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O Surpreendente Esclarecimento de Eugênia sobre a Máxima Delirante de Louise Hay: “Os Aviões Também Precisam do Nosso Amor…”(Registros da Mediunidade – 12.)
Talvez não esteja sendo completamente fidedigno, na rememoração, porque isso aconteceu há muito mais de dez anos. Sintetizo, assim, o registro da ocorrência, em linhas gerais, para garantir a precisão das informações. Estava lendo a célebre autora norte-americana Louise Hay, com certo esforço, por sua fama de “água com açúcar”, quando me bati com uma sugestão sobre oração: de que deveríamos orar inclusive quando adentrássemos uma aeronave. Disse então a autora, justificando sua tese: “Também os aviões precisam do nosso amor.” Como é que é???? – bradei para dentro, sem acreditar que alguém que escrevera um livro e era bestseller internacional conseguira conceber e articular conceito tão absurdamente infantil e equivocado! Um tanto contrariado, por entender que tiradas como essa, da parte de autores pouco racionais e instruídos, depunham horrivelmente contra a Causa do Espiritualismo de todas as procedências, culturas e épocas, fechei o livro imediatamente e nunca mais retornei à autora ianque, tomando-a, a partir dali, por uma lunática supersticiosa. Anos depois, como me é muito típico na relação com Eugênia, aparece-me a Mestra fazendo recapitulações do passado. Colheu, então, qual se puxasse um arquivo de um fichário, o tal instante gravado nas telas da memória, e me perguntou-repreendeu, sumariamente: – Por que você reagiu daquela forma? Fiquei entre perplexo e curioso para saber o que Eugênia me diria a respeito do assunto, sobre que, “in-dis-cu-ti-vel-men-te”, eu estaria certo. Prosseguiu Aquela que foi Aspásia de Mileto, fundadora de uma Escola de Filosofia na Grécia Antiga: – Sabe que, quando agrupamentos de pessoas se conformam, imediatamente se configura, num nível de subliminaridade inacessível às percepções vulgares, uma espécie de “individualidade coletiva de mentes entrelaçadas”, ou um tipo de “nível subjacente de psique partilhada”, ou uma “subdivisão provisória do inconsciente coletivo”, ou até, se preferir ter uma visão mais esotérica, algo como uma temporária “superalma” ou “supermente”. Este fenômeno se dando, por exemplo, a partir da combinação das mentes constituintes de um certo voo – passageiros e tripulantes –, é possível que se desenvolvam traços malevolentes ou autodestrutivos, e uma prece “pelo avião”, como a proposta pela autora ianque que você desdenhou, pode pacificá-los e, eventualmente, impedir que uma tragédia fatal aconteça, por uma falha humana, digamos. (Texto redigido em 26 de agosto de 2009.)
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