Cartas da Espiritualidade Amorosa

29 de setembro de 2010
 

Esquecidos da Lição da História.

[A multidão, em algazarra, urrava de prazer selvático, ante o espetáculo de sacrifício sanguinolento da então classe desprezível e perseguida dos cristãos dos tempos primordiais de nossa Era. Desde escravos estrangeiros a patrícios do senado romano, um coro de ojeriza e sanha assassina era bradado dos circos romanos, sobre aquele grupo minoritário e oprimido. Seriam eles, todavia, que mudariam a História da Humanidade terrena, para sempre... ao passo que o Império Romano, com mil anos de existência (que, por todos os ângulos de observação, demonstrava-se invencível e inexpugnável, com toda sua multiplicidade de culturas e povos), viria abaixo, definitivamente...
(Nota da Autora Espiritual)]

Benjamin de Aguiar
pelo
Espírito Eugênia.

Sofres, sinceramente, contemplando o exemplo dos que te antecederam, na marcha empós Jesus. Século sobre século, mártires incontáveis deram suas vidas, alacremente, pelo Cristo da Verdade. Santos se martirizaram, em prol do próximo, almas nobilíssimas esqueceram-se inteiramente de si, para reverenciar o Mestre e Senhor, em Sua Glória inaudita.

Curioso notar, porém, que enquanto imaginas estar em solilóquios doridos, forças psíquicas em blocos ingentes, que te oprimem o psiquismo de vanguardista, pelejam, hipnoticamente, como o fazem há anos sucessivos, por descoroçoar-te o ânimo, a vontade e alegria de viver, para que suspendas teu trabalho redentor, em Nome de Teus Mestres do Plano Sublime, e, assim, não difundas as ideias libertadoras de que és direto estafeta, em muitos sentidos único vexilário encarnado, num mundo religioso prenhe de contradições e obsolescências perigosas, que põem legiões imensas de milhões de jovens à beira do desespero, da loucura e do suicídio, de todas as ordens (incluindo o avanço desbragado das drogas), por não lhes oferecer mais resposta (a não ser a proposta de que te fazes embaixador) para seus anseios de inteligência, lógica e propósito.

Pensa, destarte, que os tempos são outros, e as necessidades do vulgo e os desafios evolucionais (de indivíduos e coletividades), também. És seguidor de Maria Santíssima, Aquela Mesma que pediu um tanto mais de vinho para um grupelho de ébrios, em celebração mística (o sagrado consórcio matrimonial), mas regada a excessos. Foi Ela também Quem Se fez companheira de Madalena – a conversa que seria apedrejada e salva por Jesus, no último instante, antes da lapidação. Recorda, por fim, que era Ela Quem dava o braço ao delicado e sensível João, o Apóstolo, inclusive, a quem mais Jesus amava (como revela o Evangelho escrito pelo famigerado evangelista).

Sentes-te uma fraude, porque, homem de bem, não logras o salto espetacular e genuíno da santidade completa… Relembra, entrementes, que o Mestre disse ter vindo para os pecadores e enfermos e não para os sãos; e Se apresentava, quase sempre, dedo em riste, acusatório e condenador, para aqueles que envergavam vestes virtuosas, alcunhando-os de hipócritas.

Renova, portanto, teu ânimo e tua fé. Se, a despeito de tuas dúvidas sobre o valor moral da própria alma, segues fazendo o bem, largamente, não te distancias daqueles mesmos vultos sagrados que contemplas, na História da Cristandade, com os olhos marejados de tristeza e luto íntimo, porque eles igualmente nenhum valor atribuíam a si, inobstante não detivessem as mãos caritativas, laborando no Reino dos Céus, espalhando amor e graças, conforto e esclarecimento, por onde passavam.

