Espírito Eugênia-Aspásia

21 de março de 2005
 

Sopros de Sabedoria – 42.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


Todo sepultamento constitui uma forma de incubação (*), e, como tal, de renascimento. A metáfora da semente no ventre da terra, comprimida, sufocada e dilacerada, no tormento da ruptura de suas estruturas íntimas, para a germinação da planta. A alegoria da lagarta, aprisionada viva, no túmulo da crisálida, para, na tortura da metamorfose, ressurgir transfundida em borboleta. O paciente grave, em operação cirúrgica de emergência, no simbólico leito fúnebre da sala de cirurgia, sendo vivissecado e mutilado tecnicamente por profissionais da cura, e na eletrônica encubação (*) posterior da UTI, para, em seguida, reaparecer, vencida a convalescença, renovado, no viço e na vitalidade, na saúde e no equilíbrio orgânico. São todos exemplos do que pretendemos dizer.

Atente-se, assim, para estas sugestões místicas da vida, e, não se assustando com seus momentos ruins, faça deles períodos de fermentação criativa, a fim de que renasça deles em nível mais alto de consciência, equilíbrio, sabedoria e fortaleza interior.

É para isto que existem as crises; inclusive a crise da morte orgânica, em que o espírito se liberta do jugo da matéria, para adejar, livre, em direção aos planos maiores de vida: renascimento, renovação, melhoria sempre!

(Texto recebido em 20 de março de 2005.)


(*) Além da invariável sabedoria de seus comunicados (o que é essencial, em verdade), brincando com as palavras, Eugênia, uma mestra da lusofonia (quando meus filtros mediúnicos não atrapalham seu discurso), apresenta, neste brevíssimo artigo, as duas formas corretas da grafia de “incubação” ( e “encubação”), enriquecendo a beleza artística do texto, para os que se expressam no idioma de Camões.

(Nota do Médium)




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