Espírito Eugênia-Aspásia

13 de janeiro de 2008
 

Perseverança no foco do essencial e necessidade de alternar períodos de trabalho e repouso.

(Sopros de Sabedoria – 96.)

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Tens a mente em pandarecos: sobrecarga de tarefas, no ambiente e nas funções profissionais; solicitações excessivas, no seio familiar; angústias e conflitos íntimos, na busca da automelhoria espiritual.

Não estranhes, porém, este estado deplorável da psique. Se tua mente ameaça soçobrar, olha mais além, e recorda que somente com esforço extremo galga-se o patamar seguinte de evolução. O desportista, na academia de musculação; o ginasta, no empenho e disciplina de anos de sacrifício físico; o acadêmico, em décadas de estudos esmerados – todos aplicam quotas imensas de trabalho e tempo, energia psicológica e espiritual, no projeto de se conduzirem à excelência específica, em suas respectivas áreas de “expertise”. Tu também não prescindes de jornadas puxadas de dedicação-máxima, para que dilates o próprio potencial ao limite possível, conforme as condições do atual estágio evolutivo em que te encontras. Todavia, cabe considerar a questão basilar, na estratégia operacional dos períodos de investimento na expansão de capacidades: a necessidade de alternar fases de labuta intensa com outras, de restauração das energias depauperadas. Ou isso, ou o colapso das forças e a derrota fragorosa.

Aprende, destarte, a descansar no olho do furacão, sem perder teu foco no essencial. Relaxa com amigos e familiares, ouve música que te repouse, assiste a filme de teu agrado, dorme um tanto mais, realiza atividade física que te desopile o organismo tenso. Faze leitura de conteúdo espiritual, que te forneça inspiração e esperança em meio à borrasca; devota-te a práticas de preces, meditações e mantras, que te reconectem à Fonte Fundamental; freqüenta grupo relígio-filosófico, com que te afines e que te recomponha o ânimo combalido; dedica-te a obra de caridade, que te burile o espírito de solidariedade e fraternidade. Mas, em meio e acima de tudo, persiste, sempre e mais, na trilha que delineaste para ti, de acordo com reclamos do ideal e da consciência, da intuição e da fé.

Não há nada de errado com teu caminho, se sofres exaustão, volta e meia: apenas, teus pés sangram, porque a trajetória é difícil e longa. Mas se estás em marcha resoluta, na rota de tuas metas, não há de que, em última análise, reclamar. Renova as forças, ciclicamente, e segue – é tudo que tens a fazer –, mas persevera no que sabes a alma (e não o ego) te pedir, o coração (e não o orgulho) te exigir.

(Texto recebido em 11 de janeiro de 2008. Revisão de Delano Mothé.)




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