Assuntos polêmicos

8 de janeiro de 2008
 

A Estupidez Óbvia do Cientificismo Materialista e Ateu (*).

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

O que hoje se lhe afigura estranho e desconfortável poderá ser habitual e estimulante no futuro.
Cuidado para não repelir como detestável e nocivo o que é apenas diferente e novo.
O misoneísmo compõe o feixe de automatismos dos níveis cognitivos mais baixos de expressão da mente humana.

Escolha o complexo, o abstrato, o elaborado – e isto, indubitavelmente, estará atrelado ao: paradoxal, imprevisível e indefinível. Saia da zona de conforto da psicologia rasa do dia-a-dia, e avance rumo ao caos da quebra de esquemas pressupostos de verdade, ainda que sem negligenciar o bom senso e seus princípios de moral mais elevados. Se quiser ver além, mais fundo, mais amplo e melhor, necessariamente terá que renunciar à linearidade, à objetividade absoluta, à praticidade imediata.

Precate-se da presunção estúpida do reducionismo, do materialismo cientificista e de seus corolários igualmente deploráveis: o ateísmo e, sobretudo, a irresponsável militância ateísta. Há estratos da realidade sutis ou abrangentes demais, para que possam caber dentro do espectro de concepção e avaliação de mentes limitadas como as humanas. Somente uma inteligência que renuncie à inteligência, em nome de uma pueril vaidade do intelecto, pode idealizar um universo coerente – desde o macrocosmo, passando pela biodiversidade terrena, até a física de subpartículas –, sem uma Potência Psíquica ordenadora. Tão só um infante em espírito pode se supor em condições de concluir não haver nada acima de sua própria capacidade de processamento de informações (o que realmente está implicado, sub-repticiamente, na tese ateísta: “o que eu não entendo não pode existir”).

A ciência é apenas um dos canais gnoseológicos possíveis ao psiquismo humano, embora respeitabilíssima em seus fundamentos e valiosíssima nos frutos de progresso e conforto com que galardoa a civilização. A arte, a filosofia e a vivência mística constituem instrumentais legítimos de observação e experimentação do mundo, tanto quanto a ciência – e possuem capacidades e propriedades diversas das da janela epistemológica da ciência, que a complementam, sem a denegar, sobremaneira no que tange ao subjetivo e exponencialmente intrincado. Não pode haver um esboço de explanação integral sobre o fenômeno humano, que não inclua estes campos de averiguação, especulação e vivência, como também não se pode pensar no amor aos filhos, ao ideal e à cultura, restringindo-os a meras trocas bioquímicas no interior da neurofisiologia encefálica. As elucubrações da filosofia, as abstrações da arte e o intransferível e transcendente conhecimento comunicado pela experiência de estados alterados de consciência propiciam muito mais do que informações sobre o tema inefável do amor: transmitem sabedoria e vida em escala e potenciais virtualmente infinitos…

A ciência, tal qual hoje é praticada, predominantemente, nas academias e centros de pesquisa do orbe, faz a busca de restringir os fenômenos observados a variáveis mínimas, passíveis de serem submetidas a rigoroso controle em laboratório, como se peças e porcas isoladamente consideradas dessem notícia de um modelo automobilístico de coleção; ou como se as 26 letras do alfabeto, em uso na cultura ocidental, carreassem, em seu bojo, os universos paralelos de significado profundo da obra literária de um Dostoiévski ou de um Shakespeare.

Simplificação excessiva pode constituir, tão-somente, abdicação de uma percepção fidedigna dos fatos, assim como a análise breve e superficial, quão a conclusão precipitada e emocional, denunciam pobreza de raciocínio, estreiteza de idéias e paradigmas, e pouca ou nenhuma profundidade de sentimentos, valores e perspectivas.

(Texto recebido em 8 de janeiro de 2008. Revisão de Delano Mothé.)

(*) Prezado(a) leitor(a):

Nesta peça de profundidade que transcende o científico, o filosófico e o espiritual-religioso, tanto quanto o artístico e o pragmático, Eugênia oferece-nos um vislumbre do gênio extraordinário que é, fazendo-nos, inexoravelmente, remeter à grande personalidade que foi no século V a.C., fundadora de uma escola de filosofia na Grécia Antiga, a quem o próprio Sócrates chamou de mestra: Aspásia de Mileto.

Salve a grande mentora espiritual dos nossos dias de incerteza, complexidade e desnorteamento gerais! Qual luz de um farol imponente, em meio à tempestade bravia, no alto-mar revolto em que se encontram as naus de nossas almas, ela constitui o norte que nos conduz à elucidação dos enigmas intrincadíssimos da atualidade.

Seu irmão em discipulado eugeniano,

Benjamin Teixeira.
Aracaju, 8 de janeiro de 2008.




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