Benjamin Teixeira de Aguiar

13 de agosto de 2010
 

Conflitos Internacionais e a Parábola do Administrador Desonesto.

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Benjamin de Aguiar e Delano Mothé,
em diálogo com o Espírito Eugênia.

(Delano Mothé) – A Senhora nos poderia comentar a passagem bíblica do administrador desonesto (Lucas, 16)?

(Espírito Eugênia) – Naturalmente, meu filho. De há muito, gostaria de comentar, diretamente, esta passagem, pelo complexo quase contraditório (em função do aparente incongruente com os altos princípios que norteiam a ética cristã) que se encontra exarado na parte literal da citada passagem evangélica.

O que devemos fazer, para interpretá-la adequadamente (como, de resto, deveríamos fazer com todo o texto bíblico e todos os escritos sagrados muito antigos – redigidos para povos primitivos e incultos), é tomar uma ótica de leitura do paradoxo. Encontrar, nas entrelinhas das Palavras de Jesus, as metáforas corretas a nos elucidarem a condição de seres imperfeitos, e, por isso mesmo, necessariamente contraditórios, em muitas de nossas expressões personalíssimas – embora isso não constitua a hipocrisia pura e simples ou a desonestidade, mas, tão-só, o drama de todas as criaturas sencientes, sobremaneira as já evangelizadas, que, a despeito de portarem esquemas morais avançados, não logram sobrepujar o oceano de impulsos primitivos que lhes aflora do inconsciente (vide Paulo, Romanos, 7: 19). Eis um ponto importante a ser destacado: a “desonestidade” da personagem pode ser compreendida como “inconsistência” moral, o que, em algum nível, todos apresentamos, seres em processo de evolução que somos. O que havia no sujeito que buscou lucros aparentemente escusos, e que temos que realçar como sugestão de Nosso Senhor, era a ideia de utilizar todas as potências da mente – sejam aquelas consideradas socialmente aceitas ou aquel’outras que não só se mostram não convencionais, como nós próprios não admitimos portar, o que Jung denominou de conjunto de forças psíquicas da sombra psicológica, ou que Freud preferiu chamar, tão-somente, de inconsciente e as pulsões reprimidas da libido e do thánatos.

Quando aceitamos nossa integralidade (psicológica), podemos nos fazer íntegros (moralmente). Descobrir tais aspectos menos desejáveis, em nós mesmos, é o primeiro passo, nada fácil. O segundo, bem mais complicado e difícil de ser desdobrado, é pôr tais vetores psíquicos a serviço (e não a desserviço) dos ideais mais sagrados que nos inflamam as almas, ou o Self de Jung, ou o Atman para os hinduístas, ou a centelha sagrada para espíritas e cristãos, como um todo.

Alinhar, em sinergia com o espírito (quando se está encarnado), desde o animal que se tem em si, até o anjo em semente (que habita a interioridade de todos nós), incluindo, entre estes dois extremos, todo o nosso amplo e variado espectro de neuroses e torpezas ocultas (reprimidas no inconsciente e projetadas em terceiros – o que gera as posturas preconceituosas e perseguidoras de “bodes expiatórios”), constitui um dever que está afeto a todos nós, encarnados e desencarnados, inobstante compreendamos ser tarefa bem mais difícil a se executar, quando se está imerso no universo biológico do corpo e seus imperativos, bem como no da psique coletiva – a sociedade e seus rigores na perseguição e na exigência de absurdidades assassinas (da felicidade e da paz) de seus componentes.

(Delano Mothé) – Qual a melhor política a ser aplicada em relação a países como o Irã, por exemplo, frente a suas iniciativas de suposto desenvolvimento de material bélico-nuclear?

(Espírito Eugênia) – Não há outra via que não seja a da diplomacia, do respeito mútuo entre os povos e culturas distintas, no caminho do auxílio econômico e social, que devem acontecer, largamente, de permeio ao movimento meramente diplomático, porque meras palavras corteses não resolvem problemas de estrutura. A perspectiva etnocêntrica dos países de cultura europeia – incluindo os americanos, tanto do Norte, como do Sul – deve ser superada, tanto quanto a visão de que há civilizações superiores que, por estarem mais à frente em algum aspecto de desenvolvimento, teriam o direito de dominar e espoliar as inferiores, em vez de se sentirem comprometidas em lhes estender a mão (assim como os pais fazem aos filhos em fase infantil ou adolescente); e de que, por conseguinte, quando tal expediente não for cumprido (o da sujeição dos povos menos desenvolvidos aos interesses econômicos e políticos dos ricos), estão as nações “mais adiantadas” autorizadas a apelar para uso de força bruta e conduzir à submissão estes países e seus povos, quase sempre de modo sanguinário, além de invasivo e desumano, de toda perspectiva que se tome a observar evento tão medonho, dantesco.

Obviamente que a força militar não pode ainda desaparecer da Terra, assim como não se podem elidir as polícias ou os trincos das portas, na vida de comunidades e famílias. Mas muito do que se tenta resolver por via militar, e do que se investe neste sentido, poder-se-ia solucionar, muito mais fácil e efetivamente, com o investimento em educação e permutas culturais, com a intenção (e a conduta clara que a demonstre, coletiva e individualmente) de cooperação entre os povos.

Esta política, que soa poética ou romântica demais, para as mentes acostumadas ao cinismo relativista e pessimista da negação, é a única via sensata e pragmática para a solução das pendências e conflitos entre as nações e as civilizações. Ou isso, ou o Armagedon, mais cedo ou mais tarde… cada vez mais próximo, que só não acontecerá, por intervenção de Forças Maiores, através de missionários diversos da paz, já encarnados no orbe (alguns em atuação, outros aguardando seu momento para agir), enquanto a Descida de Maria Santíssima e as orações dos santos encarnados (*) sustentam a vibração da Terra, num mínimo patamar médio, para que se evite a destruição em massa, o Apocalipse tão profetizado… o “Dragão” cuja “cabeça” será pisada por “Uma Mulher”.

(Consultas feitas ao Espírito Eugênia em 8 de agosto de 2010.)

(*) “Santos” na acepção do século I de nossa Era: pessoa virtuosa e cristã.


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