Um Relatório de Dia de Trabalho.

por Benjamin Teixeira.

Acordei-me vitimado por uma insidiosa cefaléia, com apenas duas horas e meia de sono, na manhã passada, depois de mais um longo e exaustivo dia de atividades variadas. Auscultei minha própria pressão arterial, com aparelho apropriado, e vi-me relativamente em posição de segurança orgânica, medicando-me com analgésico, para aliviar a algia que me acometera. Ato contínuo ao asseio pessoal, internei-me em orações e meditações, com particular intensidade no foco e na mentalização, fazendo, logo após, telefonemas importantes para o Sul do país, além de redigir e enviar, outrossim, textos breves, por via eletrônica, para gente da televisão, também a milhares de quilômetros de distância. Avisado, meia hora antes, de que o aguardava para me acompanhar no almoço, meu amigo-irmão Delano chegou, e emendei com palestra animada, durante espaço de alguns minutos, enquanto, em ligações pelo celular, aproveitava para passar deliberações ligeiras a alguns dos colaboradores mais próximos do Instituto. Conclusa a refeição, terminei por mergulhar em uma longa e magnífica psicografia de Eugênia, que será publicada na próxima quinta-feira (22 do mês corrente).

Delano, que esperava para ajudar-me a conciliar sono (de pelo menos uma hora), por meio de preces compartilhadas comigo, perto do leito, acabou arriando, após o Culto do Evangelho das 14h – foi ele quem adormeceu, enquanto este médium frenético, “ligado na tomada” (e um pouco contrariado, porque achava justo descansar um pouco, em função, inclusive, de atendimentos pessoais a que me dedicaria mais tarde), trabalhava ativamente com a mentora espiritual, na interpretação psíquica da redação paranormal.

Banhei-me às 17h, intentando entregar-me ao leito por trinta minutos ao menos, antes de atender aos consulentes da noite; mas, no chuveiro, nova cascata de idéias impediu-me de aproximar-me da cama, que ficou convidativa, olhando para mim… e eu olhando para ela: “Minhas escusas, prezada dama, terei que declinar do convite, mais uma vez…” – risos. Escrevi, em estado supraconsciente, novo material sob condução da Orientadora do Domínio Sublime de Vida, que o definiu como portador de caráter de urgência, designando-lhe não só a função, mas também os detalhes para publicação.

Hora de lanchar rapidamente, para receber os que me procuravam. Fi-lo quase aos galopes, Wagner secundando-me no uso da torradeira. Dispunha de 10 minutos para tudo. No percurso de minha residência à sede da Instituição, mais atendimentos ao telefone – para aproveitar o tempo, enquanto o querido amigo conduzia o veículo. Às 21h35, terminadas as consultas da noite (iniciadas às 18h30), já estava atrasado para uma reunião com o pessoal responsável pelo “atendimento fraterno”, marcada para 21h. Sem tempo para muitos cumprimentos, fiz humor com os presentes, apontando a urgência e importância de que se liberasse o salão que utilizamos para encontros deste gênero, ainda ocupado com os últimos “convivas” do grupo de estudos das sextas-feiras (de 20h), e alonguei-me até as 22h35 (com os que permaneceram), dirimindo dúvidas e esclarecendo pontos obscuros, bem como tomando e ouvindo sugestões de providências, para as problemáticas surgidas do debate fraternal que tivera ocasião de acontecer.

Rota de volta para casa. Desta vez, não trabalhei nos dez minutos que separam a sede da Organização do edifício de apartamentos em que resido. Chamei Úrsula e Delano a juntarem-se a mim e a Wagner, para breve jantar e o culto do Evangelho da meia-noite. Agora, eu mesmo queria ir à cozinha. Superveniência: “Waguinho”, como conhecido na intimidade, precisou sair para adquirir, numa loja de conveniência, aberta 24h, alguns ingredientes que faltavam para que eu confeccionasse uma “batida” (diriam os sulistas), ou uma “vitamina” (segundo os nortistas), ou um “gogó” – conforme eu mesmo digo, tentando infantilizar-me ao máximo (risos), para ver se não levo muito a sério tanta coisa seriíssima que me é confiada todos os dias.

Neste ínterim, percebemos que a nossa conversa com os muito íntimos, que era para ser descontraída, ou pelo menos um repouso entre atividades graves, sucessivas, convertera-se numa sessão de esclarecimento para entidades desencarnadas presentes à sala de jantar de meu apartamento, na temática “distúrbios da sexualidade” e seus desdobramentos os mais “sui generis”, como problemáticas da amamentação, em algumas mulheres mais sensíveis. Úrsula, que também é médium dotada de excelentes faculdades medianímicas, agradeceu, festiva, embora contida, como sempre. Ela Já havia percebido o grupo de sofredores desencarnados, e não estava sabendo como responder a algumas das questões intrincadas, por eles apresentadas. O culto com as tais elucidações prosseguiu por quase uma hora, qual se houvesse uma nova preleção sendo desdobrada ante todos. Delano já demonstrava preocupação: tinha compromisso de estudos na manhã seguinte, logo cedo, e Wagner estava “caindo pelas tabelas” de sono (havia dormido SÓ CINCO HORAS – ughrr!… que inveja! – risos). Então, declarei, já a passos largos para 2h, em ar triunfante, aos amigos diletíssimos, que não tinha como escapar de dormir antes do amanhecer, em vista do meu deplorável estado de esgotamento! Todos sorriram felizes, preocupados, muito amáveis e generosos que são com este amigo (que lhes não merece tanta atenção), com minha saúde e bem-estar.

