Espírito Matheus-Anacleto

18 de janeiro de 2013
 

Um Jesus Desconhecido.

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Temos dificuldade em aceitar que o Cristo Voz da Verdade Se comportasse, em Sua União Mística com Deus, tal qual o(a) Criador(a): a provocar-permitir terremotos, vulcões, tempestades, tragédias familiares e coletivas, a bem de nosso crescimento. O Próprio Jesus afirmou: “Vim trazer um fogo à Terra, e como tenho sede de que este fogo se acenda!” – o fogo das transformações verdadeiras, nunca fáceis. Ainda asseverou: “Não vim trazer a paz, mas a espada.”

Em nossa espiritualidade infantil, queremos um deus “bonzinho”, que nos satisfaça os caprichos hedonistas, egoicos e materialistas. E o Cristo Verbo Divino foi o primeiro a dizer, literalmente: “Por que Me chamais de bom? Bom só Deus o é!” Os Evangelhos estão repletos de passagens de um Jesus severo, acusando de “hipócritas”, “sepulcros caiados”, “raça de víboras”, os religiosos de Seu tempo. Que não sejamos religiosos ou buscadores de espiritualidade desta natureza, incongruente e imatura, porque jamais estaremos em sintonia com o Espírito da Verdade, com o Padrão Crístico de Consciência.

A dificuldade em assimilar a ambiguidade da existência (característica de psiques pouco desenvolvidas) e em perceber a complexidade inextricável do Universo faz com que muitos, por um lado, caiam no fundamentalismo religioso, que grosseiramente simplifica a realidade, mutilando-a, a ponto de amesquinhar a Divindade; e outros tantos, no espectro oposto, mais letrados e fixados no padrão analítico-linear do senso crítico (amiúde faltos de autocrítica), percam-se em deduções e interpretações demasiado superficiais dos fatos da vida e eventos históricos. O que não cabe em suas mentes, inferem estes últimos, em delírio de presunção, não pode existir. Deus, portanto, para eles, que julgam tudo poder compreender, não existe. Estão bem distanciados do pai da lógica e do pensar racional na Terra, Sócrates, que declarou, certa vez, em famigerada máxima: “Quanto mais sei, mais sei que nada sei.”

Benjamin Teixeira de Aguiar
pelo Espírito Anacleto.
Texto recebido em 17.01.2013.




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