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Reflexões sobre a Homossexualidade.por Aline Rangel. A questão da homossexualidade tem sido abordada pelos mentores do Salto Quântico em diferentes mensagens, que trazem, cada uma delas, aspectos diversos, sutilezas, complexidades, a fim de que ampliemos nossa concepção do humano, compreendendo de forma mais acurada uma de suas manifestações: o campo da sexualidade. Ao discutirmos este tema, portanto, estamos fazendo mais do que defender uma causa, ou uma minoria: refinamos o conhecimento que temos de nós mesmos, sejamos heterossexuais, homossexuais, bissexuais… Não nos definimos, exclusivamente, pela orientação sexual, assim como não o fazemos pela profissão, pela raça, pelo corpo feminino ou masculino com que estejamos vivendo esta experiência atual. É absolutamente incompreensível que um ser humano seja discriminado, maltratado, agredido verbal e fisicamente, ameaçado, repudiado, por conta do interesse sexual que sinta e manifeste por pessoas do mesmo sexo, ou pela necessidade que tenha de modificar o próprio corpo por não se identificar com o mesmo. Não há, como brilhantemente expôs o espírito Roberto, em recente artigo publicado neste site (1), nada que justifique a homofobia. O alerta gravíssimo é que qualquer um de nós, por mais abertos ou esclarecidos que sejamos, podemos ser vítimas ou autores de comportamentos homofóbicos em pleno século vinte e um… Em Psicologia Junguiana, tem-se procurado adotar uma postura cuidadosa, especialmente com o que foi publicado antes de importantes descobertas no campo da sexualidade humana, a fim de que não sejam adotadas posturas que atribuam patologia ou mesmo imaturidade sexual à vivência homossexual. Segundo Hopcke (2), a situação moderna a respeito da homossexualidade difere bastante da que era vigente na época de Jung, graças ao movimento de liberação gay, com sua análise política e social deste fenômeno. Sendo assim, cabe o cuidado de, ao falarmos das teorias junguianas, considerarmos que o pensamento clínico em grande parte teve de passar por uma revisão de conceitos e propostas. Em suas palavras: “Apoiando-se cada vez mais em pesquisas empíricas cada vez melhores, psicólogos progressistas e militantes da liberação gay somaram esforços para demonstrar que atitudes sociais negativas, em particular o ódio e o medo da homossexualidade – a homofobia –, são muito mais responsáveis pela incidência de doenças mentais entre os homossexuais do que qualquer fator inerente à própria homossexualidade.” (3) O autor discorre, em seu estudo do tema a partir das obras completas de Jung, a respeito das teorias propostas pelo genial psiquiatra suíço, ressaltando que a homossexualidade em si, enquanto fenômeno natural, nunca foi condenada por ele. Já naquela época, Jung chegou a propor que a orientação homossexual seria determinada por fatores genéticos ou biológicos, posição que, embora adversa à base da psicologia clínica (que defende a possibilidade de mudança), foi bem aceita pelos homossexuais, especialmente no período anterior aos movimentos da década de sessenta. A teoria mais citada, e que se poderia, segundo Hopcke, ser chamada de teoria junguiana de homossexualidade (conquanto o objetivo nos textos junguianos não tenha sido o de estabelecer e consolidar uma teoria sobre o assunto), é de que a homossexualidade é quase sempre uma conseqüência do relacionamento particular com o feminino. Seja como for, vale destacar que textos mais recentes procuram desmistificar o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, considerando-as não só normais como saudáveis, passíveis das dificuldades e entraves comuns a qualquer convivência na intimidade. Estas breves e despretensiosas linhas têm como escopos estimular a curiosidade do leitor acerca das contribuições da psicologia junguiana quanto ao tema em foco e provocar a reflexão sobre como realmente estamos lidando com este tema, presente na vida de cada um de nós. É preciso dar mais visibilidade a esta que deve ser uma luta de todos: o combate a toda forma de preconceito. A homofobia é uma atitude de desrespeito à pessoa humana, não somente aos homossexuais. O conhecimento existe para nos libertar, para nos ajudar a tirar as vendas que nos foram colocadas nos olhos… Não podemos nos esconder de nós mesmos, muito menos nos acovardar. É nosso dever, é nossa responsabilidade defender o direito humano de existir e expressar a própria afetividade. Que tipo de contribuição estamos oferecendo à vida?
(2) Robert H. Hopcke, psicoterapeuta junguiano e teólogo, dirige o Centro de Estudos Simbólicos, uma instituição de formação em psicanálise e psicoterapia de orientação junguiana. Vive em Berkeley, na Califórnia. (3) HOPCKE, Robert H. Jung, junguianos e homossexualidade. São Paulo: Siciliano, 1993 – p. 69. (Revisão de Delano Mothé)
IDOLATRADA, AGRESSIVA, GLORIOSA. A mulher idolatrada, mas submissa ao culto que se lhe presta, dependente de quem a venera. A “femme fatale”, agressiva e dona de si, contudo sem amor, desconectada do universo, isolada e triste. E, por fim, um último nível de desenvolvimento psicológico do ser feminil: a mulher inteiramente senhora do próprio destino, porque alinhada com Forças acima de si-mesma, na gloriosa experiência da transcendência espiritual, no poder consciencioso e justamente aplicado de uma grande rainha, das mais extraordinárias mulheres de todos os tempos!… (Atenção: | ||||
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