Foi quando, sozinho, após vasculhar rapidamente se havia alguma urgência nas caixas eletrônicas de correspondência, acomodei-me na poltrona que, em meu quarto, reservo à leitura, acendi a lamparina que aumenta a luminosidade ambiente e encetei a leitura de uma obra antiga (que trouxera da sede do Salto Quântico), só para facilitar o sono, terminando de “derrubar” o cérebro, há muito exausto. 2h, 3h, 4h… bem… venci algumas centenas de páginas, o dia amanheceu completamente, eu quase me aborrecendo, várias vezes, quando saía, episodicamente, da concentração, porque “tinha o direito de dormir como todo reles mortal”; e, logo em seguida, ria-me, gostosamente, por estar “varando mais uma noite”, ocupado com atividade construtiva, na deliciosa neurose noctívaga que me possui desde a mais tenra infância. Cansa-se em repetir, cheia de justas mágoas, minha genitora biológica, a folclórica figura, no Salto Quântico, de “tia Dorinha”, que já me “furou os tímpanos” com a lendária história de que, ainda na maternidade, ouvia os vagidos insistentes e berrantes de um bebê, ao que dizia para si mesma: “Este, tenho certeza, é o meu”, arrematando a narrativa, para os ouvintes compreensivos, em tom cândido, quase angelical: “Benjaminzinho procura quem inventou dormir, para matar, desde que nasceu…” Graças a Deus, conforme nos reza a tese reencarnacionista do carma, o amor liberta… (risos)

Sol alto, lá fora, aproximei-me do aparelho celular, enviei um SMS para determinado segmento da Organização e… bem… Eugênia me sugeriu sentar-me ao computador, para digitar este texto… às quase 8h (neste momento exato) do dia seguinte… a fim de que desse notícia, a alguns curiosos sobre minha “vida fácil”, do meu dia-a-dia manso e suave (risos). Agora, não há mais escapatória. Como não tenho compromissos na parte da manhã, vou apelar para o clássico subterfúgio do banho morno, como faço todo final de madrugada, para ajudar no relaxamento, e me pôr de castigo na cama (estou acesíssimo – quem acredita? – ughrrr!!!! – risos). Mas se não adormecer logo, não há problema: ficarei em preces e meditação, adiantando-me no cumprimento de minha rotina de 3h de oração e meditação diárias.

Ufa!… Há quem me inveje… Quem é mesmo este desatinado? (risos)

Para alguém que pretenda compreender o que há de diferente em minha fisiologia, explico-lho: em vez de uma psique, há duas conjugadas em meu cérebro – a minha própria e a do Espírito Eugênia, o Anjo-Gênio que me conduz em todas as atividades. Dorme-se para obter suprimento energético para a “bateria” que o arcabouço neurofisiológico constitui, grosseiramente considerado. Para quem tem duas fontes de força, e não apenas uma, é mais fácil precisar dormir menos, por conta do fenômeno denominado, na literatura clássica espírita, de “mandato mediúnico” – prerrogativa rara de médiuns com tarefas de extensão coletiva, envolvendo milhares e, amiúde, milhões de criaturas. Há o mediunato em expressão menor, sentido amplo (o que foi elucidado por Gustavo Henrique, em artigo trazido a lume, neste mesmo site), que mantém a pessoa em regímen de relativa normalidade, em cotejo com a média dos habitantes do planeta. Mas os que estão submetidos ao mandato mediúnico, estrito senso, são lançados a estado de operacionalidade cerebral extraordinária, como é o meu caso. Nenhum mérito especial: tão-só peculiaridades específicas às necessidades e responsabilidades de socorro à multidão, de que sou depositário.

Nem sempre durmo apenas 2h30 numa noite, mas todos os dias tenho agenda abarrotada de afazeres, como a das últimas 24h, sendo este relatório informal uma amostra aproximada de como é minha rotina. Quem se candidata a meu posto? (risos)


(Texto redigido em 18 de abril de 2009. Revisão de Delano Mothé.)


Observação
:

Após a conclusão deste artigo, detive-me na leitura de um semanário nacional, indo dormir somente às 10h do sábado, após 48h de vigília, com intervalo, como dito acima, de apenas 2h30 de sono.


Convite
:

IDOLATRADA, AGRESSIVA, GLORIOSA.

A mulher idolatrada, mas submissa ao culto que se lhe presta, dependente de quem a venera. A “femme fatale”, agressiva e dona de si, contudo sem amor, desconectada do universo, isolada e triste. E, por fim, um último nível de desenvolvimento psicológico do ser feminil: a mulher inteiramente senhora do próprio destino, porque alinhada com Forças acima de si-mesma, na gloriosa experiência da transcendência espiritual, no poder consciencioso e justamente aplicado de uma grande rainha, das mais extraordinárias mulheres de todos os tempos!…
Sejamos homens ou mulheres, hétero ou homossexuais, a vivência do Feminino, como caminho para a completude, nos dizeres de junguianos: a anima, em sua função de condutora de todas as humanas criaturas, na direção do Self – o Arquétipo da totalidade.
Nesta quarta-feira, às 20h, em estudo com Benjamin Teixeira, na sede do Instituto Salto Quântico, com fala direta da mentora espiritual Eugênia, na meia hora final. Passes ministrados entre 19h15 e 19h45. Mais informações, pelo telefone: 3041-4405.

Equipe Salto Quântico.

(Atenção:
Não há direito a cortesias, nas reuniões públicas de quartas-feiras, em função da exiguidade de espaço. Se você quiser aparecer, para conhecer nossas atividades, a primeira visita em nossas preleções de domingos é gratuita, também às 20h, no Auditório da Sociedade Semear. Atenção para este outro detalhe também: as palestras de quartas-feiras acontecem na sede de nossa instituição e não na SEMEAR.)

Colabore com o Instituto Salto Quântico e ajude a levar adiante a palavra da Espiritualidade.

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