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Sessão Mediúnica de Emergência.(Registros da Mediunidade – 06.) por Benjamin Teixeira. Desligamos o sistema audiovisual exatamente à meia-noite, na terça-feira de Carnaval. Assistimos – um grupo de 6 pessoas, incluindo-me – a um clássico do cinema antigo, de 1947: “O Milagre da Rua 34”. Uma graça: mensagem de esperança e otimismo, idealismo e respeito aos sentimentos alheios, em meio a um ou outro deslize em posturas preconceituosas, que corriam despercebidas à época, mas são impossíveis de passarem batidas hoje. Meia-noite de terça, zero hora de “quarta-feira de cinzas”. Para a realização do culto do Evangelho, fomos direto a meu quarto, onde reservo uma poltrona em que me aboleto, a fim de fazer incorporações para os amigos mais aprochegados. Fora informado de que não nos deteríamos tão-somente nas reflexões em torno dos ensinamentos do Cristo – seríamos visitados pelo amor e pela sabedoria dos mestres desencarnados, em direta manifestação por meio de minhas faculdades psíquicas. Irmã Brígida e Padre Gustavo Henrique, em pérolas de lucidez, modéstia e bom humor, presentearam-nos, cada qual, com meia hora de falas pessoais detalhadas (sobre assuntos que eu desconhecia, e que haviam acontecido com os amigos, no transcurso do dia ou durante a última semana). Partiram todos, de minha casa para seus lares, embevecidos. Nesta quarta-feira, dia que reservamos à gravação do programa de TV (que tem sido gravado há alguns meses, em vez de ser exibido ao vivo, como no restante de seus 15 anos de existência), tomamos uma sopa leve e café com leite, em casa de uma das amigas (quem está me inspirando a descrever tudo tão minuciosamente? – risos), e partimos aos atendimentos em consultório, na sede do Instituto, enquanto Maisa (nossa Diretora-Geral) dava assistência a Aline (psicóloga junguiana e articulista deste site), à frente, esta última, da condução do grupo de estudos, por delegação dos Bons Espíritos (e minha também – risos), há três anos e meio. A certa altura do último horário de atendimento, ultrapassando as 22h15, senti uma vertigem, compelindo-me a pedir licença à consulente, para me ausentar por cinco minutos. Lavei o rosto no toalete e supliquei ajuda aos Bons Espíritos. O repentino acesso de “fraqueza” precisava ser debelado ou contornado, de algum modo, para que eu tivesse condições de conduzir os próximos 30 minutos de atendimento, a contento, concluindo aquela última consulta (pessoalmente) do dia. Eugênia apareceu-me, então, à câmara íntima, e orientou-me a convocar uma reunião mediúnica extraordinária com os mais íntimos, para após o término do culto do Evangelho da 0h desta quinta-feira (que costuma ser feito, normalmente, sem manifestações mediúnicas geminadas ao estudo das Palavras de Nosso Senhor Jesus), solicitando suspensão de um outro atendimento (este realmente o derradeiro do dia, embora por telefone) que eu faria a um residente dos EUA. A sábia do domínio excelso de vida definiu quem seriam os componentes do grupo, retirando um dos que compuseram a reunião de ontem e incluindo mais dois hoje, com o que configuramos sete integrantes. Após breve concentração, percebi dificuldades com o sinal mediúnico, numa analogia à estática em transmissões radiofônicas. Cogitei serem decorrentes de esgotamento das energias mentais. Havia tomado um banho rápido e sorvido outra poção de sopa, mas o sono curto da noite anterior, as duas psicografias pessoais que recebera, uma antes e outra depois da gravação do programa (cada qual com vários tópicos de reflexão, alerta e conforto, para as duas destinatárias respectivas), a meia hora de diálogo que havia entabulado com Eugênia, anteriormente a tudo isso, e a própria apresentação do programa de TV, que realizara semi-incorporado, do início ao fim, fizeram-me crer que talvez eu não tivesse mais, naquele dia, condições de canalizar os Bondosos Guias Espirituais. Ofereci, entrementes, mesmo assim, em respeito à orientação eugeniana, passividade à Espiritualidade Amiga, terminada a leitura do Evangelho de Lucas, no capítulo 22, versículos 39 a 46, depois de proferida, naturalmente, a prece de abertura dos trabalhos. Dentro de alguns instantes, Irmã Brígida, que vi surgir diante da porta de meu quarto, ajustou-se-me ao corpo físico, por irradiação, e os modos adocicados e suaves da freira desencarnada, significativamente maternal, logo se fizeram notar. De início, dirigiu-se a uma das presentes, esclarecendo haver-lhe inspirado determinada conduta em local de trabalho. A certa altura, precisando fazer referências mais profundas à Física Quântica – matéria que desconhece –, ela mesma, Irmã Brígida, invocou a mestra Eugênia, que, de outro ambiente, em cidade do Plano Sublime, conectou-se-me à mente, assenhoreando-se de meu aparelho mental-mediúnico e discorrendo sobre a temática, com o brilho invulgar de sempre, em magnífico caleidoscópio de metáforas entre ilações da física de subpartículas e a vida corriqueira dos seres humanos. Ato contínuo, Irmã Brígida retornou, voltando a se dirigir à mesma companheira encarnada. Contudo, a despeito do esforço das duas dimensões de existência, o sinal psíquico interrompeu-se. Fizemos orações a meia-voz, proposta por um dos componentes do seleto grupo; parlamentei um pouco com os irmãos em ideal sobre a dificuldade de energia e a pouca disponibilidade que notava em minha mente, à acoplagem psíquica dos comunicantes espirituais, atribuindo toda a problemática, mais uma vez, ao extremo cansaço, após o dia exaustivo de trabalho. Neste momento, senti-me impelido a ceder espaço à sábia desencarnada, que, ironicamente, estava