Espírito Gustavo Henrique

17 de março de 2007
 

Vitória.

(Pressupostos para viabilizar o triunfo.)

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Gustavo Henrique

Medita, prezado amigo, na brevidade da existência e põe-te em guarda contra comportamentos que não se coadunam com a perspectiva da imortalidade. Olha rapidamente, em retrospecto, os vultos respeitáveis da História, e notarás, entre grandes nomes ou pequenos, entre santos ou tiranos, gênios ou imbecis, o signo da impermanência a gritar para os mais moucos ouvidos: “A vida física passa célere! Acorda, companheiro, do teu sono de ilusões, e desperta para a vida que te diz, agora mesmo, que és mensageiro da esperança ou promotor da desagregação, conforme as escolhas que fizeres!”

Portanto, caro amigo, em vez de te renderes à pachorra sinistra que te invade a alma, infiltrando-se no mais recôndito de teu ser, reage e brada ao mundo teu desejo ardente de servir e realizar santamente, em nome do Senhor!

Avante, amigo! Avante! E, desta data para diante, compreende que a depressão ou o desânimo, mais que desafios à ciência, constituem convocação às energias morais do espírito, exortando-o a que se levante e aja em campo de batalha, como de fato é a existência, sobremaneira nestes momentos mais acerbos de provação. Ou seja: têm chances de vencer e ser galardoados com lauréis da vitória, não aqueles que desertam das pelejas justas e necessárias, nem os que se entregam, inermes, ao golpe assassino, mas os que, saindo “vivos” ou não da arena de guerra, portam-se varonilmente e, destarte, não desdenham do suor, da canícula e da dor, saindo triunfadores do repto que se lhes impôs.

Age assim, amigo, e vencerás também! Não acredites nas seduções baratas da cultura dos controles remotos, da velocidade da internet, ou da prontidão dos serviços pagos à distância. Usufrui destes benefícios, quanto possas, mas, acima deles, recorda que o superesquema que estrutura a realidade é composto de frustração, amargura, luta e decepção, entre os pontos de ventura que naturalmente se buscam. Logo, para seres vencedor, na seara do Senhor (tanto quanto em qualquer campo de atuação), haverás de facear o inelutável, na vida de todos os heróis: esforço sacrificial, renúncia, suor, sangue e lágrimas, ou, se preferir, em alternativa, terás novamente tudo isto, na derrota medonha dos covardes desertores, dos preguiçosos parasitas ou dos irresponsáveis sem idealismo!…


(Texto recebido no dia 16 de março de 2007. Revisão de Delano Mothé.)




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