Espírito Irmã Brígida

8 de novembro de 2005
 

Gelo Moral.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Irmã Brígida.

Almejam congelar-te as iniciativas.
A inveja, a má vontade, o vício e a maldade unem forças em torno do propósito de derruir-te o moral.
Intentam consumir-te a fé, denegando-a de todos os modos possíveis, e apontam-te o abismo, como saída única para a situação.

Abre o olho, companheiro. Estás num mundo de provas e expiações. Por isto, o desejo sincero de crescer e despertar é cercado por toda forma de ataque, incluindo os mais sutis, que visam a minar o ânimo do bom combatente do bem. Isto, entretanto, amigo, ocorre com permissão divina, como processo inevitável na caminhada de todo aprendiz da espiritualidade, para que consolide seus intentos de crescimento e sintonia com os desígnios do Alto.

Reergue-te agora, por meio do esforço da prece. Retorna a teu posto de serviço e não vaciles. Deixa que Deus renove a atmosfera em torno de teus passos, e, enquanto isto, trabalha, trabalha…

Crivado de dúvidas, segue, ainda assim.
Sem saber se vale a pena teu esforço, faze o melhor a cada momento, mesmo assim.
Caluniado, enxuga as lágrimas, e prossegue, sem desânimo.
Abandonado pelos companheiros da primeira hora, continua em serviço.
Sentindo-te desfalecer, caminha, a despeito da vertigem de queda que o molesta.

Estás atravessando fase difícil de teste de perseverança no bem? Pois bem: isto é natural. Persiste, e lograrás o fortalecimento psicológico, moral e espiritual que é a finalidade subjacente a esta crise.

Por fim, se o desejo é orar menos: ora mais ainda.
Se o ímpeto é de não trabalhares e renderes-te à depressão, põe-te ainda mais operoso nas obras da boa-vontade.

Sim, espairece teus pensamentos, relaxando com teus amigos, em lazer de qualidade e bom gosto.
Sim, procura refazer tuas forças, em repouso adequado a tuas necessidades.
Mas tem cuidado com todo convite excessivo ao descanso e ao afrouxamento do empenho em fazer o teu máximo. Muita vez, em forma de inocente grelo de cansaço ou nota de descaso, a erva daninha do mal finca suas raízes nas almas dos mais incautos, lá deitando toda sorte de “sortilégio” maligno, ao propiciar, pelo padrão de indiferença, enfado, tédio e falta de disposição ao trabalho e à luta, toda ordem de desastre e retrocesso na vida do discípulo desatento da verdade.

(Texto recebido em 8 de novembro de 2005.)

 

 




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