Artigos sobre mediunidade

1 de fevereiro de 2008
 

Mediunidade ou Intuição?

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Gustavo Henrique.

Apreciarias a faculdade de intercambiar entre as duas dimensões de vida, com clareza e segurança?
És já médium ativo, mas gostarias de maior precisão nas comunicações mediúnicas?

Agradece a Deus, amigo(a), a oportunidade de lidares com um fenômeno subjetivo, complexo e ambíguo, que, portanto, não te exonera do esforço contínuo de discernimento próprio.

Em vez de te preocupares em ver, ouvir ou receber diretamente o psiquismo de entidades alojadas em nosso domínio extrafísico de existência, denoda-te no empenho de afiar a própria intuição, a fim de que, inclusive, sempre que interagires com a nossa esfera de consciência, a dos desencarnados, possas ler, com mais acerto, as energias, propósitos, intenções, caráter daqueles que pretendem se comunicar contigo.

A intuição tem, no mínimo, três níveis a serem considerados, ou formas de se manifestar, que aqui traduziremos o mais didaticamente que se nos faça exeqüível:

a) Intuições corporais.

Um “embrulho no estômago”, um “arrepio na espinha”, uma “dor de cabeça repentina” ou uma “tontura inexplicável” – são exemplos de como o corpo pode falar pelo inconsciente, revelando camadas de percepção da realidade a que a mente racional-egóica não tem acesso diretamente.

b) Intuições emocionais.

Um “desconforto emocional” ou uma “angústia sem motivo lógico” podem igualmente indicar uma fala dramática do sistema intuitivo de processamento de dados, que alerta a parte consciente da personalidade do que esta não tem condições de captar, por meio de seu estreito espectro de percepção e análise.

c) Intuições intelectuais.

Idéias que “parecem vir do nada”, a lembrança da letra de uma música, de um episódio do passado, ou mesmo a eclosão de uma série de raciocínios que “surgem como que tomados de vida própria”, são meios de a mente inconsciente avisar a ponta superior do iceberg da psique consciente sobre o que está ocorrendo ou em vias de se dar, e que, também, não pode ser notado pela limitada inteligência de vigília.

Aprende, companheiro(a), a lidar com esta potência da alma, esta pujante força do psiquismo, e fica certo(a): estarás realizando a tarefa mais importante de tua existência, com repercussões para toda a eternidade, conquista perene que teu espírito logrará, pois que, com ela, lerás as próprias e as percepções profundas de terceiros, o Fluxo da Vida, das sincronicidades e dos fenômenos mediúnicos havidos contigo e com outras pessoas. Sem intuição, em contrapartida, não passarás de uma calculadora viva – complicada, mais do que complexa; confusa, mais do que criativa; sentindo, apenas para sofrer; em vez de ser uma alma portadora de sentimentos para a gerência do próprio destino, e para o usufruto da felicidade e da paz que te esteja ao alcance.

(Texto recebido em reunião mediúnica fechada, no dia 29 de janeiro de 2008. Revisão de Delano Mothé.)




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