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Benjamin Teixeira
– Pois é, n’é? Esta coisa tola de vida após a morte… Não ‘tá vendo que isso não existe?
– Você é ateu?
– Não, não é bem isso… Eu até acredito que exista um Ser Superior, que cuida de todos nós… Mas esta baboseira de continuar vivo em outra dimensão… só mesmo uma pessoa muito inculta e limitada intelectualmente pode aceitar algo do gênero… Eu me formei em Medicina. Sou douto em assuntos de neurologia. Compreende que me é muito difícil aceitar a existência da alma, se já dissequei cérebros de cadáveres na academia, aos montes, e procedi a cirurgias em outros tantos maquinários encefácilos vivos?… Nunca vi nada que pudesse se assemelhar ao que se diz ser a alma ou o espírito…
Benjamin Teixeira
Falta-lhe muito tempo para o essencial? O trabalho, os compromissos familiares e até a vida social subtraem-lhe energia e espaço na agenda, para se dedicar àquilo que sabe ser capital para seu bem-estar, melhoria íntima e plenitude?
Reserve, então, prezado(a) amigo(a), tão-somente, 30 minutos abençoados para você, divididos em três partes de essencialidades impreteríveis:
Benjamin Teixeira
Cobraste santidade de teu líder, professor, pai, amigo ou cônjuge, e saíste do convívio dele, cheio de razões, raivas e mágoas, como se houvesses sido traído na própria confiança…
Cuidado, amigo!… É bem provável que este alguém – de quem reclamas tributos especiais de virtude – esteja fazendo muito mais do que se lhe é cobrado, e ainda pode ser uma alma nobre reencarnada, arrastando-se pelas trevas do mundo físico, exaurida de tanto se dar, para prestar um serviço pelo bem comum.
(Onde encontrá-la, resumindo em poucos itens) (*) Benjamin Teixeira
No juízo em agir de modo pragmático e racional, ignorando caprichos do ego e neuroses do emocional. Com lógica, conhecimento e ponderação, todos os problemas podem ser resolvidos. Na psicoterapia, no aconselhamento espiritual e na auto-análise, seguidos de leitura de qualidade, meditação sistemática e aplicação contínua das conclusões havidas.
Benjamin Teixeira
(Benjamin) – Desfilando com sua gloriosa vestimenta grega, com a impecável elegância e sobriedade de sempre, Eugênia apareceu-me, caminhando, com tal graça e leveza, embora sem perder a imponência de grande mestra, que se poderia dizer que talvez deslizasse no chão, em vez de andar. Trafegava entre pilastras do enorme corredor-varanda, fora do templo-escola-lar onde ela costuma me surgir à psicovidência, do Plano Sublime onde reside, bem acima das freqüências mentais em que poderemos, pobres mortais, estagiar, após o decesso carnal. Com uma echarpe vermelha lindamente enlaçada aos braços e passando-lhe pela lombar graciosamente, fitou a paisagem feérica de grande jardim atapetado de flores de variadas cores, no centro do qual havia um chafariz e um desenho caprichoso com as próprias cores das flores, que lembraria uma espécie de labirinto, visto de cima. Voz suave e firme concomitantemente, sorriso sereno e cheio, disse-me a fabulosa “diva grega”, com maneiras suaves e seguras:
Benjamin Teixeira
Esta é história de outra personagem inscrita nos anais de nossa Instituição.
Mãe solteira, morando sozinha, criando o filhinho, sem suporte financeiro externo, não era fácil a vida de Norma.
Pedrinho acordou, pela manhã, com o coração em brasa, pulsando de amor, como nunca, pela mãezinha tão estimada.
– Mamãe, que posso fazer para ter a senhora comigo hoje? Não vejo a hora de não só brincar, como de cobri-la de beijos…
– Vai ao colégio, lépido, que a hora urge; e, quando voltares da escola, terei tempo para brincar contigo.
O garoto foi à escola, todo contente com a promessa, vencendo a pé, sozinho, o trecho de alguns quarteirões que a distava de sua casa. Voltou ao meio-dia, querendo, se não um pouco do tempo, apenas um abraço da genitora, que estava aturdida com bronca do chefe, e lhe disse sem pestanejar:
(Como vencer no caminho da espiritualidade)
Benjamin Teixeira
Reveste-te de humildade e prossegue em tua jornada de homem de bem. Por meio da persistência, no capítulo do essencial, encontrarás a luz que te alumiará os caminhos, rumo à plenitude, à felicidade, à abundância, a Deus!…
Não esperes eventos de magnitude ou circunstâncias ideais, para que te comprometas com tua trajetória existencial, na rota da realização pessoal e da paz, dando-lhe início com sentido de urgência e inamovível determinação. Torna aquilo que sentes como fundamental o que deve ser: motivo inquestionável de disciplina e devoção.
Ora, trabalha e estuda, continuamente. Perdoa, serve e ama, sem parar. E, com olhos fixos no Céu, enquanto manténs mãos operantes na Terra, vencerás, vencerás!
(Texto psicografado em 20 de junho de 2007. Revisão de Delano Mothé.) |
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