Benjamin Teixeira de Aguiar

11 de setembro de 2008
 

Ambigüidade, na Literatura Espírita, sobre o Tema Homossexualidade.

 

por Benjamin Teixeira.


Por meio eletrônico, recebi a provocação de um leitor de nossas psicografias, que acreditava haver “ambigüidade”, pela contradição de opiniões, na literatura espírita, no que concerne à abordagem do tema homossexualidade. O missivista fez referência, em particular, a entidades espirituais, redigindo, psiquicamente, por intermédio de médiuns, no plano físico de vida. Considerando a boa-fé do questionador, respondi-lhe, extensamente. Pela importância da temática, para corações sofridos de amigos e parentes de homossexuais, além dos próprios homossexuais (ou seja: nesta categoria de “quem tem amigos gays ou é gay”, abarcando provavelmente toda a espécie humana, em vista de haver 10% de homossexuais nos contingentes demográficos da Terra, segundo estimativas mais conservadoras), bem como pelo delicado do assunto mediunidade, em seus complexos meandros, abaixo publicamos a resposta que enviamos ao correspondente, com prévia e expressa autorização dos Orientadores Desencarnados.

 

Há gradação (conforme dito a Kardec e corroborado por autores desencarnados de lá para cá) nas revelações da Espiritualidade Sublime, feitas à humanidade, gradação esta que acompanha o progresso da cultura de nosso orbe. Não se dão aulas de matemática avançada a garotos que aprendem aritmética. Assim, nas décadas e séculos transatos, ensinos diferentes foram passados sobre assuntos que hoje podem ser melhor compreendidos pela massa popular. Todavia, quando alguém, ainda hoje, continua escrevendo de forma “obsoleta”, em nome da Espiritualidade Superior, isto indica que semelhante criatura está filtrando mal aquilo que lhe é dito, o que, lamentavelmente, acontece com muita freqüência, porque os médiuns são filtros vivos, com opiniões e idéias, valores e preconceitos próprios; e a Espiritualidade Maior nunca violenta seus canais, em sua forma de pensar e sentir o mundo. Com relação a se combater a homossexualidade ou considerá-la doentia, viciosa ou imoral (em qualquer destes níveis de patologização de tal fenômeno humano), em considerando que não estão, os médiuns que pregam essa doutrina bizarra, canalizando obsessores ou pseudo-sábios da outra dimensão de Vida, temos que admitir esta tese: a da interferência inconsciente no texto transmitido – avaliação esta que revela, inclusive, a nossa boa vontade para com eles, já que nenhum espírita pode se colocar contra algo que a Ciência afirma categoricamente. E, há décadas, a homossexualidade é vista como uma expressão saudável da sexualidade humana, pela Psiquiatria e pelas diversas escolas de Psicologia existentes.

 

O quesito específico “ambigüidade”, na abordagem a uma temática, constitui uma característica peculiar a fenômenos complexos. Onde há complexidade, há ambigüidade. Um traço curioso vale a pena considerar: uma das mais relevantes conquistas no avanço da maturidade psicológica é exatamente a tolerância progressiva à ambigüidade. Quanto maior a lucidez, a cultura e a qualidade dos sentimentos de uma pessoa, maior será a sua capacidade de suportar, aceitar e processar situações subjetivas, inconclusas e imprevisíveis, quando não francamente contraditórias. Somente psiques primárias acreditam haver e buscam certezas e informações objetivas, precisas e fechadas, na análise de sistemas abertos, caóticos e em processo de construção, como a alma humana necessariamente deve ser entendida.

 

A matemática, em seus setores mais avançados, qual a Ciência do Caos; a Física, em seus desdobramentos mais ousados, como no âmbito surreal do estudo das subpartículas atômicas; a Psicologia Profunda, em suas elucubrações de extraordinária “intrincabilidade”; e a própria perspectiva empírica de indivíduos que se fizeram sábios ou “iluminados”, os místicos e santos de todas as épocas e culturas, na vivência direta dos fenômenos intrapsíquicos, não deixam espaço a dúvidas: somente no caminho da aceitação do novo, do insólito, da ruptura de paradigmas, da permeabilidade ao até há pouco aparentemente inconcebível, pode-se viver a ascensão evolucional, em seu espetacular ballet de espirais dialéticas de complexificação progressiva.

 

 

(Texto organizado em 11 de setembro de 2008. Revisão de Delano Mothé.)

 

 

Convite:


O MISTÉRIO e a VITÓRIA SOBRE o MAL, na Criação de um Deus-Amor.

 

Obsessões, pecado, queda, decadência; e, em contrapartida: os fenômenos da transmutação, renovação e sublimação, na transformação e transcendência rumo à Luz Divina – paz e bem-aventurança, felicidade plena, agora e na eternidade. Mais uma vez, bombásticas ilustrações, com excertos de filmes, depoimentos impressionantes, a fala do médium Benjamin Teixeira e o pronunciamento das Entidades do Plano Sublime, por seu intermédio, ao fim da palestra pública deste domingo, 14, às 19h30, no “Mega Espaço”, Rua Nossa Senhora das Dores, 588. Passes às 18h50, para se assistir à explanção livre dos “carregos” (rs) –as más influências da semana.

Evento angariando fundos para manutenção do programa Salto Quântico, que transmite, gratuitamente, para o país inteiro, em rede nacional de TV (CNT, 15h30 de sábados), a salvadora mensagem da imortalidade da alma e da assistência dos Bons Espíritos. Informações: 3041-4405.


Equipe Salto Quântico.




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