Assuntos polêmicos

11 de janeiro de 2013
 

Limites da Elegância.

Sobre uma Forma de Preconceito às Avessas.

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Há limites para a elegância, estabelecidos pelo bom senso, que vão além dos critérios de tempo e lugar. Uma mulher de 50 anos de idade no corpo material, por exemplo, não deve vestir-se ou maquiar-se como se portasse 20, sob pena de passar por ridícula e/ou imatura.

O gênero feminino será definitivamente emancipado do estigma de inferioridade que as sociedades humanas lhe impingem ainda, na Terra de hoje, quando se afirmar, em massa, pelos valores do espírito, do intelecto e do coração.

Cuidar da aparência é justo e saudável. Priorizá-la, contudo, em detrimento da essência da alma, constitui crime de lesa-consciência perpetrado contra si, com variadas consequências de infelicidade, a começar do âmbito em que tais irmãs infortunadas imaginam levar vantagem: a vida afetiva, porquanto, ao agirem como se fossem mercadoria de consumo, assim serão tratadas pelo, não por acaso, denominado “mercado do sexo”: acabarão usadas e, a posteriori, descartadas.

Tem-se alguma dúvida sobre esse contrassenso pertinaz da moda? Então reflitamos:

Por que homens não podem, mesmo jovens, adentrar, de bermudas à altura dos joelhos, certos ambientes públicos, enquanto mulheres são bem-vindas, até em solenidades de grande formalidade, com a barra da saia próxima à virilha?

O mal não está nos estilistas ou na chamada “indústria da moda”, porque ambas as categorias são influenciadas pelo gosto das compradoras de seus serviços.

A mulher dita “sexy”, mas inteligente e madura, em qualquer idade do corpo, não se apresenta como carne exposta no açougue. Em vez disso, insinua o que lhe vai escondido, mas revelado em silhuetas vestidas, aumentando exponencialmente, por ironia, seu poder de sedução, ao passo que outras, com menos respeito por si mesmas, eliminam o erotismo do mistério, desnudando grosseiramente partes do corpo que utilizam para se expressar no plano físico de Vida, qual ocorre na selva, facilmente confundindo a própria identidade com seu aparelho biológico, à semelhança do que se dá com os animais.

Vestuário, como linguagem e cultura, é item basilar que caracteriza e distingue a espécie humana do domínio meramente animal de existência.

Benjamin Teixeira de Aguiar,
pelo Espírito Anacleto.
Texto recebido em 10.01.2013.




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