Benjamin Teixeira de Aguiar

2 de março de 2007
 

Todos Somos (ou Deveríamos Ser) Trabalhadores do Bem.

(Culto do Evangelho com Eugênia – 01.)

Benjamin Teixeira e o espírito Eugênia.

Reunidos em um grupo seleto de amigos, no habitual almoço de meio-dia – que antecede, no meu lar, o culto diário do Evangelho das 13h –, nesta quinta-feira, 1º de março, trocávamos idéias sobre a mídia nacional, que propala, cada vez mais freqüente e abertamente, idéias e princípios espíritas, pela indiscutível realidade de que tratam, quando, então, fomos convidados, pela disciplina do tempo, ao início dos trabalhos espirituais.

Foi posta em execução música tranqüilizante, e, em seguida, eu mesmo dei início ao culto, fazendo, à guisa de “preparação do ambiente”, a “leitura inicial” do artigo “Há Muita Diferença”, do clássico de Chico Xavier, psicografado em 1950, de autoria do espírito Emmanuel: “Pão Nosso”. Jácome Goes proferiu a prece de abertura, com seu natural brilho devoto, ao que nossa querida Aline Rangel abriu, ao acaso, página de “O Livro dos Espíritos”, que nos ofereceu à reflexão a questão 850. Por fim, o estimado irmão pela alma Delano Mothé compulsou, igualmente de modo aleatório, “O Evangelho segundo o Espiritismo”, que nos apontou à meditação o item 1º do Capítulo XV. Entre uma e outra leitura, comentários lacônicos deste ou daquele conviva, a respeito do significado dos três textos lidos e da “interessante” correlação entre seu conteúdo. A psicosfera que pervagava na sala de jantar era de suave reverência mística…

Feito isto, pus-me em concentração, a fim de oportunizar a fala de nossos orientadores albergados no plano extrafísico de vida, passando a grafar, primeiramente, mensagem pessoal para uma das irmãs em ideal presentes, em que a mentora espiritual Eugênia expunha curiosa ocorrência que se dera pela manhã (e que, obviamente, não era de meu conhecimento), tranqüilizando-a quanto a conclusões negativas sobre si a que havia chegado, denegando-lhes fundamento.

Antes de subscrever a missiva psíquica, do modo amoroso que lhe é típico, Eugênia ainda aludiu ao fato de a querida confreira ter percebido, mediunicamente (a destinatária é médium ostensiva), no correr daquela mesma manhã, a presença de duas figuras desencarnadas de seu círculo de parentela pessoal da atual reencarnação, confirmando-lhe as ”visitas” amorosas (a moça de fato corroborou o dado apresentado, bem como o anterior, fora do que eu poderia saber).

Procedida a leitura da mensagem pessoal após sua psicografia, dispus-me a dar continuidade à recepção do pensamento da mestra desencarnada, quando ela, então, grafou, celeremente (na forma mais tradicional: grafite sobre folhas de papel em braço), um texto singelo e didático (mas, como sempre, inatacavelmente sábio), do qual extraímos a parte não-pessoal (Eugênia, neste outro discurso epistolar, fez alusões íntimas a outros dois dos convivas, naquele banquete de Luz):

“(…) Todos trabalhamos pela renovação da Terra, não importando se com grande contribuição ou pequena, se somos precoces ou não, se gênios ou não, se médiuns ou não, se oradores ou não, se santos ou não.

Em última análise, cada um será cobrado não pelo tanto que tenha feito, mas pelo quanto poderia realizar. Eis por que, nas mensagens ‘selecionadas’ para estudo, pelo método da sincronicidade, na abertura casual dos livros, o tema gravitou em torno da prática do bem, independentemente das condições de realização do indivíduo, se em meio à abundância ou à penúria de recursos, cuja acepção devemos estender para uma interpretação mais ampla, não os restringindo, tão-somente, às posses materiais, mas distendendo-lhes o significado a todo potencial e riqueza cultural, psicológica ou moral de um ser humano.

