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(Correspondência do Padre Rafael – 15.)
Helena era mulher muito bela e sedutora. Desde a juventude, acostumara-se a obter o que desejava “jogando charme”. Apesar de educada numa grande metrópole, que não comportava muito bem, mesmo na sua geração, uma mulher com propósito tão-só casadoiro, sem ambições profissionais, preferiu o caminho do menor esforço, fazendo carreira à base dos encantos de sua presença. Não se dedicou apenas à vida afetiva, graduou-se e procurou aplicar-se no mercado de trabalho, da mesma forma que agia na esfera das relações. Por um tempo, as coisas funcionaram. Mas, à medida que os anos passavam, e seus atributos naturais declinavam, perdendo espaço para mulheres mais jovens, não só o casamento começou a entrar em decadência, como, principalmente, a vida profissional. Não havia mais oportunidades milagrosas ou concessões especiais, que Helena se habituara a conquistar, com um sorriso mais matreiro ou uma pose mais sexy (quase sempre, sem chegar “às vias de fato”). Continue lendo Benjamin Teixeira “The very minute bids the ope’ ear!” (*1)
• Esquecer o passado, compreendendo que é possível converter o futuro numa estrada de eventos completamente dissociada do que lhe ocorreu antes, no decurso dos acontecimentos de sua existência, por meio do milagre da “transubstanciação divina”. A idéia é difícil? Pense na famosa metáfora do pretérito, como sendo a esteira de espuma deixada para trás, pela lancha em movimento de sua vida, sobre as águas de um rio ou de um mar – o rio ou o mar do seu ser-no-mundo. Não é a esteira que impulsiona o barco, e sim o motor. A sua mente, ou, melhor ainda dizendo: as escolhas feitas por sua consciência, no momento presente, é que lhe constroem o futuro. • Considerar, por outro lado, que o Poder de Deus tudo pode transformar. Confiar na Divina Bondade, Infinita, é dever e mesmo compromisso com a lógica espiritual profunda, que manda entregar ao Ser Supremo o que não pode ser solucionado, no patamar de consciência do ego. Continue lendo Benjamin Teixeira Torna teus dias mais fáceis, pela dedicação ao bem comum. Não penses seja possível encontrar a felicidade, sem renúncia ao ego e seu sistema mesquinho de processamento de dados, avaliação da vida e das pessoas, de conduta e definição de prioridades, em função dos interesses pessoais, materiais e imediatos, em caráter absoluto. A medida da felicidade de alguém será determinada pelo quão disposto está a transcender o paradigma psicológico tacanho do egocentrismo atávico e seu padrão baixo de consciência, sentimentos e valores. Queres que seja mais claro? A ventura está na bondade, na boa vontade, na indulgência, no desejo sincero de ser útil, no desapego a posses materiais e posições sociais, na humildade, no trabalho ininterrupto, a bem dos semelhantes, seguindo os comandos da própria vocação, os reclamos do coração, como ideal, meta e fé! Continue lendo Benjamin Teixeira, pelos espíritos Houve uma lição implicada na falta de energia elétrica, que gostaríamos de explicitar, neste momento de reflexão e aprendizado: a de que, ao haver o blecaute ou outras perdas de fonte de força – como as de ordem emocional ou espiritual –, devemos provocar um movimento, no sentido de recuperá-las, sem transferir tal responsabilidade vital a terceiros. Esta a nossa recomendação fraterna acerca do tema, que foi foco de debates de dois dos irmãos que nos ouvem, no transcurso da última madrugada (*2). Gustavo Henrique. Preparem-se para fazer registros e mobilizar providências de ação, após esta microjornada de fé, da alma, do espírito. Muitas idéias ser-lhes-ão lançadas às cabeças, qual a semente de carvalho a que Jesus se referiu, em Seu Evangelho, precisando encontrar a terra fértil de seus corações e mentes receptiva, bem como seus egos ativos e executivos (*3), diante das ordens expedidas