Espírito Eugênia-Aspásia

16 de junho de 2011
 

Orientação ao(à) Orientador(a).

Benjamin de Aguiar
pelo Espírito Eugênia.

Luminosa e sorridente, já ao raiar da manhã deste 16 de junho de 2011, a Mestra Espiritual Eugênia convidou-me ao computador, e iniciou o ditado mediúnico que se segue abaixo, solicitando-me publicasse-o, imediatamente, para conforto e elisão de alguns conflitos, em quantos tivessem acesso à nossa Escola de Pensamento (com tantos profissionais na área de prestação de serviço de educação e/ou orientação, como os que nos leem), enquanto, de minha parte, fitava Sua beleza seráfica, transbordante, em cascatas de carisma e amor, de dentro de Sua alma redimida e generosa. (Introito do Médium)


Perdoa, prezado(a) amigo(a), quantos te não compreendem a forma sincera e despojada de ser.

Releva a atitude daqueles que acreditam compreender-te ou presumem poder orientar-te, em lugar de se beneficiarem com o tanto que tens a ofertar. Vistos de fora, e para o prisma de uma análise superficial e vulgar, o inteligente imaturo e a inteligência alcandorada por uma alma amadurecida se assemelham deveras, e, amiúde, o(a) sábio(a) é apenas levado(a) à conta de uma pessoa culta dada a excentricidades ou conceitos exóticos, quando não é francamente mal interpretado(a), com nítidas feições caluniosas (lamentavelmente, o mais corriqueiro – bem típico à Terra, como a História o revela, prodigamente).

Isso é natural e, diríamos mesmo, inexorável, pelo apanágio indissociável ao fenômeno da percepção: sua feição projetiva – só se enxerga no outro o que já se tenha nos arcabouços e matrizes do próprio psiquismo. Infere-se daí que os que seguem atrás, no longo trajeto evolucional, mormente os que não conseguem vislumbrar diferenças evolutivas entre si e quem intentam julgar, filtrarão a realidade do ser que está fora de suas condições cognitivas de avaliação, a partir de suas próprias lentes mentais, distorcendo quem o outro é, portanto, quase sempre de modo clamoroso, grosseiro e vil, pela inspiração de um casamento macabro de característicos personalíssimos: a presunção e a inveja.

Há, entretanto, uma solução para este aparentemente insuperável ciclo vicioso, que é apresentada por aqueles que, por bom senso e intuição, notando que alguém lhes segue adiante no carreiro evolutivo, simplesmente abdicam, por conseguinte, da pretensão estúpida de compreender o que não podem inteligir – muito embora possam, respeitosamente, com esse ser interagir, aprender e inclusive tomar notas sobre quem seja, com muito ganho pessoal de crescimento. Todavia, isso já indica, por parte do indivíduo, um certo grau de maturidade psicológica, um nível maior, como se diz modernamente, de “inteligência emocional”, de – atrever-me-ia a afirmar mais – “inteligência moral e intuicional”, para apreender que algo ou Alguém lhe está inatingível, por ora, aos parâmetros do próprio entendimento. Pessoas ignorantes, inobstante sábias, agem assim – todos já conheceram destes psicotipos curiosos e extremamente simpáticos, normalmente. Acautelam-se de apresentar opiniões apressadas sobre o que não têm profundo conhecimento de causa. São modestas e prudentes, ponderadas e recatadas, “por natureza”, e, de ordinário, inalteravelmente. Constituem, em suma, ironia das ironias (em se tratando do assunto), para os padrões da Terra, uma elite evolutiva, no campo dos sentimentos, o que é significativamente mais importante do que o desenvolvimento na esfera da intelectualidade (um “lugar comum” do orbe terrestre), além de ser o elemento definidor da frequência vibratória que tipifica a faixa consciencial em que a criatura estagia, dentro ou fora do domínio material de existência.

Muito correta, entrementes, tua postura aberta e sinceramente humilde, dizendo-te receptivo(a) à retroalimentação, mesmo porque, segundo asseverou, com brilho e acerto na simplicidade profunda, Masaharu Taniguchi: “todas as criaturas são nossos mestres”, máxima que é ratificada por praticamente todas as grandes tradições e Escolas respeitáveis de Espiritualidade, do presente ou do passado, do Oriente ou do Ocidente.

