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Benjamin Teixeira
Hoje asilas n’alma desespero aparentemente sem solução. Viste a última muralha de resistência de tua fé ruir fragorosamente, ante os tufões incontroláveis do “destino”. Pensaste, consigo: “Não há mais como seguir – preciso abrir falência de mim mesmo, a fim de retomar os cacos do próprio espírito e concatená-los como possível.” Revê, porém, este ponto de vista. Quando mais escura se faz a madrugada, é sinal de que o alvorecer está para chegar. Pensa que, por mais duro seja o momento que atravesses, logo mais a Divina Providência te propiciará recursos compensatórios, a fim de que possas prosseguir, trabalhando e servindo, amando e ensinando, aprendendo e crescendo sempre. Canaliza a dor da decepção, para a construção de paradigmas novos de fé e de ideal. Aproveita o ensejo do desastre, para refletir sobre caminhos melhores para trajetórias futuras. Benjamin Teixeira
Contemplas, desolado, o céu despedaçado de teus sonhos de mocidade. O coração, amargurado como nunca dantes pudera achar possível, aflige-se, à beira do abismo; a ponto de a morte se te afigurar promessa ridente, em meio a uma cacofonia de pensamentos conflitantes, em desalinho, desesperados. Renova, agora mesmo, amigo, os quadros que te compõem o estado de espírito. Vê que, a despeito de tudo, em todos os dias ressurge a alvorada, alvitrando, alegoricamente, que também na existência humana, há alternância de dias angustiosos e felizes, edificando crescimento, propiciando aprendizado.
Benjamin Teixeira
Eugênia, numa entrevista concedida a grande semanário brasileiro, um filósofo francês combate abertamente as grandes religiões monoteístas (cristianismo, islamismo e judaísmo) e a crença em Deus, de reboque, por supor que instilam no homem o seu pior. Sugere que a filosofia deveria substituir a religião, e que se deve pregar o ateísmo, para que o ser humano possa ser realmente livre, principalmente para uma política hedonista de existência. Poderia nos elucidar estas questões? Benjamin Teixeira
Querida filha: Procuraste-me, lavada em lágrimas. Recebeste o fel da ingratidão e mesmo do escárnio às mais belas florações do teu espírito, justamente da mais amada das criaturas que escolheste como eleita do teu coração. ‘Inda mais, percebeste-te isolada de amigos e familiares, sem condições de desabafar com praticamente ninguém. E, assim, buscas-me, em prece, sopitando, dificultosamente, a eclosão de dor e mágoa que te vai n’alma… Benjamin Teixeira
Talvez você espere provas dramáticas daquilo que, em tese, no sentido convencional, ortodoxo-científico, não pode ser provado. As magnas realizações da fé, da espiritualidade e do amor não podem ser submetidas a experimentos laboratoriais ou às tabelas estatísticas de um matemático, assim como, igualmente, as expressões de amor dos pais pelos filhos, e até os teoremas complexíssimos da economia, do mundo financeiro; o mesmo se dizendo dos patrimônios inaquilatáveis da cultura, como os universos paralelos da literatura ou os cosmos criados por mentes sensíveis: as obras-primas de artistas plásticos de diversas nacionalidades e épocas. Notemos que, em muitos sentidos, a experiência religiosa, espiritual terá caráter não-comprovável. Não será possível, em muitos sentidos, materializarmos o que, por excelência, não pode ser manifestado diretamente no mundo material. Todavia, lembremo-nos, também, de reversa maneira, que a realidade psíquica é a base fundamental da realidade humana. Psicólogos, neuropsiquiatras e mesmo físicos afirmam categoricamente que o que o vemos não é exatamente o que existe na realidade dita externa. E se isto acontece no plano do material, imaginemos o que não se dá nos aspectos mais subjetivos e conceituais da realidade humana: enxergamos, neles, em verdade, a quase todo tempo, projeções do que habita nosso próprio mundo interior. Benjamin Teixeira
Se você se sente triste, telefone ou dirija-se a alguém, e seja, para esta pessoa, amor, doando fraternidade, compreensão, alegria e fé. Se você se sente incompreendido e atacado, ofereça o ombro amigo e acolhedor àqueles que jornadeiam pela vida em piores condições que as suas. Movimente-se. Jamais se entregue aos tentáculos da dúvida, do medo, da suspeita. Cuidado com os sentimentos de desconfiança que lhe são injetados contra pessoas queridas e causas do bem. As Forças das trevas pugnam por lançar as pessoas umas contra as outras, principalmente quando laços sagrados as irmanam, como no seio das famílias, entre cônjuges harmônicos, entre colegas de trabalho sinceramente comprometidos com o ideal do serviço, entre companheiros de atividade religiosa, genuinamente devotados ao espírito cristão. Ore, quando se sentir assaltado por pensamentos e sentimentos mesquinhos, e faça algo no sentido de desfazer quaisquer mal-estares havidos entre você e as pessoas que se desenham à sua imaginação como “inimigos” ou “obstáculos” à sua felicidade. Em fazendo isto, com freqüência maior do que supõe possível, perceber-se-á em lamentáveis e crassos equívocos de interpretação, mesmo que seja pessoa muito perspicaz na leitura do comportamento humano ou médium muito sensível às captações telepáticas. Os seres humanos têm a lamentável tendência de se acreditarem aptos a adivinhar os pensamentos e as intenções alheias, quando, amiúde, apenas projetam suas fantasias e neuroses a respeito dos outros. Benjamin Teixeira
Eugênia, um tema me vem à mente, que até pode soar fútil para algumas pessoas, mas que, pelos efeitos sobre as massas e o inconsciente coletivo, e também para demonstrar ao nosso público que tudo tem sentido e é supervisionado pelos Agentes de Deus, gostaria de lhe expor à análise. É que, neste ano de 2005, completamos 50 anos de dois eventos históricos do cinema. O primeiro é o cinqüentenário do principal clássico da considerada maior estrela de cinema de todos os tempos, Marilyn Monroe, “O Pecado Mora ao Lado”, em que ela interpreta ela mesma e em que aparece na famosa cena de segurar a saia que flutua, sob efeito de uma baforada de exaustor de refrigeração. A segunda efeméride é a da morte de Carmen Miranda que, 10 anos antes, em 1945, chegou a ser a atriz mais cara de Hollywood, no ápice da “Política da Boa Vizinhança”, levada a cabo pelo governo norte-americano, no transcurso da Segunda Grande Guerra. Pode-nos falar algo sobre isto, e perdoa-me antecipadamente, se o tema for frívolo demais? |
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