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A Expansão do Instituto Voltaire.Capítulo 2. Benjamin Teixeira Isadora tinha 14 anos. A professora de Português havia-lhe incumbido – e a toda sua turma de 8ª série do ensino fundamental – uma redação sobre determinado tema, concedendo, para conclusão da tarefa, um período de 40 minutos. Eu mesmo estive lá, já comprometido com o desenvolvimento de suas faculdades psíquicas. A jovem sentiu o cérebro fervilhar. E, enquanto vários adolescentes protestavam contra a delegação desagradável de escrever a partir das páginas em branco, Isadora desatou a redigir com velocidade estupenda. Ela mesma se surpreendia com o que ocorria consigo. A mão mal conseguia acompanhar a caudal de idéias que se despejava em sua mente. A certa altura, colegas que a circundavam, na disposição dos lugares na sala de aula, começaram a observá-la, admirados. Dava-se a psicografia veloz, ao modo semimecânico dos grandes médiuns do passado, qual Chico Xavier, que se celebrizou com este padrão de escrita paranormal (que Isadora viria a não prestigiar tanto, quando adulta, para desenvolver outras formas de comunicação mediúnica, mais suaves). O fenômeno da escrita-relâmpago sobre o papel chamara a atenção de vários de seus colegas. Atrás da jovem, um amigo começou a chamá-la, com muita insistência, para que desse alguma sugestão do que compor sobre o assunto proposto, e a menina levantava a mão, num gesto a dizer-se ocupada. Como o companheiro não suspendesse o chamado, resolveu comunicar-lhe diretamente que estava ocupada, girando a cabeça para trás. O condiscípulo não se deu por satisfeito, e, ato contínuo à sua iniciativa mais educada, travou com ela, aproveitando a deixa, um diálogo sobre o que poderia ser redigido com aquele tema. Renovando a paciência, Isadora pincelou-lhe, sem fazer-se de rogada, alguns breves alvitres do que rabiscar no papel. Só que ela fez isso… sem parar de escrever… e na mesma velocidade de antes… e com a cabeça e o ombro girados para trás… Os amigos ficaram deveras impressionados com tudo aquilo. Ela mesma, perplexa, declarou-se, para si mesma, surpresa com a própria “inteligência”… Sim, era uma forma de inteligência, mas não exatamente a que ela supunha ser, e sim uma sensibilidade excepcional para captar ondas mentais, além da faixa de consciência dos encarnados. Quase duas décadas passadas, no ano de 2002, Isadora se encontrava na celebração do primeiro aniversário da transmissão nacional de seu programa de rádio, quando o episódio que relatamos foi lembrado por um dos presentes, um dos rapazes que testemunharam o evento, já homem feito, na casa de 30 anos, que disse, empolgado: – Eu me recordo, Isadora! Eu estava ao seu lado! E fiquei estupefacto com o fato de você continuar a escrever na pauta do caderno, apesar de ter se voltado para trás! Isadora surpreendeu-se, feliz, e completou: – No ano passado, logo após nosso programa ser lançado numa exibição para o país inteiro, encontrei-me com Guilherme, lembra-se? – Sim! Lembro-me! – Ele também disse ter presenciado a cena, quando alguém tocou neste assunto, por aqueles dias, igualmente. Curioso! Não sabia, até hoje, que remanesciam testemunhas da ocasião em que psicografei em público pela primeira vez… Claro que sem saber que se tratava de psicografia, ainda, porque não via nem ouvia com clareza as entidades alojadas no outro plano de existência. Entrementes, está fora de qualquer possibilidade haver dúvida quanto a ter eu escrito sob forte influência espiritual, naquele dia. Neste momento, aproximei-me da medianeira muito lúcida, e lhe sussurrei à acústica mediúnica: – Ele será testado, Isadora, muito em breve, sendo tentado a sair de nossa Organização. Aproveite a oportunidade para lançar uma semente de eventual reversão da tendência em curso. De fora, parecia apenas que a médium ficara um pouco mais reflexiva, com o olhar perdido no infinito; e, poucos segundos depois, disse ela ao grupelho seleto que a cercava, no coquetel, em pleno diálogo descontraído: – Estes fenômenos acontecem, prezado Jonas, para que, chegando o instante das grandes tentações, recordemo-nos das provas (que recebemos das Mãos da Divina Providência) de que não estávamos sendo ludibriados, e, com isso, persistamos no trabalho de redenção de nós mesmos, no rumo da eternidade feliz!