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Mais Barato.Benjamin Teixeira Ah… não quer perdoar? “Ok, no problem” (*1) – morra de câncer, tenha uma crise depressiva ou sofra de artrite reumatológica; quem sabe, um pouco das três alternativas (*2). Orar é difícil, você não se concentra, sua fé é precária? Então, não ore. Desative regiões nobres da neurofisiologia cerebral e não estimule potências mentais ímpares – que têm sido utilizadas fartamente por homens e mulheres de destaque de todas as áreas do conhecimento e da ação humanos, em todos os tempos e culturas –, como a PES (*3), a intuição, a superconsciência e poderes paranormais, que numerosos estudos indicam todo ser humano possuir, em algum nível. ‘Tá duro encontrar tempo para ler, estudar, se atualizar, n’é? Tudo bem – permaneça ignorante e desatualizado, e se exponha ao risco incalculável de ser inculto num mundo progressivamente mais complexo e confuso, em todos os sentidos. Sofreu muita decepção, descrê de todo mundo, acha que não vai confiar em mais ninguém… ‘Tá certo! É uma opção de vida, sim! Fique paranóico, tenha medo da própria sombra, não relaxe nem com o cônjuge, duvide do amor dos filhos, não se abra com ninguém. Se possível, tranque-se no alto de uma torre, no meio de um deserto, para evitar o perigo do contato com a maldade e a malícia alheias. Acha trabalhoso se disciplinar e estabelecer metas de temperança para si? É uma escolha, outrossim. Entregue-se, portanto, à indisciplina, a toda ordem de vício, e deixe-se resvalar para a decadência, a autodestruição e a falência de todo poder e motivação para gerenciar a própria vida. Quer desistir de acreditar que exista um Criador e que haja vida fora da matéria, porque Deus não cabe na sua cabeça e porque seguir consciente em outra dimensão de vida lhe soa fantasioso demais? Embora me pareça extremamente burro e presunçoso de sua parte, você tem esse direito: veja seus entes mais amados e você mesmo como um punhado de moléculas acidentalmente organizadas, bem como toda cultura, civilização, propósito e realizações humanas como abstrações desprovidas de significado, e a vida, de modo geral e absoluto, como uma circunstância vazia que poderia muito bem ser suspensa a qualquer hora, sem fazer falta a ninguém, já que o nada seria, de agora e para sempre, a única essência de tudo… Em todas as opções que lhe apresentei acima, amigo, você pode escolher entre ser assertivo, resolutivo, lúcido e sensato, ou renunciar ao bem, confiando-se à preguiça do mal, que pretende tudo reduzir a nada. Sempre parece mais confortável (num primeiro momento) abdicar do esforço de afirmar o bem, edificando-o em torno e no interior de si mesmo, para, de reversa maneira, entregar-se à acomodação de negá-lo. Será, todavia, tão-somente no campo da ação aplicada na construção do melhor, dentro e fora de nós, que descobriremos sentido para viver, esperança, alegria, ideal, amor e felicidade. Pondere bem o que julga melhor para si, e viva, no mercado das escolhas pessoais, o livre gozo do seu livre-arbítrio, de modo o mais criterioso que lhe esteja ao alcance… porque, amigo, se fizer a opção pelo caminho errado, outros até sofrerão repercussões de sua má decisão, mas ninguém, como você, será tão acachapado de conseqüências arrasadoras…
(*1) “Tudo bem, sem problema”. O espírito graceja com o leitor, querendo dar um ar bem moderno e “descolado”, para argumentar pesado, em seguida. (*2) Roberto brinca com o absurdo da opção de não se ser indulgente, dizendo, nas entrelinhas da expressão “morrer (…) um pouco”, que o indivíduo só conseguirá matar o corpo, sem eliminar a si mesmo, visto que prosseguirá vivo, n’outro domínio de existência, padecendo as conseqüências destrutivas de más escolhas de posturas íntimas ante a vida e os relacionamentos interpessoais. (*3) Percepção extra-sensorial. (Notas do Médium)
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