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Zonas Estercorárias da Vida.
Existem as zonas estercorárias – nossas e de nossos irmãos em humanidade – que precisam ser drenadas. O nosso passado arquimilenar na animalidade primitiva e selvagem, que nos exige laborioso serviço de drenagem, processamento e, por fim, aplicação judiciosa, por meio da canalização dos elementos deletérios extraídos, a outros ambientes psicossociais, onde os dejetos imprestáveis se possam converter em adubo fertilizante. Isso não é tão simples de se fazer, mas constitui um dever inexorável de toda criatura, pouco importando se ela o faça conscientemente ou se apenas seja a isso compelida, em meio a contextos de obrigação inarredável ou sob efeito de argumentos diversos dos que apresentamos, em função de sua filosofia de vida também distinta da nossa. O fenômeno, em si, porém, é universal. Esperar por facilidades contínuas, e viver em função do prazer, constitui uma visão de hedonismo imaturo e autodestrutivo, que afasta o indivíduo da rota de seu dever a cumprir, em determinado quadro existencial, inviabilizando-lhe os mais importantes movimentos de elaboração evolutiva, retardando, com altíssimo custo para si próprio, aprendizados e realizações que pesam em seu destino, como carma e pendência para a própria vida em que se encontra e para outras existências no porvir, dentro ou fora da matéria. (Texto recebido em 19 de fevereiro de 2010.)
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