A Fusão das Três Grandes Disciplinas.

(Pedagogia, Psicologia e Orientação Espiritual integradas no plano extrafísico de vida.)

Benjamin Teixeira
pelo espírito Ana Augusta (*).

Na Espiritualidade, não distinguimos a função de ensinar da de tratar. Psicologia e Pedagogia andam de tal modo entrelaçadas, que não nos é possível diferençá-las. O professor ensina tratando, ao passo que o psicólogo trata ensinando.

É deste modo que, muito além das proposições metodológicas da atual psicopedagogia do mundo físico – que foca mais a questão das deficiências cognitivas dos alunos –, na nossa esfera de ação, o orientador religioso, o professor e o terapeuta agem em comum acordo, numa atividade interdisciplinar que, de um modo geral, educa plenamente o indivíduo, favorecendo-lhe a integração e amadurecimento psicológicos, rumo à plenitude espiritual na dinamização de suas potências adormecidas.

Há uma excessiva segmentação das disciplinas do saber, no presente momento, no domínio físico de vida, na Terra, que induz profissionais a enxergarem o ser humano de forma fragmentada, bloqueando-os de vislumbrarem-no em sua totalidade, em sua natureza orgânica e integrada.

O reducionismo que impera atualmente nas ciências precisa ser revisto, e, de fato, logo uma nova onda paradigmática questionará os pressupostos desta doutrina absurda, anticientífica. A felicidade não está em neurotransmissores, nem a inteligência, em sinapses. O ser humano é bem mais complexo, profundo e subjetivo do que pretendem fazer crer, ingenuamente, as atuais escolas de ciências, incluindo as biológicas. O futuro, porém, corrigirá as excentricidades da superficial perspectiva microscópica do fenômeno humano que hoje pervaga nas academias do orbe.


(Texto recebido em 29 de abril de 2007. Revisão de Delano Mothé.)

(*) Ana Augusta é respeitável matrona desencarnada que compõe as falanges de mestres espirituais do Salto Quântico.

Sopros de Sabedoria – 77.


(Momento apropriado a desenvolver a fé e a espiritualidade.)


Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Redobra tua atenção (o que Nosso Senhor denominou de “vigilância”), quando te sentires cansado ou triste, raivoso ou desanimado, irritado ou enciumado, excitado ou eufórico. É quando os desejos, emoções e paixões mais açulados estão que as comportas do psiquismo jazem mais vulneráveis aos assaltos das forças constituídas das trevas, da desagregação, do mal.

Ter fé, paciência, esperança e bom ânimo, quando tudo está bem, é o esperável, razoável e natural. Assim, entende que o momento de maior dor é também o de maior teste e oportunidade de geração e desenvolvimento de valores para o espírito eterno.

Continue lendo

Na Sala de Aula com a Grande Mestra da Grécia Antiga.

(Capítulo 8 de “O Instituto Voltaire”.)


Benjamin Teixeira
pelo espírito
Gustavo Henrique.

Gerard decidiu, naquela noite, reunir-se às amigas Jannete Gordon e Joan Harrison, Leonard e mais uma quarta figura, a irmã Teresinha Louis, devota e circunspecta matrona de meia idade, extremamente afinada com as outras duas educadoras. Os cinco, funcionando, sinergicamente, como uma só alma, adentraram o salão privado para reuniões com o Plano Sublime, onde havia instalada uma câmara para manifestação tridimensional de imagens à distância. Para darmos uma idéia, em linguagem moderna, deste sistema avançado de comunicação, assemelhar-se-ia a um televisor de tela plana, para projeção em três dimensões e altíssima definição, no tamanho exato de toda uma parede da pequena sala, que poderia, assim, virtualmente, dependendo da cena projetada, duplicar de tamanho ou muito mais que isto.

O dirigente do Voltaire vinha de braços dados às duas norte-americanas desencarnadas, carinhosamente, como se conduzisse duas filhas muito amadas, que não tinham pudores também em revelar seu afeto puro, com as duas mãozinhas apoiando cada braço ofertado pelo professor, com sorriso franco e muita ternura. Já Teresinha Louis, mais reservada em tais arroubos afetivos, bem típico a uma ex-freira de origem francesa, seguia dois passos atrás, com Leonard, igualmente apoiando-se no braço do lingüista, mas numa postura bem mais reservada, acompanhada, nisso, pelo solene Leonard.