solene, fluente e articulada, como amiúde se apresenta, nestas ocasiões, desejosa de demonstrar a grandeza do fenômeno mediúnico, em sua independência espetacular quanto ao nível de disposição e energia da psique medianímica. Logo estava Eugênia passando mensagens pessoais a cada um dos presentes, sempre fazendo questão de incluir informações fora de meu acervo de memória, aludindo a preces e ocorrências havidas no transcurso do fim de semana prolongado. Satisfeita em suas colocações, alvitrou que um amigo ajudasse-me a ajustar a poltrona à função-posição divã, com a descida do respaldar e o erguer de um sustentáculo para as pernas, que quase me pôs em perfeito decúbito dorsal. Em segundos, via Demétrius, psiquiatra desencarnado, auxiliando-me em processo de desdobramento completo do corpo físico, retirando-me, parcial e provisoriamente, da casa física, enquanto minha voz ia ficando pastosa, na repetição do que me era dito aos camaradas encarnados. O projetista-chefe de meu atual corpo físico acompanhava o trabalho, também à distância, e enviou-me curioso recado sobre minhas faculdades mediúnicas, para que lhes potencializasse o aproveitamento, conforme delineado nos mapas embriogenéticos de minha máquina fisiológica. Passados alguns breves minutos neste ínterim, uma entidade sofredora interpenetrou-se, abruptamente, em meu circuito de manifestação, fazendo-me saltarem lágrimas dos olhos, instantaneamente, em um tom de voz e discurso discrepantes aos dos sábios e centrados mentores espirituais. Uma das amigas-irmãs encarnadas imediatamente aprestou-se a interagir, terapeuticamente, com a alma aflita; contudo, surpreendendo a todos, Demétrius reassumiu minha máquina psíquica, quase que instantaneamente, agradecendo a prontidão da referida companheira, mas dizendo ter sido um acidente a manifestação intempestiva, razão por que se daria procedimento a uma cirurgia de “deslindamento” da tal inteligência extrafísica, que estava, como asseverou, patologicamente conectada a mim, chacra a chacra – criatura esta que se havia “colado” a meu campo energético, após um abraço ofertado a uma das consulentes, que a levara consigo ao consultório, naquela noite, na condição de uma invigilante e perturbada médium em desenvolvimento. Foi quando apreendi o motivo principal para aquela reunião de emergência – cairia obsediado e vampirizado, não fossem tomadas enérgicas e eficazes providências de desconexão mental com o “parasita-astral”, no mesmo dia. Apaguei por curto espaço de minutos, retirado mais profundamente da engrenagem orgânica, para que a operação psicofísica pudesse ser levada a efeito, plenamente e com mais segurança. Retornei reanimado, saindo do transe. Todos estavam eufóricos, com a maravilha das informações, esclarecimentos e consolos colhidos no transcurso dos 35 minutos em que estivera em serviço medianímico. Pedi a um dos amigos encarnados proferisse uma prece de encerramento das atividades de intercâmbio com o Mundo Espiritual; e, para surpresa minha, enquanto o irmão em ideal tecia sua linda e sentida prece de gratidão e intercessão pelos necessitados no ambiente (muito generosamente destacando minha pessoa, em função do depauperamento causado pela rotina puxada do dia), notei que a irmã desencarnada de duas das amigas presentes solicitou ensejo à comunicação. Consultei, brevemente, Eugênia, à distância, que anuiu à iniciativa. A comunicante, então, finalizada a prece em andamento, sugeriu que me deitasse na cama mesmo, em vez de ficar parcialmente inclinado na poltrona-divã, para favorecer uma incorporação mais profunda. Anunciei aos encarnados reunidos as instruções que acabara de receber, e me desloquei para a cama, celeremente nela me acomodando, enquanto os companheiros de fé arrumavam as cadeiras respectivas em torno de meu leito, afastando-as da poltrona. Já conectada a mim, a inteligência comunicante quase que imediatamente começou a falar com as duas manas da dimensão material de vida, comovendo-as até as lágrimas, demonstrando traços inequívocos de personalidade, tratando de acontecimentos da rotina e dos pensamentos íntimos de ambas, no transcurso do dia e da semana, além de se dirigir aos demais no recinto, transmitindo recados de outros entes queridos a um dos amigos presentes, que recebeu a visita da tia desencarnada e de uma mãe de outras vidas, que igualmente o assistia, naquele instante. Mais uma vez, num espetáculo de comprovação da imortalidade da alma, a bondosa entidade despejou uma chuva de dados a que eu não tinha como, de modo algum, ter acesso. Em apenas 9 minutos, a irmã espiritual das duas partícipes de nosso pequeno e íntimo núcleo de ideal insuflou esperança e amor, a todos sugerindo, com bom humor e serenidade, fé em Deus e na Vida. 45 minutos de transe mediúnico, ao todo, haviam-se transcorrido. Despedi-me de cada um dos confrades e confreiras, condiscípulos desta grande escola-templo, o Salto Quântico, conduzindo-os, pessoalmente, ao elevador. Estavam todos embevecidos, em estado de graça, dominados pela alegria e entusiasmo de viverem, como eu mesmo, contagiados pela bênção de ser visitados, misericordiosamente (porque não há como nos sentirmos merecedores disso), pelos gênios, anjos, almas boas e lúcidas do Domínio Excelso de consciência. Que a Bondade Infinita Deus – em especial, por meio das pessoas de Eugênia e Seus Amigos – derrame-se sobre cada um dos que nos lêem, abençoando-os, com inspiração apropriada e profunda, para a leitura e estudo, não só de mensagens mediúnicas, como de vídeos psicofonados, inclusos no acervo deste site. Benjamin Teixeira,
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