Paixão X Amor.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Você sentiu um frêmito no estômago, ficou trêmulo, desnorteou-se com as palavras, a respiração tornou-se ofegante e o coração disparou, precípite, no peito. Cheio de energia, sentindo-se reconectado com a vida, diz para si mesmo: era disso que eu precisava!

Vá, porém, com calma, meu amigo, em suas conclusões. Você teve contato com uma experiência de despertar da libido e da energia psíquica figadal que faz o indivíduo retomar a própria vitalidade. Todavia, se se fica apenas com a libido, sem um respaldo numa infraestrutura de sentimentos e valores sérios, tudo vem a ruir, e ruir devastadoramente, mais cedo ou mais tarde. Aprender a diferenciar as expressões do sentir é de capital importância, para não se enveredar por uma perigosa bifurcação existencial e destruir a própria vida. Continue lendo

Autoboicote à Felicidade.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Não tenha medo de ser feliz. Quando se perceber ultrapassando um limite, uma barreira antes considerada intransponível, cuidado com os mecanismos inconscientes de auto-sabotagem.

É mais comum do que se gostaria de admitir: o maior inimigo da felicidade do Homem é o próprio homem. Quase sempre, o boicote ao sucesso e ao bem-estar é planejado, sub-repticiamente, nos corredores sutis do inconsciente, ainda quando fatores externos nitidamente contribuem para o desfecho infeliz. A questão é que a vulnerabilização a este ou aquele elemento exterior, as formas de interpretação das ocorrências, e de reação a elas, fazem com que desafios auspiciosos para a prosperidade convertam-se em vaticínios nefastos da desgraça. Continue lendo

A Crise Financeira Global.

(Nova Assembléia – 02.)


Benjamin Teixeira
por
espíritos diversos.


Questão: Qual o motivo da crise internacional, no campo financeiro?

Uma metáfora do desequilíbrio havido entre desejar e poder ter. O ser humano, exacerbadamente dirigido pelo ego (deve ser apenas administrado, jamais norteado pelo ego), sofre o colapso dentro e fora de si, quando põe paixões subalternas, como poder, posse, prestígio social, fama, beleza, juventude, sobre outros valores, de natureza mais evanescente, contudo paradoxalmente mais profundos, duradouros, sólidos: os que concernem à plana do espírito. A ilusão pode ser sustentada por um certo tempo, assim como ocorre às bolhas de especulação financeira, mas chega sempre a hora em que a delusão se desfaz e o rombo-disparidade entre realidade e fantasia se mostra como é: um abismo que separa desejo de possibilidade concreta.

Eugênia.

Você já ouviu falar da brincadeira típica de rapazes adolescentes denominada “corredor polonês”? Pois é. O “princípio da separatividade”, que nos faz nos iludir no sentindo de nos crer desconectados uns dos outros, crença que impera no nível humano de consciência na Terra, levando a pessoa a supor que está na vez e “vantagem” de “bater” em alguém. Surge sempre o momento, porém, em que o agente ativo da pancadaria tem que reconhecer a chegada de sua vez de padecer como elemento passivo no jogo do apanhar, e aquilo que fez ao outro, então, tem oportunidade de retornar em sua direção, amiúde inflacionado com traços de crueldade, que fez por merecer, em complexos arranjos etiológicos de energia e padrão mental. A linearidade racional dos que vivem no nível ultra-superficial e primário das percepções meramente físicas não lhes permite entrever a estultícia de sua escolha. Os “caras da vez”, logo mais, estarão sofrendo os golpes que desferiram em terceiros, há pouco.

Roberto.

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Na Hora de Desacreditar de Si.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Ore com denodo. Se a dúvida lhe surge, não tenha pressa, e se empenhe ainda mais um pouco em refletir. Amanhã, talvez, as perspectivas estejam mudadas. Enquanto, porém, o quadro não se modifica, tome a ótica da prudência, e aja somente de acordo com o que seu coração lhe sugerir necessário.

Ouça sempre sua intuição. Leve a vida em espírito de devoção. Cada ato deve ser sacralizado. Não devemos perceber o Divino apenas em momentos especiais, mas em toda circunstância da existência. Quando sentir a vertigem do desequilíbrio, torne para a Fonte Inesgotável do Amor e, assim, embeba-se da paz que d’Ela verte, asserenando-se. Do prisma da paz, problemas graves se convertem, facilmente, em enigmas de simples solução. Enxertias psíquicas de ordem superior acontecem quando, simplesmente, dá-se um voto de crédito à interferência do Plano Maior. E os Anjos de Deus realmente intervêm, articulando acontecimentos, circunstâncias e, sobretudo, elementos íntimos que se supunham inamovíveis, não só deslocando-os da posição fora de foco, como mesmo transubstanciando-os em realidades completamente diversas, para pasmo completo de observadores e envolvidos. Continue lendo

Respeitando os Ciclos da Vida.

por Aline Rangel.

