Artigos sobre mediunidade

24 de novembro de 2006
 

Pneumatofonia: a Fala Direta dos Espíritos.

por Benjamin Teixeira (*).

Vim hoje discorrer, com os prezados leitores, sobre um fenômeno curioso, arquimilenar (nas Igrejas do Cristianismo nascente, era muito comum), atualmente raro, mas, sem sombra a dúvidas, impressionante: a pneumatofonia. Não se trata de psicofonia, processo através do qual, como se diz no vernáculo, “incorporado”, um médium fala em nome de uma entidade alojada no plano extrafísico de vida. A pneumatofonia existe quando, sem o auxílio da garganta de uma personalidade encarnada, uma inteligência despojada de veículo orgânico se faz perceber, fisicamente, como uma voz no ambiente.

Trazemos o assunto à baila por provocação de recente episódio em nosso núcleo de estudos (embora a maior parte de ocorrências do gênero acabe sem publicidade, dada a enormidade de eventos que se dão, a todo dia, numa comunidade com vários médiuns ostensivos como a nossa). A audiência mediúnica é comumente confundida com a pneumatofonia. Nesta última, uma voz é notada, num dado ambiente, por todos os presentes no plano físico, e não apenas por um ou dois (que podem ser médiuns ostensivos). A ocorrência que vamos relatar, por exemplo, deu-se com pelo menos três pessoas comprovadamente desprovidas de quaisquer atributos psíquicos que lhes pudessem propiciar ouvir o “Outro Lado”.

A pneumatofonia está inclusa no capítulo das ectoplasmias, ou seja, dos fenômenos de materialização, “latu sensu”, e processa-se por meio da criação de ondas sonoras ou pela modulação das já existentes, para a geração de manifestações diretas de sons da dimensão astral de vida.

Para dar um caráter documental de testemunho – obtida a natural vênia de cada um dos citados, para exposição de seus nomes –, estávamos em grupo pequeno, constituído de sete pessoas: Gilmara Andrade, outra amiga que preferiu ficar incógnita, as irmãs Aline e Úrsula Rangel, Paulo Soares e minha prima Priscila Teixeira, além de minha própria pessoa. Reunimo-nos para nosso habitual culto do Evangelho diário, na quarta-feira, 22 de novembro. Eugênia, ela mesma (às vezes, outros amigos espirituais ou parentes dos presentes se comunicam), dirigiu-se aos presentes, endereçando-lhes, como sempre, recomendações e consolo sobre assuntos e acontecimentos fora de meu conhecimento (apesar de os que comparecem a estes cultos serem, normalmente, meus amigos, a Espiritualidade Superior escolhe algo da rotina de cada um, que esteja fora de minha memória, para dar comprovação de constituir-se uma manifestação genuína do plano espiritual).

A certa altura dos exercícios psicográficos, percebi que alguém quebrara a regra do silêncio (para favorecer o recolhimento indispensável em tais ocasiões) e sussurrava baixinho à mesa, mas num volume suficientemente audível para incomodar a concentração. Com minha experiência de quase duas décadas de trabalho mediúnico, sabia, claramente, tratar-se de uma onda sonora propagada no próprio ambiente físico, e não de uma captação por psicoaudiência (embora, ironicamente, esta possa se tornar tão clara quanto uma voz no plano material). A voz de tal modo insistiu, que levantei os olhos (posso fazê-lo, sem “romper” o transe, pelo grau de forte automatismo que desenvolvi em mais de 18 anos de convívio com o espírito Eugênia) e constatei que a companheira que eu supunha sussurrar com a colega ao lado estava completamente imóvel e com a boca cerrada.

Terminamos o culto com a prece final, após lidas as mensagens pessoais (leio-as entre a recepção de cada carta psíquica), e, então, resolvi comentar algo sobre o tal fenômeno da voz. Como suspeitara, tratou-se, de fato, de uma vibração na atmosfera da sala, de modo que todos haviam ouvido e, inclusive, supuseram provir a dita voz do mesmo ponto da sala de onde, segundo impressão minha, houvera ela promanado, contando com a própria pessoa tida como a causadora dos ruídos, que notara alguém lhe falando, em voz baixa. Uma das irmãs Rangel, repetindo o meu gesto, chegara a abrir os olhos, a fim de verificar se a tal companheira estava realmente falando, e, também como eu, percebeu que ela se encontrava, no estranho instante da manifestação pneumatofônica, inteiramente quieta e calada.

Eram os bons espíritos a nos oferecerem, por acréscimo da Misericórdia Divina, mais uma prova inconteste de sua existência. Todos ficamos em êxtase, e nos comprometemos, mais uma vez, a dar o melhor de nós mesmos pela libertadora causa da Espiritualidade Sublime…

(Continua na próxima semana, com a EVP (“Electronic Voice Phenomena”: “Fenômeno das Vozes Eletrônicas”. Revisão de Delano Mothé.)

A Mais Moderna e uma das Maiores do País.

Entre 700 e 900 pessoas se aglomeram nas concorridíssimas palestras de Benjamin Teixeira, proferidas todo domingo. Jácome Goes faz a prece inicial. Enriquecendo a noite, há ilustrações com trechos de filmes e a espetacular fluência, cultura e vanguardismo de Benjamin, coroada com a fala de sabedoria ímpar da bondosa Eugênia, o guia espiritual do Salto Quântico, pela mediunidade do próprio conferencista. Para completar, antes dos passes individuais, ocorre a deliciosa e libertadora “Entrega a Maria”, conduzida pelo nosso líder. Por fim, a proteção e orientação da Espiritualidade Superior para todos que se habituam a comparecer ao evento. Além de tudo isso, uma equipe de maduros voluntários está disponível para aconselhamento gratuito, e recursos audiovisuais ilustram desde a prece até os avisos finais. O que você pode estar fazendo de mais interessante que tudo isto junto, no domingo, às 19h30min? Este, que é o melhor e maior entretenimento “cult” da cidade, e, sem dúvida, o mais moderno do país, tem entrada franca e acontece no Espaço Emes.

Delano Mothé, Diretor do Departamento de Divulgação e Edição do Salto Quântico.

Fonte: http://www.saltoquantico.com.br




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