Diálogos com o Espírito Eugênia-Aspásia

22 de maio de 2012
 

Planejamentos e Fracassos no Trabalho Interior.


Benjamin Teixeira de Aguiar
,
em diálogo com o
Espírito EUGÊNIA.

(Benjamin Teixeira de Aguiar) – Querida Eugênia, quando descobrimos falhas em planejamentos de mudança íntima, como agir? O abatimento costuma assomar-se aos corações que se permitem vacilar em suas metas de autodesenvolvimento.

(Espírito EUGÊNIA) – Encarar com naturalidade a experiência de falir provisoriamente. Amiúde, quando um projeto fracassa, há tão só um apelo da Vida para o aprimoramento de novo protótipo dele mesmo, a ser aplicado, com espírito de aproveitamento do tempo (ou seja, sem entregar-se ao perigosíssimo dreno de vida que constitui o vício da procrastinação), embora, em contrapartida, sem pressa, e sim com o vagar sereno do cientista que não se deixa abater com experimentos malogrados – muito pelo contrário: repete-os à exaustão, refinando técnicas e procedimentos, até atingir o sucesso esperado em sua pesquisa. Assim como se aplica ao mundo exterior, o princípio vale para cronogramas de modificação e aprendizado no âmbito interior, dilatando-se apenas o grau de complexidade, o que deve implicar, por conseguinte, mais autoindulgência e menos açodamento em chegar a conclusões apriorísticas, quase sempre incompletas, simplórias e, por isso mesmo, errôneas.

(Benjamin) – Deseja indicar algo, nesse particular, alguma dica prática? Desculpe o “simplório” da pergunta, fazendo uso de sua expressão. Mas creio que será de muita valia para nossos leitores.

(EUGÊNIA) – Procurar profissionais abalizados, no campo específico em que se intenta acrisolar a própria alma. Essa busca pode se dar pessoalmente ou através da literatura ou da videografia disponível. Paralelamente, estudar os erros das iniciativas prévias e verificar meios novos de sintetizar os pontos de acerto das tentativas anteriores, para formular sucessivos esquemas de acerto, com crescente probabilidade de êxito.

(Benjamin) – Algo mais?

(EUGÊNIA) – Disciplina. Não esperar facilidades e caminhos pré-fabricados no que é, por excelência, uma vivência de cunho espiritual, que catalisa a psique no processo de transcendência – já que estamos falando de programas de melhoria interior. Dessarte, a despeito da importância de não violentar a própria natureza (ou a estrutura evolutiva, no momento presente, que porta certo coeficiente à mudança, mas também apresenta suas fronteiras de possibilidade para curto ou médio prazo), reconhecendo-se limites pessoais, reduzindo-se expectativas a patamares razoáveis, não se pode prescindir, em movimento complementar, de certa quota de suor, trabalho e lágrimas. Sim… a heresia para a modernidade: falar-se em aceitação da sina do sofrer, na condição humana, a fim de, paradoxalmente, galgarem-se estratos mais altos ou profundos de satisfação, realização, felicidade… A fuga à dor (correlata ao processo de aprendizado) problematiza todo o desenvolvimento de um indivíduo e pode, em diversos momentos de seu histórico de maturação, colapsar sua “linha” de crescimento interior, provocar desvios viciosos (ou mesmo criminosos) e, em última análise, conduzir, de qualquer forma, à frustração e à sensação de desvalia pessoal e derrota moral, espiritual.

(Benjamin) – Alguém pode falar que não há involução, e que, portanto, esse conceito estaria equivocado.

(EUGÊNIA) – Simplismo tosco. Um pequeno exame da alma humana revela como a ingenuidade pode dar lugar à maldade e à corrupção, quando não é bem encaminhada por expedientes educacionais adequados e quando, a posteriori, já adulta, no gozo de seu livre-arbítrio, não se confia a escolhas corretas de destino. Os desvãos evolutivos existem. Sempre se arquiva experiência para utilização ulterior, ao se tomar uma trilha indevida, um caminho do mal, de molde a extrair, em maior ou menor medida, o bem do mal – esse fenômeno compõe inclusive a própria tessitura do Universo, Todo-Feito do Bem promanado do(a) Criador(a). Mas certos desvios de rota evolucional seriam evitáveis com um pouco de prudência, bom senso e, principalmente, coração – sentido de dever, de respeito aos sentimentos e direitos alheios, de busca de propósito e significado no existir e interagir com os semelhantes e o mundo.

(Diálogo travado na madrugada de 22 de maio de 2012.)


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