Compreender a vida, de modo mais lúcido e aprofundado, exige esforço contínuo de percepção mais aberta e atenciosa de eventos, sinais, circunstâncias, experiências… Como já foi ventilado em inúmeras mensagens dos mentores do Salto Quântico, aqui publicadas, o ser humano está permanentemente construindo-se, reconstruindo-se, ao mesmo tempo alterando a realidade a sua volta, num processo mais ou menos intenso e produtivo de renovação. Quanto mais disponibilidade à mudança, maiores probabilidades há de se vivenciarem construtivamente as crises que caracterizam os processos mais significativos de passagem de um padrão de consciência para outro. O que se pretende destacar é que uma forma interessante e curiosa de leitura da vida consiste em observar os ciclos que a compõem, assimilando os conteúdos que cada momento existencial oferece. Atentar-se para fases específicas de desenvolvimento seria, assim, um recurso importante de melhor aproveitamento não só das graves dificuldades, mas também dos potenciais de crescimento íntimo de que se dispõe em cada estágio.

No grupo de estudos da última quarta-feira, foi discutida uma mensagem na qual a mentora desencarnada Eugênia apresenta abordagem muito sábia, didática e profunda, da teoria dos setênios da alma (*1). Nela, o leitor é convidado a rever sua vida, usando uma perspectiva interessantíssima e privilegiada acerca das necessidades e conflitos característicos de cada período existencial. Além de ampliar a visibilidade dos fenômenos mais marcantes que compõem cada fase de aprendizados durante uma encarnação, a Mestra da Felicidade chama a atenção para como se dá este processo em termos evolutivos, considerando o histórico do ser humano sob a perspectiva de sua eternidade. Isso faz com que se atente tanto para o que se processa agora, como para o quanto já se avançou (ou não), nas sucessivas oportunidades disponibilizadas ao longo desta jornada.

Sair da esfera estreita de avaliação da vida como mera seqüência de anos (em se tratando da presente existência física), ou ainda como projeto de evolução em que as experiências reencarnatórias se constituem tão-somente de etapas lineares de reajuste de débitos adquiridos no passado, estimula um entendimento mais amplo, inteligente e otimista do progresso humano. Ao se levar em conta que as possibilidades de crescimento são infinitas e, ao mesmo tempo, próprias de cada nível de desenvolvimento, diminuem-se as expectativas em relação a si, bem como às experiências por que se passa, às pessoas com quem se trava contato, aumentando-se as chances de valorização dos recursos já conquistados, a fim de se desdobrarem novas e surpreendentes habilidades. Para se chegar, todavia, a esse tipo de compreensão de si mesmo, dos outros e da realidade, há que se dedicar, muito criteriosa, disciplinada e respeitosamente, à busca dos elementos internos e externos, conhecidos e desconhecidos, que apontam não só os rumos a serem seguidos, como também os ritmos de cada caminhada, ajudando os que se abrem ao Fluxo a fazerem as melhores escolhas de felicidade e paz.

(*1) “Os Setênios da Alma” – Benjamin Teixeira, pelo espírito Eugênia.

(Nota da autora)

Justiça Superior.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Recebe, com civilidade e paciência, o credor impenitente que te bate à porta, desassisado. É ele aviso de teu pretérito menos digno, em que te desvairaste nos excessos contumazes, a ponto de lograres desespero extremo, arrastando contigo magotes de companheiros outros, entre estes, quiçá, o próprio cobrador insistente que te azucrina o juízo.

Observa, com carinho redobrado, o filho ingrato, atendendo-lhe as solicitações exageradas. Muito provavelmente foste tu mesmo quem o precipitaste no abismo da degenerescência, d’onde agora se levanta, cambaleante e inseguro, irascível e desconfiado.

Toma para ti, sem remoques ou queixumes, a crítica acerba que ouviste bailar no ar, como acusação “sem endereço certo”, ao culpado pelo desequilíbrio de teu grupo familiar ou profissional. Se estás à frente, em termos intelecto-morais, e por isso te sentes com credenciais a te julgares injustiçado com quaisquer insinuações de culpa, é possível que sejas, exatamente por esta razão, o verdadeiro responsável pelo desatino geral, pois que, em séculos passados, tu podes ter estado na liderança da decadência do mesmo grupo, justificando-se, agora, o ônus de teres que reconduzir todos ao bom caminho (ou não serias o mais velho evolutivamente que a maioria dos com quem convives). Continue lendo

A República das Vozes Interiores e o Roteiro para a Completude da Alma.

(Registros da Mediunidade – 01.)


por Benjamin Teixeira.

Estávamos em meio ao nosso retiro espiritual, em casa de fazenda de um casal amigo, quando o espírito Eugênia sugeriu considerássemos, falando por meu intermédio, através de processo psicofônico (incorporação):

“Reportando-nos à efeméride pátria da Proclamação da República (*1), podemos aproveitar o ensejo da data festiva para nos remontar, metaforicamente, à necessidade de estabelecermos um parlamento da consciência, que seja bem representativo da totalidade de nossas psiques. No posto máximo de condução dos complexos, relevantes e profundos trabalhos a serem encampados, em cargo diretivo deste congresso de vozes mentais, devemos posicionar nossa Supraconsciência ou Self, ou como se deseje denominar o padrão mais elevado de moral, justiça, verdade e intuição espiritual que nos constitua as identidades, e que seja acessível, de certa maneira, em nível consciente, conforme o grau evolutivo que atingimos. Continue lendo