo Crístico do planeta, ainda que adentre folgadamente um século de permanência em seu claustro orgânico móvel.

Voltei dez anos antes do meu “ponto ótimo esperável”… “Apenas” um decênio, que, entretanto, fez-me muita falta… Quanto serviço poderia ter prestado em uma década inteira de trabalho nas fileiras cristãs? Quantos corações poderia ter tocado, quantos pequenos atos de boa vontade para com o próximo poderia ter desdobrado, até que chegássemos à metade da década de 1970? E poderia ter ido um pouco além deste “topo”… Não muito, no meu caso, pois já havia tarefas pré-estipuladas para mim, de caráter obrigatório, a serem executadas a partir de meados dos anos 1980. Contudo, um quinquênio que fosse, além do meu “ponto ótimo” a desencarnar, e teria vivido nada menos que 15(!) anos, no mesmo instrumento de expressão sobre a crosta terrestre.

Por outro lado, cabe destacar um dos mais lamentáveis desvios de foco que acontecem nesse assunto de capital importância. Quando se fala em melhor aproveitamento da reencarnação e otimização das possibilidades do magnífico maquinário que é o vaso carnal, rapidamente se pensa na dedicação ao culto narcisista da aparência, e não em priorizar o quesito sintonia de valores e de aplicação das horas disponíveis em funções e propósitos atinentes ao ser “eterno” que somos, em passagem por diversos corpos “animais” e pelos períodos que os intermedeiam, no correr do infinito do tempo…

Antes de procurar malhas de ginástica ou nutricionismo apurado, táticas avançadas de medicina estética ou mesmo intervenções cirúrgicas plásticas, dever-se-ia cogitar, primeira e prioritariamente, de oração e meditação, estudo das temáticas espirituais, prática da solidariedade fraterna em todos os relacionamentos interpessoais (íntimos ou sociais), escolha vocacional da atividade profissional, utilização conscienciosa do tempo livre e, em todas as ocupações, a melhor sintonia possível com a Faixa de Sabedoria e Amor que todos devemos buscar, estando encarnados ou desencarnados.

Balanceamento da dieta alimentar, atividade física, quotas de sono apropriado e, principalmente, abstenção do consumo de bebidas alcoólicas, tabaco ou outras drogas mais pesadas, são itens indiscutíveis da melhor gerência da morada orgânica. No entanto, não obstante sejam importantes essas disciplinas, coloquemo-las em perspectiva, para que não percamos o senso de proporções e propósito do que fazemos de nós próprios. Voltemos ao exemplo do médium de Pedro Leopoldo. Apesar de obeso, por longos trechos de sua última reencarnação, e com medidas de sono sumárias, limitadas a 4h por noite, por seu severíssimo guia espiritual Emmanuel (“para não deixar o corpo mal-acostumado”), Chico Xavier, por concentrar sua atenção nas disciplinas da alma, teve compensados os “excessos” (se é que assim podemos dizer) em relação a seu animalzinho amigo, o corpo físico, tendo uma prolífera e longa estada na Terra…

A pessoa que interpreta “potencializar a reencarnação” como cuidar melhor do corpo físico assemelha-se ao estudante que presume que cumprir seus deveres estudantis se resume a manter os livros didáticos, cadernos e material de escrita impecavelmente conservados, limpos e organizados, em vez de… estudar! Muito frequentemente, acompanhamos o espetáculo quase bizarro de corpos ultracuidados, com a epiderme várias vezes repuxada, por primorosas operações plásticas, compleição adequada, músculos supertorneados e diversos órgãos bem tratados, sendo conduzidos, inapelavelmente, ao processo de putrefação nas sepulturas ou à pulverização nos crematórios, enquanto seus ociosos ou distraídos usuários (embora deveras ocupados com as coisas do mundo material) voltavam à verdadeira realidade, a da Dimensão Espiritual, em estado de profundo atordoamento, angústia e tardios arrependimentos…

Apelando para a mesma metáfora, alguns alunos, por se sentirem menos organizados, não conseguem administrar com o zelo esperado a carteira escolar, a bibliografia que lhe é apresentada como base de aprendizado, nem os eletrônicos de que faz uso para suas pesquisas na internet. E, apesar dos indiscutíveis prejuízos que sofrem com seu caos no trato com as ferramentas materiais da educação, concentram a energia mental de que dispõem em disciplinar-se nas horas de estudo e na disposição de não ceder a tentações de lazer e prazer abusivos, que tanto comprometem o crescimento acadêmico e profissional de muitos… Esses tornam-se alunos excelentes!

Outros ainda, cuja desorganização é tão grave que não logram grande êxito nos estudos, costumam converter-se em profissionais brilhantes! O mesmo se pode dizer daqueles que, notando uma quota limitada de forças espirituais a investir no autodomínio (como todos têm limites), em vez de se esfalfarem por preciosas horas semanais em academias de musculação ou em profundos sacrifícios psicológicos de regimes alimentares, decidem-se por canalizar para as questões essenciais do espírito o que está em seu alcance emocional, desencarnando, assim (como também amiúde acompanhamos), com os corpos físicos em frangalhos, mas com as consciências condecoradas pela paz e a felicidade intraduzível de haverem crescido no campo do fundamental e realizado o máximo pelo próprio e o bem dos semelhantes, na inestimável preciosidade de uma existência física!

Pergunto-me, ao acompanhar os dois extremos, entre os quais a esmagadora maioria da humanidade se insere: qual a diferença entre o corpo mimado como “cachorro de madame” e o corpo surrado como de um monge idoso, após a decomposição ou a cremação? Só as cinzas ou o pó ficam… Os espíritos de seus antigos portadores, porém…

Era isso que gostaríamos de dizer aos estimados amigos e amigas ergastulados na superfície terrena, fazendo votos de que façam uso excelente de seus fantásticos computadores biológicos de expressão no campo material de consciência, para que, um dia, quando nos reencontrarmos, na segunda metade deste século… ou além (para os mais jovens)… após seus respectivos decessos, possamos parabenizá-los, em meio a grande gáudio espiritual, em virtude do triunfo glorioso de maximização da estada no escafandro-dádiva do corpo que ora utilizam para transitarem no oceano feérico das oportunidades da vida física.

Irmã em Cristo,
Brígida.
24 de agosto de 2014.




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