Espírito Eugênia-Aspásia

18 de março de 2007
 

Culto do Evangelho com Eugênia – 04.

(Aproveitamento da juventude nas atividades espirituais; o império do ego e a felicidade.)


Benjamin Teixeira e o espírito Eugênia.


Reunidos na comensalidade tão peculiar às mais antigas tradições cristãs, palestrávamos espontaneamente, em grupo reduzido de companheiros, quando o relógio, mais uma vez, convidou-nos ao “Culto do Evangelho no Lar”. Música ambiente acionada, o livro “Fonte Viva”, clássico da denominada “literatura complementar” (à Codificação kardequiana), psicografado por Chico Xavier no longínquo 1956, em nome do espírito Emmanuel, foi aberto ao acaso, ofertando-nos o capítulo 161, intitulado “No Esforço Comum”. Após a prece inicial, proferida pelo palestrante e escritor sergipano Jácome Góes, outro conviva procedeu à leitura, igualmente sorteada, de “O Livro dos Espíritos”, que nos deu a estudo a questão 277. Por fim, compulsando-se as páginas de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, recebemos o item 2, do capítulo VII, a exame reflexivo. O conferencista local já citado foi convocado a explanar brevemente sobre os textos lidos, ao término do que, concentrando-me para o trabalho da canalização mediúnica, o espírito Eugênia traçou uma mensagem a companheira presente, congratulando-a pelos 30 anos de vida, 12 dos quais já dedicados a intensa atividade na causa da imortalidade. Em continuidade, a doce e sábia mentora grafou outra página instrutiva, comentando os escritos clássicos e as opiniões da tarde fraterna de meditação.

Pelo caráter de interesse coletivo de que se revestiu a missiva psíquica dirigida à amiga encarnada, pedimos-lhe licença para trazê-la aqui a lume, de molde a beneficiar mais pessoas. Ambas as mensagens seguem abaixo:

“Aponho aqui os meus cumprimentos à cara companheira (…), que dedica os anos de ouro da adultidade jovem às conquistas excelentes do espírito. Enquanto tantos, na humanidade terrena, só lograrão despertar para as questões transcendentes da alma e da eternidade, quando adentrarem a maturidade física, aproximarem-se da senectude do corpo material ou sofrerem colapsos existenciais sérios – como a perda de entes queridos, a falência, o desemprego ou a enfermidade –, adianta-se ela, desde a adolescência, como revelado hoje na conversa entre os companheiros encarnados, a fazer, pelo próximo e por si mesma (por conseqüência), tudo que possa promover a bem-aventurança do Reino dos Céus prometido por Jesus, há já dois mil anos, e que só tem seu alvorecer determinado por escolhas de caráter inalienável e intransferivelmente pessoais.

Parabéns, cara (…)! Você, minha filha, escolheu a ‘melhor parte’ (*).”

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“Muito agradecida pelo ensejo fraterno da palestra amiga. Gostaria, tão-somente, de aditar aos comentários já enfeixados pelo companheiro Jácome Góes a importância de reconsiderar o quanto podemos fazer por nossos queridos irmãos em humanidade, exercitando pequenos gestos de humildade, de boa vontade e de bondade.

Muito comum, no cenário das relações humanas, que impere o ego, como diretriz axial a conformar atitudes. No instante em que se puser o coração, a vocação, o ideal, acima das estipulações do capricho ou do interesse de ordem pessoal, estaremos engendrando uma verdadeira revolução de costumes, de paradigmas e de valores, favorecendo o raiar de uma nova era de propósitos felizes e realizações paradisíacas.”

(Texto organizado em 17 de março de 2007. Revisão de Delano Mothé.)

(*) Eugênia cita Jesus, no drama famigerado de Marta e Maria, a que remetemos o prezado leitor: Lucas, 10:38-42.
(Nota do Médium)




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