por seu Centro Superior de Personalidade. Irmã Brígida. Continue lendo Benjamin Teixeira Prezados companheiros: Muito agradados ficamos do intercurso fraterno mantido, no decorrer destes quatro dias (*2). Alvitramos-lhe continuidade do esforço de semeadura do bem, após e alhures, recordando-os de que há a necessidade do recolhimento, incubação, transformação e criação, ainda quando se esteja submetido às mais exaustivas fases de trabalho. Lógico que imprescindível reservar-se período de dias adrede a tal função de repouso e refazimento de forças. Entretanto, durante a faina habitual da labuta profissional, não se deve descurar do imperativo de se viver o momento de elação espiritual, ponderação moral, cogitação filosófica e questionamento, reavaliação e ressignificação de valores, prioridades, metas, rotas, consubstanciado em disciplina diária de meditação e planejamento, oração e reflexão. Continue lendo Benjamin Teixeira
Quebre o gelo da rotina. Rompa com o espírito de limite que lhe é imposto pelas convenções sociais. Avance para além dos paradigmas acanhados que o atam à retaguarda. Não se castre para enquadrar-se nos moldes da cultura em que vive. Vá mais adiante: seja tudo que pode ser, faça uso pleno da criatividade, busque alternativas novas de vida e realização, por todos os meios que estiverem a seu alcance. Em última análise: persista em se tornar tudo que foi programado a ser, tudo que seu âmago lhe pede se torne, através da voz da intuição, da consciência, do coração. A semente de potenciais infinitos que jaz em seu íntimo pede ensejo de germinar, medrar e espraiar-se para o mundo, com galhadas extensas e frondosas, lançando o conforto da sombra e deitando o frescor delicioso de frutos frescos, em todas as direções. O sistema cultural poda as pessoas, mais do que se admite e se possa conceber, mesmo nos ambientes mais críticos e lúcidos. Obviamente que a disciplina é necessária. O seguimento de regras constitui uma condição indispensável, para a sobrevivência das sociedades. Mas, a despeito da existência de tal necessidade, não há nela qualquer contradição com o ímpeto à transcendência – muito pelo contrário: não lhe dar ouvidos angustia as criaturas, e dar-lhe crédito propele-as às alturas do bem-estar e do desenvolvimento pessoal. Não se trata de dar trela a sonhos impossíveis, a projetos fantasiosos da juventude, mas de considerar que todos portamos capacidades adormecidas que podem, com trabalho e persistência, ser despertadas. Continue lendo Benjamin Teixeira Invejam-no. Cercam-lhe os passos, quais abutres traiçoeiros, farejando a vítima, aguardando ensejo favorável para o bote, um vacilo, um momento de fraqueza, qualquer coisa. Você poderia se afastar, de imediato, providenciando defesa justa. Todavia, compromissos sérios atam-no a tais pessoas, inviabilizando a solução mais simples. Diante de semelhante conjuntura, prezado amigo, considere que a inveja, assim como todas as demais torpezas da alma, não passam disso mesmo: doenças a serem curadas, e a lhe sugerirem cuidados especiais com as personalidades que as portam. Não veja a criatura detentora dessa patologia do espírito como alguém irremediavelmente perdido. Não seja simplista na análise que faz. O ser humano é complexo, ambíguo. Por detrás das mais obscuras falhas, existem sempre aspectos positivos a serem desdobrados. Não se fixe no lado mau do indivíduo; foque-lhe a face boa, a fim de que possa ser esta potencializada. Cuidado para não viver assustado, na fantasia de que a inveja do outro pode conturbá-lo substancialmente. Fosse o “olho grosso” tão influente, como se imagina popularmente, nenhuma celebridade de TV poderia sequer surgir no vídeo, pois seria fulminada instantaneamente, pelas energias deletérias de milhões, concomitantemente emitidas, em sua direção. Continue lendo |
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