Continue lendo

17 Anos Depois…


(17º aniversário de atividades públicas do Salto Quântico, dentro de quase vinte de trabalhos espíritas do médium.)


por Benjamin Teixeira

1990. Havia acabado de acontecer a Queda do Mundo de Berlim… O mundo estava em polvorosa… e feliz, numa explosão de otimismo como há muito não se via, após a noite escura do sinistro período de quatro décadas da fase histórica que ficaria conhecida como Guerra Fria. A União Soviética aprofundava sua crise, que desembocaria em seu esfacelamento no ano seguinte, acabando com a polarização pré-apocalíptica das superpotências nucleares.

Na minha vida pessoal, enfrentava ainda os paroxismos de fortes conflitos íntimos com a faculdade de Direito, terminara de visitar Chico Xavier pela primeira vez (em fevereiro daquele ano), quando me resolvi por rabiscar alguns textos-ensaio, para distribuir com pessoas queridas mais próximas, o que desaguou na oportunidade de publicação, com uma amiga da família que tinha acesso à imprensa. Expus o material à avaliação da empresa, e, de fato, em 26 de abril daquele já longínquo 1990, foi publicado meu primeiro artigo na imprensa, no já extinto “Jornal da Manhã”: “A Dor” (*).

Continue lendo

Gênios do Espírito em Andrajos.


(Minoria de espíritos superiores reencarnada na Terra e os traços identificadores de tais personalidades mais desenvolvidas.)


Benjamin Teixeira
pelo espírito
Gustavo Henrique.

Eles são muito raros, mas os há encarnados na Terra – espíritos velhos, experimentados por miríades de reencarnações de aprendizado e expiação, que, descritas em minúcias, entonteceriam a imaginação mais fértil.

Passam, normalmente, incógnitos. Não são necessariamente seres de luz (anjos ou santos, como se costuma dizer, ou, pelo menos, como se imagina devam ser anjos ou santos), mas podem ser nobres o bastante para que as pessoas comuns, se pudessem saber de suas verdadeiras intenções ocultas, caíssem-lhes de joelhos, estupefactas.

Mestres, fazem-se de discípulos ante os próprios discípulos, para lhes estimular o crescimento; e ouvem, pacientes e humildes, os remoques de alunos indisciplinados e arrogantes, que se sentem, pela postura despojada de vaidades destes professores, em condições de os doutrinarem e repreenderem. E eles (mestres) os escutam, como se estivessem aprendendo, retraindo a própria luz, para não ofuscar a retina do ego dos aprendizes empedernidos.

Continue lendo

Sopros de Sabedoria – 76.


(Luz em meio à crise, à desilusão e à dificuldade.)


Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Por vezes, sente seu peito crivar-se de dores excruciantes. Os beneficiados não se dão conta de seus esforços, e lhe minam as forças, a ponto de sentir a vertigem do abismo, da falência de sua energia para prosseguir. Os filhos o azucrinam, o cônjuge o estiola, o chefe o esmaga, os subalternos o consternam, os amigos o traem e o abandonam à míngua de socorro…

Se este panorama se assemelha ao que vive atualmente, está você, então, no momento augusto da prova, em que deve dar “prova” a si mesmo e a seus superiores, no Plano Sublime, do quanto, verdadeiramente, está preparado a gravitar para esferas superiores do espírito.

Continue lendo

Sopros de Sabedoria – 75.


(Como reagir ante surtos de arrependimento e culpa.)


Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

A luz da verdade chega até você, e nota seu coração cobrir-se de trevas, com o vislumbre do panorama dos erros que poderia ter evitado no passado. O arrependimento se faz atroz e a dúvida se lhe instala até mesmo sobre a qualidade do próprio caráter.

Todavia, amigo, argüimo-lo, do fundo do coração: que progresso não gera uma nova perspectiva, e que nova perspectiva não promove a avaliação diferente de si e do próprio comportamento, bem como do universo como um todo? O fato de enxergar falhas em sua conduta de outro tempo é prova inequívoca de que realmente se aprimorou, e de que, como galgou novo patamar de maturidade e lucidez, pode ver o que antes lhe estava vedado à visão embotada. Ironicamente, portanto, a percepção de um ontem ruinoso indica um hoje ridente de promissoras possibilidades para o amanhã. Destarte, entristecer-se com o passado é, paradoxalmente, um indício de que se deve alegrar com o presente, em função de uma possibilidade de porvir venturoso que se lhe descortina à frente.

Continue lendo