Compreensível que jovens (no corpo ou no espírito), e principalmente aqueles que já desfrutam de algum nível de consciência, conhecimento e aptidões treinadas, deslumbrem-se com suas novas conquistas e, como se diz no vernáculo, “troquem os pés pelas mãos”, incorrendo em deslizes desnecessários de finesse e sensibilidade com quem pode, como tu, perceber tais sutilezas (que nem te parecem sutilezas – risos). Socorre, todavia, ainda assim e sempre, quanto puderes, a todos eles, e oferece a mão amiga dos que elucidam e pensam feridas, e não daquele que “revolve a arma na chaga”.

Rememora, outrossim, que educar é fazer a edução. Destarte, quanto esteja em teu alcance, provoca os processos de autodescoberta dos próprios pupilos, postos, pela Divina Providência, em teu encalço e nas margens de teus caminhos, para tuas funções de guiar, zelar, cuidar, curar, e não para criticares, ferires ou solapares, com pretensos ganhos evolutivos que te exornem a personalidade.

Recorda-te, ‘inda mais, conforme já dissemos alhures, que, se realmente estás à frente, deves agir como tal. E, se te encontras na vanguarda do progresso espiritual, mas não o bastante para que, além dos atributos da plana meramente intelectual, possas também apresentar a serenidade e o equilíbrio emocional imprescindíveis à atuação do(a) bom (boa) educador(a) ou terapeuta, lembra-te, igualmente, de que o socorro que prestares poderá esvair-se, quais “pérolas lançadas aos porcos”, na linguagem do Cristo, porque os ouvintes simplesmente não compreenderão a fala menos polida ou “lisonjeira” como dirigida a eles.

Deixa o discurso severo e firme para os Grandes Mestres desencarnados, que têm estofo moral e altura espiritual para tanto – Representantes Diretos dos Cristos que são –, e procura manter-te o mais moderado(a) e sereno(a) em teus posicionamentos, verbais ou comportamentais. Agir como Apóstolo deve ficar adstrito, realmente, aos Gênios Celestes que assim possam Se exprimir, em nome de Deus, porquanto só Eles, já desvestidos da canga primeva do ego, não permitem que todas as inclinações destrutivas de presunção e crueldade para com os que seguem na retaguarda compareçam, diluindo os frutos da lição, na mente e nos coração dos agraciados pela bênção da instrução.

No entanto, por outro lado, pelo receio de ferir susceptibilidades alheias e brios excessivamente inflados – o mesmo infortunado ego em manifestações de infeliz hipertrofia –, não deixes de dizer tudo que seja imprescindível ao bom andamento do serviço de auxílio aos teus tutelados: aquilo que tua consciência reclame como indispensável ser verbalizado, orientado, esclarecido. Se és professor(a), pai (mãe), terapeuta, conselheiro(a) ou laboras em qualquer área afim a essas (que inclua condução de almas e suas vidas, para destinos de excelência – em todos os âmbitos, considere-se a expressão), age com a postura segura e objetiva (e mesmo incisiva) de quem está cônscio das próprias responsabilidades, sem que assim faltes, em nenhum momento, com a caridade cristã – relembra que o Cristo propôs um paradigma de fala honesta e transparente muito difícil de ser seguido, com a aberta acusação de hipocrisias não óbvias, quando necessária.

Em tudo, sê o(a) amigo(a), o(a) irmão(ã), o(a) auxiliar, catalisador(a) dos processos de crescimento e transcendência do próximo, mesmo que este siga, na trajetória da evolução humana, a léguas na retaguarda do ponto em que porventura te situes.

Não te intrometas em assuntos que te não dizem respeito. Contudo, se te buscarem os pareceres, e tergiversares em apresentar tua opinião genuína – ainda que com os naturais cuidados de abordagem pedagógica, e mesmo política, para que possas ser melhor ouvido(a) –, adquirirás débitos diante do Governo Oculto do Mundo, que considera o princípio de que a criatura deve servir a criatura, em Nome de Deus, e de que aquele que deixa de fazer o que pode e deve, a benefício de seu semelhante, por receio de desdoirar a imagem do bom-moço ou da boa-moça que ostente, comete uma infração severa, a pesar em sua ficha cármica, que terá efeitos bem práticos (e já os tem, pois que tal atitude traduz um padrão de consciência, que gera e atrai eventos para a vida do indivíduo), na mesma existência física que ora desfrute ou no período intermissivo (entre encarnações) em que se encontre, além das naturais consequências futuras, em outras vidas (físicas ou não), caso a pendência consciencial não seja resolvida em tempo.

(Texto recebido em 16 de junho de 2011.)


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