Espírito Eugênia-Aspásia

25 de outubro de 2005
 

Curioso Diálogo sobre Auto-Confiança e suas Variantes Positivas e Negativas.

Benjamin Teixeira
pelos espíritos Eugênia e Temístocles.

– Temístocles, meu caro amigo, que você teria a dizer a respeito? – perguntou a mentora Eugênia, provocando o diálogo didático.

– Caso perdido… Como fazer ver a quem não quer ver o óbvio? – respondeu Temístocles, em tom enigmático e significativo.

– Poderia ser mais claro, dentro do que você pretende afirmar, em caráter de sugestão a esta pessoa?

– Que é possível realizar muito mais, quando o indivíduo está aberto a realizar mais, e que a criatura tem seus potenciais castrados, na medida em que se supõe limitada a parâmetros mais estreitos de desempenho. A auto-confiança, a visualização de metas mais altas, a fé em Deus – e no ser humano, por conseqüência – são características indispensáveis, pré-condições básicas, elementos imprescindíveis a que se faça mais e com melhor qualidade, em nome não só do bem próprio mas, sobremaneira, do bem comum. É isto que desejaria falar a esta pessoa…

Porém, contrabalança suas assertivas, com tom de ironia fina, para outro jovem que ouvia a conversa e se empolgava indevidamente:

– Ora, ora, ora! – quem é este rapaz sobranceiro, que se imagina fora de riscos? É aquele que segue para o despenhadeiro da morte, do abismo da derrota, por não se perceber vulnerável a quedas, pela natural falibilidade humana, traço comum a todo ser humano.

O rapaz se preocupa, e logo complementa Temístocles:

– Ora, ora, ora! Isto pode ser convertido em autoconfiança genuína. Sentimento de onipotência é um delírio, um surto quase psicótico – daqueles que se julgam acima das leis, da moral, de tudo e de todos, acreditando que o mundo deva girar em torno deles, como grandes bebês crescidos, narcísicos até a medula das mais íntimas estruturas de sua psique. Auto-estima bem consolidada confere inamovível fé em Deus, desdobrada em confiança em si, como instrumento d’Ele – este padrão psicológico, sim, e não o da arrogância e da presunção, é o que todo trabalhador heróico da espiritualidade deve pugnar por adquirir, e primar por desenvolver, porque, assim, estará preparado para quaisquer batalhas e desafios da existência.

E concluiu com:

– Ora, ora, ora! Nada tem acontecido de grave. O que importa é que, a partir de hoje e para sempre, tomem-se novos referenciais de fé e de conduta, porque, deste modo, estará o indivíduo se capacitando a realizar muito mais e com maior qualidade.


(Mensagem recebida pela psicoaudiência e pela psicofonia, na reunião mediúnica fechada de 11 de outubro de 2005.)

(*) Elementos identificadores dos destinatários são retirados de tais textos, para lhes preservar a privacidade, quando vêm a lume; tanto quanto, por outro lado, de um modo geral, as mensagens de ordem pessoal já tendem a ser construídas de modo a não serem publicadas.

(Nota do Médium)

 




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