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17 de janeiro de 2006
 

Aplicação do Tempo.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Como aplica seu tempo?

Quando oferece seus esforços à organização em que trabalha, procura fazer seu melhor?

É diligente e responsável com compromissos assumidos na seara profissional?

Procura estudar, sistematicamente, matérias relacionadas ao seu, como a áreas afins de seu campo de conhecimento e ação?

Dedica parte de seu tempo livre a atividades construtivas, não só no sentido profissional, mas também no campo de suas realizações afetivas, no seio da família, da comunidade e do conjunto de amigos?

Quanto, no seu trabalho, tem aplicado do ideal? Quando desencarnar, não se lhe cobrará ter trabalhado mais ou menos, mas ter feito mais ou menos por seus irmãos em humanidade.

Cuidado, sobremaneira, para não ver seu serviço meramente como fonte de subsistência material e trate de entendê-lo como a forma de a sociedade se organizar para assimilar sua utilidade ao bem comum. Assim, faça, dentro do horário pré-estipulado de serviço ou fora dele, algo além de sua obrigação, apenas pelo prazer de ser útil. Ou, melhor ainda: dedique-se a ocupação voluntária, em que se sinta exercitando sua humanidade, em sua expressão mais pura de gratuidade, generosidade e incondicionalidade.

Por fim, e mais importante que tudo: lembre-se de que somente lhe será contado, em última análise, em termos de evolução consolidada, o quanto desenvolveu de sabedoria e amor nos arquivos de seu espírito, como estrutura de sua alma. Com esta perspectiva, ser-lhe-á mais fácil avaliar o quanto pode ou não estar acertando nas escolhas profissionais, para que, mais tarde, não venha a se dar conta de ter dado as costas aos mais importantes patrimônios da vida, como a família e sua vocação, para, tão-somente, haver devotado o melhor de seu tempo e de sua energia, na condição de mera peça na engrenagem da rotina financeira, sua e de uma instituição.

(Texto recebido em 16 de janeiro de 2006.)




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