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Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.
O Apocalipse, o profundo, sibilino e quase ininteligível livro da Bíblia, que encerra a coletânea basilar sagrada da cristandade, alude ao “anti-Cristo” como uma figura personificada; entretanto, numa perspectiva simbólica, numa leitura mais adequada para a complexidade e profundidade do texto reputado a João Evangelista, pode representar mais um estado de consciência ou um padrão de comportamento que propriamente uma pessoa de fato. Em passado recente, mulheres que se perfumavam e se maquiavam, bem como usavam roupas alegres e tinham conduta expansiva, eram imediatamente taxadas de mulheres de vida vulgar, niveladas a prostitutas e cortesãs. Por aquele tempo era ainda comum deixarem-se mulheres analfabetas, sob pretexto de que seria propiciar confidências com amantes, à distância, por cartas de amor, o saberem ler e escrever. E não raras desceram a óbito desnecessariamente, por ser considerado impudico serem examinadas por médicos homens. Porque, é claro, mulheres não tinham acesso ao meio acadêmico, contando-se nos dedos das mãos as figuras femininas que ostentaram o título de médicas antes do século XIX. Continue lendo Benjamin Teixeira
em diálogo com o espírito Eugênia.
Eugênia, nossos leitores desejariam saber como é o mundo espiritual. Quando morremos, para onde vamos? Outros autores desencarnados já falaram sobre isso, mas desejaríamos obter sua visão a respeito. Sem dúvida, posso. O mundo espiritual constitui uma mera continuação das aflições, aspirações, bem como da vida intelectual, afetiva e moral de quem esteja no plano físico de vida e sofra o decesso do corpo. O organismo de carne é simplesmente um aparelho biológico para manifestação do ser pensante, em certa ordem de freqüência existencial, assim como a Física revela ser a dimensão material aquilo que está incluso num determinado espectro vibratório de elementos subatômicos. Desvencilhando-se do arcabouço animal, o indivíduo trafega para a dimensão espiritual condizente com seus gostos, afinidades, interesses e caráter. Assim, veremos viciados acoplarem-se a grupos de viciados, atormentados na outra dimensão em busca de “vasos vivos” (os encarnados que partilhem da mesma ordem de dependência), para dar continuidade às suas expansões de desequilíbrio. Os pervertidos e malévolos consorciam-se, de sua parte, com aqueles que se afinam com seu modo de ser, conjugando-se a planos mefistofélicos, azucrinando indivíduos e multidões de encarnados, com sua inspiração medonha, dando asas à sua compulsão de poder, ainda que aplicado no mal. Aqueles, todavia, detentores de relativos patrimônios de moralidade e de virtude, cumpridores de seus deveres profissionais, familiares e sociais, gravitam para circuitos de pensamento e sentimento que se coadunam, igualmente, com sua condição mais civilizada. Destarte, colônias, cidades, instituições, verdadeiras organizações avançadas para fins humanitários, científicos, filosóficos e religiosos estruturam-se na nossa dimensão de vida, oferecendo aparato comunitário àqueles que almejam aprimorar suas qualidades, bem como devotar-se às atividades do bem, inspirando, por exemplo, os encarnados que desejem contribuir para o progresso da humanidade ou apenas realizar o melhor pelos entes queridos sob sua responsabilidade. Continue lendo Benjamin Teixeira
em diálogo com o espírito Irmã Brígida.
Querida Irmã Brígida, esteve você em internação conventual. Tem algo a dizer sobre isso? Sim, um grande desequilíbrio da condição humana. O trabalho religioso será, além de um esforço de ascese para Deus, um empenho de integração com nossos irmãos em humanidade, porque, como nos disse Jesus, se não amamos ao nosso irmão, que vemos, como amaremos a Deus, que não vemos? Não pode haver ascese mística, sem, primeiramente, termos vivenciado pleno serviço de amor e solidariedade a nossos semelhantes, em quem devemos ver Nosso Senhor Jesus, como Ele mesmo disse: que estaria em Seus menores irmãos. Continue lendo Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.
Não por acaso, o Natal, conforme as convenções do calendário em vigor, acontece apenas uma semana antes do Reveillon, para que façamos a reflexão natalina associada à transformação de nossas vidas. Logo, mais do que apenas cogitar, precisamos planejar e imediatamente aplicar, em nossas existências, o que foi conjecturado como melhor, no período das elucubrações das celebrações de fim de ano. Imprescindível considerar, entrementes, para que se tenha eficácia no exercício das mudanças aplicadas, três itens fundamentais: Continue lendo
Benjamin Teixeira
em diálogo com o espírito Eugênia.
Eugênia, você teria algo a nos dizer, para este Natal de 2006? Sempre há o que se falar, quando se trata de Nosso Senhor Jesus e Suas idéias excepcionais, intemporais, revolucionárias, salvadoras. Vivemos uma era de quebra de paradigmas. As pessoas estão cansadas de hipocrisias, e exige-se, cada vez mais, das criaturas humanas, coerência entre propósitos e comportamento, além, obviamente, da premissa implicada nesta assertiva: a existência (a definição prévia) de propósitos. Cristo representa o nosso ideal, a vocação da alma, o conclamo do coração. Quem não segue um princípio de transcendência, necessariamente se frustra. É impossível ser feliz sem o espírito de serviço a Algo Maior que o ego e seus interesses rasteiros de sobrevivência imediata. Claro que há personalidades em nível de maturidade inferior, que, portanto, têm menor necessidade de viver o espírito. Mas, neste caso, estamos falando de indivíduos excessivamente fisiológicos, primitivos o bastante para estarem próximos da condição animal. Quem for algo civilizado sentirá premências psíquicas diferentes da mera satisfação dos impulsos de sobrevivência no corpo de carne. E, além dos ímpetos do ego – que empolgam, mas não realizam –, imprescindível ouvir-se a voz da consciência que diz: “Sirva, sirva!…” Continue lendo Benjamin Teixeira de Aguiar Reage, agora, à conclamação da Vida. Não aguardes que a crise, a dificuldade e a luta te amarfanhem a alma e te tisnem o ideal, para que tomes prumo no campo do essencial. Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia. (Para ler a parte inicial deste artigo, clique na opção “Mensagens Anteriores” e selecione a que foi publicada ontem. Esta segunda parte foi toda recebida já em casa do médium, diferentemente da primeira, captada, inicialmente, na reunião pública do domingo passado, no Espaço Emes, Aracaju, Sergipe.) Diagnosticou-se, recentemente, a síndrome dos que “amam demais”, denominação que julgo inapropriada, já que se trata, em verdade, de indivíduos que amam erroneamente, e, amiúde, nem sequer amam, apenas sendo dependentes da pessoa que julgam amar, quando não são francamente tirânicos com o objeto de seu pseudo-amor, não lhe autorizando, por exemplo, o direito de não os querer na intimidade, ou de poder ser quem é, realmente. Continue lendo |
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