… Jonas, peito intumescido, declarou, a plenos pulmões, muito longe de se aperceber da inconsistência de suas convicções: – Eu jamais vou sair daqui! Jamais! O que poderia me convencer de não ser este o caminho do bem? Dito isso, asseverei, imediatamente, à psicoaudiência da companheira reencarnada, que já pressentia a gravidade do que estava por vir: – Sorria, descontraída, e concorde; ele não tem condições de ouvir mais nenhuma consideração a respeito. Isadora, apreendendo-me, com segurança, a sugestão, respondeu, ao que pareceu, da perspectiva de um observador externo, instantaneamente: – Sem dúvida, Jonas, você é um homem muito inteligente! Jamais se deixaria levar pela opinião alheia, muito menos pelas exigências de perfeição de quem quer que seja, ainda mais de sua colega de infância!… Foi minha vez de me admirar com a presença de espírito da amiga em corpo de carne. Extremamente intuitiva e dotada de expressiva habilidade de precognição, Isadora acabara de verbalizar exatamente o flanco de fraqueza por onde o ataque obsessivo se daria com seu antigo colega dos tempos de escola. De fato, os anos se passaram, e Jonas foi irremediavelmente afastado do grupo de trabalhos espirituais conduzido por sua companheira de folguedos infantis. Atraído pelo “extraordinário” do fenômeno mediúnico e impressionado com o sucesso espetacular que a contemporânea tinha na mídia local e agora nacional, logo se desinteressou de tudo, quando percebeu que não poderia obter o que almejava por ali, sobremaneira controlá-la ao seu alvedrio, de molde a alcançar a realização de suas próprias ambições no campo da mídia televisada. Não compreenderia uma representante da Espiritualidade com vontade própria, que não se submetia às convenções de certo e errado, e que, quando necessário, falava e agia com firmeza e destemor, despreocupada de ferir as susceptibilidades de quem quer que fosse. Os anos dobraram-se, uns sobre outros, mais uma vez, e tornei à presença da amiga, recentemente, flagrando-a em confabulação íntima, em dorido solilóquio, mergulhada em reminiscências fugidias dos velhos companheiros do início da trajetória de atividades no âmbito religioso, que se afastaram sumariamente, a maior parte sem sequer prestar esclarecimentos. Inclinei-me sobre a nobre amiga, agora próxima de completar a quarta década de existência, no corpo material, e confortei-a: – Foi uma bênção, querida Isadora, que assim agissem. Muitos estavam se aproximando de você, como mariposas da luz. Você começou a chamar muito a atenção, sobremodo por ostentar uma inteligência que as pessoas atribuíam apenas ao seu patrimônio psíquico e não à atuação de seus amigos desencarnados, em esforço conjunto, com sua mente, a fim de gerar o melhor na sua e na vida de milhares de pessoas. Se fossem mais ponderados e verdadeiramente amigos, e a procurassem, quando encharcados de dúvidas, teriam todos os esclarecimentos de que necessitavam, em seus dramas obsessivos íntimos. Muitos provavelmente seriam convencidos; outros demorariam mais para se afastar. Mas, inelutavelmente, teriam que sair de nosso núcleo mais íntimo de atividades, porque aqui chegaram pelos motivos errados. Queriam o glamour do sucesso temporal, viam-na como uma estrela local com promissoras condições de estender sua celebridade para o domínio nacional, julgavam-na uma vencedora, e os crápulas do menor esforço enxameiam em torno dos vitoriosos, sequiosos de obter ganhos, ainda que secundários, com seu triunfo. Com as campanhas que moveram contra você, mobilizadas pelas organizações criminosas do domínio extrafísico de existência – que encontrou fácil eco nos corações fúteis dos que eram movidos por inveja, ambição e ganância –, foram afastados todos que não poderiam por aqui estar: os que entraram em ressonância com o que, muito obviamente, não fazia sentido, bastando, para tanto, observar-se sua vida de abnegação desde a infância. Deixemos que sigam seu curso, os loucos tomados pelo ego, desejosos de solapar a glória dos que vivem em função da transpessoalidade, porquanto esta glória não depende do aplauso das multidões e sim da aprovação dos Anjos do Senhor e da própria consciência. Observe que os eventos de deserção, em qualquer religião, cultura e lugar, expressam-se como um padrão inequívoco e universal, em todas as iniciativas beneméritas no planeta. Poucos são os que suportam os testes que lhes aferem o caráter; muitos, é claro, por mecanismos intrincados de defesa egóica, distorcem o ocorrido, racionalizam suas verdadeiras intenções, mascarando o que de fato desejavam, ao se aproximar do trabalho da Espiritualidade, afastando-se, ingratos e, amiúde, caluniadores, sem saber a dimensão do carma que amontoam sobre suas cabeças. Quando terminei de lhe dizer essas palavras, Isadora deu um longo suspiro (preocupada com a sorte dos ex-companheiros de ideal e estudos, apesar de todas as injustiças que deles sofreu, e de algumas mágoas que ainda teimava em não lograr diluir do coração, humana que era), e dois filetes de lágrimas correram-lhe sobre as faces ressecadas, em longa vigília de preces e meditações. Beijei-lhe a fronte veneranda e parti, ladeado de amigos, para a sede do Voltaire, próxima à Crosta. Havia cumprido minha missão – fora o guardião de suas orações, na calada da madrugada –, e me coloquei rumo ao Plano Sublime, pois que, após a passagem pelo Voltaire, procuraria Sophia pessoalmente, em estudos minuciosos sobre a obra que se desdobrava, através de nossa companheira porta-voz, no domínio físico de vida. Como sempre, nosso trabalho crescia, em tamanho (alcance de ouvintes pelo rádio) e em profundidade (qualidade das idéias expostas e a forma como isso era feito). Só o número dos encarnados em torno dela encolhera, muito a nosso gosto, para que houvesse mais colaboradores e menos perturbadores da obra ingente que não podia sofrer solução de continuidade, nem perder o passo de desenvolvimento, já que muito ainda estava por vir e ser executado, nos próximos decênios. (Texto recebido em 25 de setembro de 2008. Revisão de Delano Mothé.)
Onde encontrar as portas do Céu (e do inferno), dentro e fora de nós mesmos; e como manuseá-las, em prol da nossa e da felicidade de nossos entes queridos. As emocionantes ilustrações com trechos de filmes, os depoimentos inesquecíveis, a fala dos Bons Espíritos, ao fim da palestra do médium sergipano que leciona na TV, para todo o Brasil, em rede nacional de televisão. Neste domingo, 5 de outubro, às 19h30, no “Mega Espaço”, Rua Nossa Senhora das Dores, 588. Ministração de passes, entre as 18h50 e as 19h20. Evento angariando fundos para exibição do programa Salto Quântico, que transmite, gratuitamente, para o país inteiro (CNT, 15h30 de sábados), a salvadora mensagem da imortalidade da alma e da assistência da Espiritualidade Superior àqueles que se esforçam por merecê-la. Informações: 3041-4405. (Novo horário para Sergipe: 9h de sábados, Aperipê TV) Aviso: | ||||
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