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Fim de Ciclo em Relacionamentos (*).Benjamin Teixeira
Quando a vertigem do mal enlouquece seus entes queridos, deixe-os passar. Não admita ficar sob saraivada de impropérios. Se alguém surta, numa explosão de fúria, retire-se do ambiente e só volte a falar com a pessoa ou a procurá-la – caso julgue possível uma reconciliação – quando ela tiver retornado a um padrão mínimo de normalidade. Mas, se você supuser impossível refazer a harmonia de uma relação saudável, abdique do contato, da intimidade e mesmo da amizade. Seja fraterno, ajude, respeitada a devida distância, mas não force uma amizade que se tenha tornado impraticável (por distonias e incompatibilidades profundas que se tenham feito ou descoberto entre você e a pessoa que o atacou) para que a amizade não se converta em inimizade. Quando “a hora chegou” do término de um ciclo, seja ele de que for, de um aprendizado, de um relacionamento, de um trabalho, forçar a manutenção do vínculo com a pessoa, instituição ou cidade a que se enlaça, faz com que os avisos do fim de ciclo fiquem cada vez mais intensos, e, portanto, dolorosos e destrutivos. Por isso, desligue-se civilizadamente do amigo complicado, para não ter que conviver, à distância, com um inimigo declarado. Não queira ver para crer, neste capítulo perigoso da experiência. Pode ser tarde demais para reverter as conseqüências de sua escolha equivocada, em nome, talvez, de falsos princípios de moral e espiritualidade, e caro demais o preço de sua teimosia, quiçá ao custo de sua própria vida.
“- A total indissolubilidade do casamento decorre da lei natural ou apenas da lei humana? - De uma lei humana, aliás, muito contrária à natural. Os homens, porém, podem modificar suas leis; só as leis naturais são imutáveis.” (Texto recebido em 24 de junho de 2005.) You must be logged in to post a comment. |
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