A maioria transforma este desconforto moral da autodescoberta em profundidade, que ora padeces, em motivo de se afastarem das tarefas designadas pela consciência. Tu, porém, ano sobre ano, não importando quais sejam as invernias interiores da autoanálise ou as tempestades de ingratidão dos beneficiários e de deserção dos amigos, portas-te como lídimo representante do Senhor, trabalhando, em teu posto de serviço, contínua e incansavelmente, sem preocupação com as convenções dos meios religiosos, em que todos se alimentam de vãs ilusões, enquanto aguardam juízo severo, após a morte do corpo, quando descobrirão, com a perda preciosa da oportunidade da encarnação, que não seguiram quem deveriam (e pior: atacaram e perseguiram): justamente aquele que estabelecia novas regras – o vetor evolutivo de seu tempo, o enviado do Céu –, esquecidos da lição da História… de que sempre os agrupamentos religiosos condenam os que vão à frente demais de sua época, para aplaudi-los depois, ao mesmo tempo em que seus algozes sofrerão as agruras dos carmas consequentes.

Julgas exagerado o conforto que te ofertamos? Observa o que acontece em torno de teus passos, sem precedentes na hagiografia cristã, a assinatura da autenticidade de teu apostolado neste raiar do novo milênio, em Nome do Governo Oculto do Mundo e da Divindade por Excelência, pois que tão somente Deus poderia adentrar os assuntos de vida e morte, como o faz largamente, em redor de ti e empós teus passos: os milagres de transformação e cura, salvamento e felicidade, sabedoria e conversão que acontecem a mãos-cheias, em derredor de tuas iniciativas fraternas no mundo… e saberás que somente a Luz dos Cristos de Deus pode estar contigo e à tua volta, urdindo bênçãos e espalhando paz, onde até o impossível havia minuto antes se estabelecido!…

Bendito sejas, amigo! Bendito sejas, caravaneiro de Deus! Bendito sejas, mensageiro do Céu! Bendito sejas, homem de bem, que tem o bem no nome, como o Bem já é em ti, por isso trazendo o Bem à Terra!…

Não desanimes, amigo, apesar da imensa saudade de Casa, pela falta que sentes, há tão longo tempo, de vibrações compensatórias às tuas, dos que pensam e sentem o mundo como tu. Tudo bem que nutres enorme prazer por servir… mas sob constante saraivada de energias contrárias ou diversas das tuas… o que te tem constituído um martírio psicológico intraduzível em palavras. Lembra-te, todavia, de que não és o primeiro, nem o que esteve em piores condições, neste sentido da disparidade de frequências psicoespirituais. “Mas eles eram santos e eu não” – dizes-nos, declarando-te na iminência da debacle psicológica. Reconhecemos que tua existência tem-se feito, desde o berço, uma excruciante jornada de descompensação, que te mina as forças, fundamente… Ouvimos-te quando disseste que invejava os que desencarnavam cedo… No entanto, não é possível receber-te agora do Lado de Cá. Soergue-te sobre os próprios pés ensanguentados e prossegue. Não sofres vergonha ante os antigos vultos da hagiografia cristã: és apenas um modelo diferente de homem virtuoso, conforme as premências do mundo moderno, pouco importando o que pensem ou falem de ti (o que não mais te abala), mas também o que sintam (e isso percebes como farpas n’alma, muito dolorosas e desgastantes). Por fim, não te inquietes o coração. Sabemos que as vaidades mundanas te foram embora do espírito encanecido no carreiro evolucional, e que nem mesmo estas palavras te empolgam, como nenhuma homenagem, posse ou conquistas terrenas, de há muito, nem de longe te impressionam a alma… Fica certo, contudo, de que os suprimentos de energia chegarão, ao tempo certo, na medida apropriada, pelos meios mais justos e conforme a Graça e Bondade Infinitas do Senhor-Senhora, da Lady Celeste que o ampara, dos Anjos que te querem bem e velam por teu destino (pelo bem que fazes a tanta gente, há anos, hoje e no futuro, em efeito dominó), no plano físico de existência… Aguarda pacientemente, tem fé e tranquilidade… Estás observado por Nós.

(Texto recebido em 28 de setembro de 2010.)


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