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Relatório Parcial de uma Tarde de Tarefas Mediúnicas.(Extratos de Mensagens Mediúnicas Pessoais – 32.) Benjamin Teixeira e os espíritos É impossível, a uma pessoa que trabalha com a mediunidade diariamente, como eu, fazer um relatório completo de todas as experiências que vivencia, no trato com o mundo espiritual. Volta e meia, entretanto, os amigos do domínio extrafísico de existência solicitam que tragamos a público o cotidiano da prática de ponte psíquica interdimensões, com o intuito de favorecer o fortalecimento das convicções imortalistas de nossos leitores. Quero relembrar, todavia, que minha função, como médium, é a educação em grandes medidas, pelos meios de comunicação de massa, de modo que apenas algumas pessoas mais chegadas a mim gozam da prerrogativa desta interação com os orientadores desencarnados, por uma circunstância de trabalho. Quem mais tem responsabilidades com a gigante nau do Salto Quântico, naturalmente, merece uma atenção mais particularizada dos bons espíritos. # Não é muito comum, mas, ao ficar sozinho em casa, neste domingo, 20 de janeiro, após o almoço entre alguns pouquíssimos amigos íntimos, resolvi tirar a camisa, por conta do calor horrendo do verão no Nordeste brasileiro (o ventilador de teto e um outro, no chão, não estavam dando conta do serviço – risos –; só tenho refrigeração de ar em meu quarto). Deliberei, com cooperadores do grupo (por via eletrônica), algumas providências sobre ilustrações para a palestra da noite, e posicionei-me a psicografar. Eugênia, prontamente, à distância, falou: – Percebe que está se sentindo desconfortável por estar despido da cintura para cima? – Não percebe quem está ao seu lado? – tornou a mestra. – Não; não vejo ninguém ainda, Eugênia (mas veio-me à mente a figura doce e muito casta de Irmã Brígida). – Independentemente de perceber com maior clareza a presença no ambiente, por que não respeita sua intuição? (*1) – persistiu a mentora desencarnada. – Disponha lápis e papel para nosso trabalho: serão necessários – continuou a orientadora da Esfera Sublime. Normalmente, psicografo direto ao computador, teclando. Atendi a solicitação da preceptora espiritual. Ato contínuo, comecei a manuscrever uma missiva íntima para uma companheira encarnada. A autora, de fato, foi Irmã Brígida, a quem não havia percebido pela psicovidência (e só a ouvi até o fim da comunicação). De caráter exclusivamente pessoal, a carta não mostra nenhuma condição à publicação. Telefonei à amiga, li o texto que lhe prometi entregar, a posteriori, e retornei ao trabalho com os amigos do plano espiritual. “Olá, querida menina; como está? Estou muito satisfeito com os progressos havidos em seu trabalho consigo mesma, em vários sentidos: 1) (…) 2) Em família – você foi bastante feliz nas últimas falas com (…) e com sua mãezinha (…) (nas duas semanas passadas): quero parabenizá-la por isso, em função, sobremaneira, da excelente mescla de firmeza com doçura, tranqüilidade com assertividade. 3) Gostei muito, por outro lado, que houvesse se tornado mais serena em relação a seu futuro. Por exemplo, tem se permitido (como lhe ocorreu reiteradamente nesta semana) meditar a respeito de possibilidades múltiplas e indefinidas, sem se afligir, aprendendo a confiar mais em Deus e em Seu Fluxo Perfeito de inspiração. Encerrando, deixo-lhe aqui meu ósculo paternal, dizendo-lhe, em confirmação – de acordo com pedido feito hoje, pela manhã (*2) –, que, sem dúvida, continuo ouvindo-a e atendendo-a, conforme me permitem as limitadas condições evolutivas. Servidor em Cristo (e seu pai postiço – como acertado entre nós dois), Padre (‘pai’ em latim) Gustavo Henrique.”
– Benjamin, podemos escrever para (…)? – Mas eu prefiro que escreva à mão – pode ser? – Sem problema – aquiesci de bom grado. A mão começou a ficar veloz, enchendo inúmeras folhas de papel, como se o braço houvera se convertido em peça de uma máquina cujo comando vinha de outra parte que não meu cérebro – embora conhecesse o conteúdo que escrevia (no estilo clássico das psicografias semimecânicas, que Chico Xavier tornou célebre). Surgiu, destarte, outra missiva psíquica de ordem íntima, tocante e bela, mas tão repleta de elementos delicados e particulares, que não sobrou qualquer chance de ser trazida a lume. Telefonei para a amiga a quem era dirigido o texto de “além-túmulo”. Assim como as anteriores, a confreira ficou emocionada e agradecida às lágrimas (o que, obviamente, é muito natural, ante tal deferência do Domínio Superior de Vida), e postei-me, novamente, às ordens de Eugênia e dos bons espíritos sob seu comando. Neste comenos, em sua gesticulação comedida e majestosa de sempre, projetando, à distância, sua imagem e voz, a grande mestra espiritual encerrou a parte de correspondência pessoal da minha tarde de tarefas mediúnicas, com esta pérola de sabedoria pragmática (mais uma vez, alijado o conteúdo identificador do amigo que teve a honra de receber a atenção direta da inolvidável santa-orientadora): “Chegou a hora de eu falar para seu amigo (…). Diga-lhe que não é necessário se estressar com a questão ‘rendimento’ do trabalho. Este quesito está muito sujeito a avaliação preconceituosa, em função da hipnose da cultura hodierna, no plano físico, no sentido da ‘produtividade’. O busílis, entrementes, é o conceito de produtividade. Seria a utilidade ao bem comum? E a utilidade pode ser medida mais em termos de quantidade de resultados ou de qualidade destes? E como definiríamos um resultado como superior ou inferior? Quem produz mais(?): a fábrica ou a universidade, o laboratório ou o templo religioso? Atente-se, querido amigo, para não incorrer em falhas de percepção características de nossa época de esquizoidias coletivas. Você não é um relapso negligente de suas responsabilidades. Muito pelo contrário: dispôs-se a tudo largar, pelo ideal, pela fé, pela vocação, pelo serviço de amor ao próximo, à humanidade, à Espiritualidade. Logo, seu perfil de personalidade não comporta avaliações desta ordem de autodepreciação. Feliz com seu trabalho, como sempre, mas lhe sugerindo não relaxe nas orações, o que, lamentavelmente, vem acontecendo nas últimas semanas, Sua mãezinha e mestra espiritual, Eugênia.” A partir daí, dei início às tarefas de natureza coletiva, recebendo orientações do guia espiritual, filósofa da Grécia Antiga, com relação a publicações a serem feitas no transcurso desta semana. (Mensagens recebidas e comentários redigidos pelo médium Benjamin Teixeira, em 20 de janeiro de 2008. Revisão de Delano Mothé.) (*1) Mesmo os melhores médiuns – categoria em que não me incluo, lamentavelmente – percebem, no máximo, algo em torno de 20% do que acontece, na outra dimensão de vida, em seu derredor. (*2) Todos os itens da carta mediúnica estavam fora de meu conhecimento e foram corroborados (tanto quanto os das outras) como precisos pela destinatária. | ||||
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