O Absurdo de se Forçar Intimidade.

(Correspondência do Padre Rafael – 15.)


Benjamin Teixeira
pelo espírito
Gustavo Henrique.

Helena era mulher muito bela e sedutora. Desde a juventude, acostumara-se a obter o que desejava “jogando charme”. Apesar de educada numa grande metrópole, que não comportava muito bem, mesmo na sua geração, uma mulher com propósito tão-só casadoiro, sem ambições profissionais, preferiu o caminho do menor esforço, fazendo carreira à base dos encantos de sua presença.

Não se dedicou apenas à vida afetiva, graduou-se e procurou aplicar-se no mercado de trabalho, da mesma forma que agia na esfera das relações. Por um tempo, as coisas funcionaram. Mas, à medida que os anos passavam, e seus atributos naturais declinavam, perdendo espaço para mulheres mais jovens, não só o casamento começou a entrar em decadência, como, principalmente, a vida profissional. Não havia mais oportunidades milagrosas ou concessões especiais, que Helena se habituara a conquistar, com um sorriso mais matreiro ou uma pose mais sexy (quase sempre, sem chegar “às vias de fato”). Continue lendo