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10 de outubro de 2005
 

Pagando débitos espirituais

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eustáquio.

Paga, feliz, teus débitos com a retaguarda. Podes até julgar retrógrado este pensamento de carma, como uma dívida a ser saldada; mas, em muitos aspectos, é uma idéia que facilita o entendimento do mecanismo complexo de compensação que rege os processos de encadeamento de eventos na existência humana.

Não adianta reclamar e se debater, como sabes. Assim, após tomadas providências práticas para a solução de qualquer pendência, cabe continuares operante e tranqüilo, aguardando que o tempo, em nome de Deus, pelos canais de tua auto-disciplina, cicatrize feridas e cure enfermidades crônicas da alma.

Estás abatido? Trabalha um pouco mais, a serviço da alegria geral.

Estás deprimido? Rende graças a Deus, e espalha amor por onde passares.

Estás te sentindo frágil e cansado? Faze ainda mais pelo bem comum, e cala tua fadiga, em trabalho de utilidade para os semelhantes.

Hoje ou amanhã, a tristeza se converterá em festa espiritual e a derrota em êxito, assim como a conta bancária “no vermelho” passa ao “azul”, desde que os depósitos sejam maiores que os saques, por tempo bastante.

Se teu coração sangra, batendo com dificuldade, ora, sorri, e dá um pouco mais de ti mesmo. Quem ama, dá, mesmo que sem retribuições, e descobre a maior de todas as compensações: o amor de Deus, no imo do próprio peito, vibrando em forma de paz, sentimento de dever cumprido, de bondade e de estar sendo protegido e suprido em toda necessidade real, de qualquer natureza que seja por uma Fonte Suprema e Inesgotável de Amor e Providência.

Recorda-te da passagem de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, ínsita no item 9, do capítulo 14: “As grandes provas – escutai-me bem – são quase sempre o indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus.”

Assim, aceita, abraça e acolhe, no teu íntimo, teu martírio oculto. Para muitos, podes parecer o que não és. Para ti e para Deus, entrementes, és o que deves ser: amor, trabalho e silêncio, em teu posto de serviço, a que custo seja, já que, por mais que haja incompreensão e loucura, em torno de teus passos, seguirás sempre oferecendo bênçãos de paz, esclarecimento e amparo, ainda que esquecido ou incompreendido pelos próprios beneficiários da véspera.

Lembra-te do Cristo olvidado, no alto da cruz mística, representação do suplício arquetípico de todo espírito em busca de ascese; e ora, em secreto, para o Criador Amantíssimo, que sempre te ouve:

“Pai, Pai: perdoa-os, porque não sabem o que fazem”.

(Texto recebido em 9 de outubro de 2005.)




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