Para, de fato, concluir esta reflexão, recordemo-nos da máxima crística: ‘A quem muito foi dado, muito será pedido’.”

Em seguida, parentes desencarnados começaram a dar breves recados aos que compunham o pequeno “colégio de almas irmãs” (nos dizeres da própria orientadora excelsa), ainda por intermédio de minhas faculdades mediúnicas. A mentora espiritual de uma das companheiras mais velhas falou sobre questionamento que esta havia feito, pela manhã, em suas preces, respondendo-lhe de modo confortador. O mentor de uma outra amiga tratou de planejamentos existenciais delineados por ela, na noite anterior, e chamou-lhe a atenção para o fato de que a pupila não sentira a presença amorosa de querido ancestral seu – como costuma notar, nestas ocasiões –, pois que ele realmente não estava, naquele momento, ao seu lado. Todos os itens, naturalmente, fora de meu acervo de memória.

Por fim, a própria Eugênia tornou a falar (à distância, pela psicofonia – como estava fazendo desde o princípio do culto, teleguiando-o, em meio a uma linda paisagem florida e ensolarada) e se voltou para uma outra das amigas partícipes da assembléia de condiscípulos do bem, passando a dissecar seu estado de espírito em prece, na noite anterior, com especial atenção a uma fixação que a aturdia, igualmente ofertando-lhe palavras consoladoras.

A prece final, que já havia sido levada a cabo, antes de o intercurso mediúnico ser encerrado (porque, num certo instante, supus que houvesse acabado), foi proferida por outra amiga, indicada por Eugênia.

Estávamos todos em estado de graça.

Nos cumprimentos de despedida, uma elegante senhora, entre nós, com a mão delicadamente pousada no peito, indagou-me, quase num sussurro, lançando-me de chofre, com chispas de energia nos olhos:

- Benjamin! Será que nós merecemos isto?

Ao que respondi, incontinênti:

- Não! Esta enxurrada de bênçãos é decorrente da infinita misericórdia de Deus, atuando em nossos caminhos, para que façamos um bem maior a outras criaturas e à coletividade como um todo.

Partimos para nossa tarde de tarefas profissionais, e, obviamente, saímos em paz… quase em êxtase, como sói acontecer nestas ocasiões de inaquilatáveis dádivas do Céu.

Podemos testemunhar, com toda segurança, prezado leitor: nunca, realmente nunca estamos sós. E, se quisermos um tratamento e atenção especial do Plano Sublime de Vida, sejamos os primeiros a dispensar socorro a nossos irmãos em humanidade. Quem mais ajuda é mais ajudado… Vale lembrar uma magnífica frase de efeito que Eugênia lançou, pouco antes de interromper seu fluxo de comunicação conosco, ao fim do culto:

“Que cada um viva, se não o amor pleno, ao menos a gentileza… a ternura… a bondade…”

(Texto composto em 1º de março de 2007. Revisão de Delano Mothé.)

Homenagem
(ou, como seria melhor dizer, Justo Reconhecimento):

Nesta sexta-feira, 2 de março, é completado o primeiro aniversário da atuação efetiva e competente de Delano Mothé, na condição de revisor das mensagens do site e de todo o conteúdo gráfico de nossa organização, além de participar, com muito denodo, da direção de divulgação do Salto Quântico.

Inteligente e polido, centrado e idealista, leal aos amigos e devoto a Deus e Seus Representantes, os bons espíritos, completamente desapegado e com vocação ao sacrifício pessoal pelo bem coletivo, é um exemplo vivo do que um espírita e cristão sincero deve ser: um parâmetro, no presente, do homem do futuro.

Benjamin Teixeira
Aracaju, 1º de fevereiro de 2007.


Aviso:

Juntamente ao serviço para assinantes deste nosso sítio eletrônico, o lançamento em fascículos, por aqui, do romance psicografado, de autoria espiritual de Gustavo Henrique, foi transferido para a próxima semana.

(Nota da Equipe de Edição)




Cadastre-se e receba mensagens por e-mail: