Assuntos polêmicos

1 de junho de 2011
 

Escândalo – Com Quem e Onde Mesmo? (1)

[A Santa e Genial Joana d’Arc, pouco antes de ser queimada viva, nas fogueiras da Inquisição, após provocar o que nenhum general francês lograra realizar em decênios sucessivos: a virada na Guerra dos Cem Anos, promovendo o fim da matança interminável, entre franceses e ingleses, que depredava “o patrimônio genético” engendrado pela Espiritualidade Sublime, a fim de permitir que “aportassem os gênios do Iluminismo”, em séculos futuros, conforme revelação de Chico Xavier, em nome de seu Guia, o grande Mestre Espiritual Emmanuel. Mulher, adolescente, camponesa, analfabeta, inteligentíssima, médium autodeclarada e gay transexual, que se travestia de homem, um soldado em campo de batalha... que conjunção de fatores, em época remota como o raiar do século XIV, mais poderia irritar os preconceituosos, os “doutores” da Igreja que a sentenciaram a morte tão chocante? Estrategista brilhante e alma de fato santificada, entretanto, nunca empunhou uma arma ou feriu quem quer que fosse, vencendo batalhas sucessivas, à base “apenas” da Inspiração Sublime que lhe caracterizava o Espírito Missionário. (Benjamin de Aguiar e Amigos Espirituais)]

Delano Mothé, em diálogo com o Espírito Eugênia.
(Médium: Benjamin de Aguiar.)

(Delano Mothé) – A senhora nos poderia dizer algo sobre esta passagem do Evangelho de Marcos (12:10): “Nunca lestes estas palavras da Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se a pedra angular. Isso é obra do Senhor, e ela é admirável aos nossos olhos’ (Sl: 117, 22s)?

(Espírito Eugênia) – Certamente. Agradecida pela honra do diálogo e da comunicação fraterna. Mais uma vez nos remetemos, pela leitura atenta da passagem evangélica, à já citada, em nossos estudos, “pedra fundamental”, pois que “pedra angular” constitui modo metafórico de se referir ao mesmo fenômeno simbológico, como dito pelos alquimistas: “lapis philosophorum”.

Os “construtores” da citação crística significam aqueles que, no tempo presente, fazem o que é sintonizado com a média evolutiva da época. Aquilo que é visto como rejeitável numa era, entrementes, consiste exatamente no elemento precioso, gerador de novos paradigmas, para as fases seguintes da evolução coletiva.

Observe-se, por exemplo, a modificação, no correr das gerações últimas, do que era invejável (ou admirável) na conduta dos indivíduos, comparando-se com o que, mais recentemente passou a ser visto como padrão idealizado de comportamento. Há poucos decênios, as “mocinhas” dos filmes e telenovelas eram mulheres à “moda antiga”, querendo dizer: passivas, submissas a seus esposos ou homens da família, ciosas de valores ultrapassados – como a virgindade sexual, acima da honestidade no caráter. De igual maneira, o “bom-moço” era o herói de guerra condecorado, em vez do benemérito cientista ou filantropo de qualquer procedência ou área de atuação.

Esse é um exemplo simples do que sobejamente a História das civilizações tem demonstrado. O que antes era considerado modelo moral para as mulheres é hoje o anverso do que se tem como a dignidade máxima do gênero feminino, o mesmo tendo ocorrido com seus pares masculinos. E isso se dá até para valores específicos, como coragem, à guisa de ilustração: atualmente julga-se como corajoso aquele mesmo cidadão que, no passado, era compreendido como tomado pela devassidão ou rebeldia criminosa; ao passo que as posturas tidas, outrora, como heroicamente bravas e elogiáveis são, no presente, encaradas como apassivamento vergonhoso ou acomodação com o “status quo”.

Seguindo a mesma linha de raciocínio da inversão dos valores, no bom sentido, com o avançar da História e o desenvolvimento dos povos, heróis de guerra facilmente hoje se confundem com facínoras, tanto quanto mulheres submissas são imediatamente taxadas de covardes e/ou dissimuladas, quando não de prostituídas pela conveniência a matrimônios de interesse material.

Abramos os nossos olhos, pois o que aqui elucidamos não se trata de algo que eventualmente aconteça. É um fenômeno pujante e irrefreável – a evolução, que ocorre tanto em indivíduos como em agrupamentos de todas as ordens e tamanho. O que se condena num século será, com grande probabilidade, festejado no seguinte. E os que atacaram alguém ou alguma ideia, numa certa cultura ou lugar, podem ser e serão (pela simples atitude, em si errônea e malevolente, de discriminar) achincalhados e desdenhados pelas gerações futuras.

Um tragicômico arremate, todavia, dos embates de conceitos e guerra entre moralistas e progressistas, aguarda os que se alinham nas fileiras da retaguarda, por conta de um fenômeno curioso e magnífico que se dá agora: é que estas eras de evolução se interfundem, de tão velozmente que passam, de modo que, frequentemente, no interlúdio de uma única existência física, o mesmo crítico aplaudido pela maioria é reduzido às cinzas da humilhação ou do ostracismo, vaiado pela multidão e/ou pela própria voz de sua consciência, derrotado pelo célere trem-bala da História e do superveloz progresso planetário.

(Diálogo travado em 29 de maio de 2011.)

(1) Este interessante diálogo foi estudado na palestra pública de 29 de maio, por nosso professor de Espiritualidade Benjamin de Aguiar, que devassou subliminaridades do pensamento da Mestra Espiritual Eugênia, sob inspiração dos Orientadores Desencarnados, como de ordinário.
(Delano Mothé, em nome da Equipe Salto Quântico.)


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Se você está fora de Sergipe, pode assistir à palestra de Benjamin de Aguiar, ao vivo, aqui mesmo, pelo nosso site, mediante uma colaboração simbólica, destinada à manutenção dos equipamentos utilizados na transmissão via internet. Para acessar-nos, basta que venha até cá, às 18h de domingos, horário de Aracaju (atualmente alinhado com o de Brasília), e siga as instruções aqui dispostas, em postagem específica. (Lembramos que a entrada para a aula presencial é gratuita.)




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