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Diálogo sobre o Sesquicentenário de Aracaju.Benjamin Teixeira
Eugênia, nossa cidade comemora, agora, seu sesquicentenário (*1). Teria algo a dizer? A capital de Sergipe toma, presentemente, as proporções que foi destinada a ostentar, desde seus primórdios. Na metade do século XIX, quando foi planejada e fundada – não por acaso à época da produção de “O Livro dos Espíritos” – havia já a previsão de que atingiria as dimensões de que se aproxima: um milhão e meio de habitantes, pouco mais, pouco menos. Hoje, com seus quase um milhão de encarnados residentes, na região metropolitana, Aracaju começa a exibir o porte para a missão a que foi predestinada. Que missão? Existem outras áreas de serviço associadas a esta missão do Estado, como, por exemplo, missionários na área política e administrativa, tanto de Aracaju, como de Sergipe? Sim, e há um, em particular, que já se faz perceber (*3), alma nobre, experimentada em existências sucessivas no poder, e que, muito embora, em pretérito remoto, tenha se comprometido seriamente neste setor, atualmente desceu com elevados e sérios compromissos de ordem superior, firmados com as altas autoridades espirituais do estado de Sergipe. Mas não é o único. Um grupo inteiro de espíritos bem-intencionados, representantes do Plano Maior de Vida, desceram juntos à reencarnação com este fim: o deliberado propósito de criarem uma nova era de eficiência, prosperidade e organização sócio-política neste rincão do Nordeste, de conformidade com outros estados-membros do país. Entretanto, por aqui, os planejamentos foram mais criteriosos, para favorecerem o início da Era Maria Cristo. Grandes técnicos em urbanismo, respeitáveis idealistas da condução das massas estão entre vocês, muito embora mais associados a um sujeito em particular, o a quem aludimos, e já começaram a se fazer notados, inobstante vários continuem em fase preparatória, e mesmo os que já iniciaram atividades, estejam apenas no intróito do desdobramento de suas tarefas pré-programadas para a presente existência física. Ele (e eles) podem fracassar? Obviamente. Nenhuma missão é garantida, em sua conclusão a contento, porque se trata de delegação divina ao livre-arbítrio humano, que pode sempre esquivar-se ao reto cumprimento de seus deveres e compromissos pré-estipulados antes da reencarnação. As paixões humanas, neste campo de programáticas existenciais, são até articuladas, a fim de que tudo se encaixe no feixe dos propósitos divinos, mas é muito comum tais paixões se desgovernarem, e o ideal se converter em repasto ao personalismo inferior e a toda ordem de desatinos e desvios ético-morais. Entretanto, estamos confiantes de que a probabilidade de êxito (ao menos parcial) deste projeto é alta, já que, realmente, tanto a personagem principal deste drama, como a maior parte de seus auxiliares, constituem-se de almas realmente sinceras no propósito de servir à coletividade e ao seu progresso. Mais algo a dizer? Que este grupo está em ascensão. Uma era política encerrou-se em Sergipe, com velhas oligarquias saindo do poder, dando espaço ao “sangue novo” das novas gerações, não só no sentido etário, mas também de valores e ideais. Agradecido. Exoremos a Deus abençoe este trecho do Brasil, a pátria do Evangelho, já que aqui é o “Coração do Coração do Mundo” (*4), d’onde se irradiará a maior festividade espiritual da Terra, o Natal de Maria Cristo, que veio para ficar… para sempre… (Diálogo travado em 10 de março de 2005.) (*1) Aracaju, a segunda cidade do mundo construída conforme o plano xadrez (depois de Berlim), foi fundada em 17 de março de 1855, por ocasião de quê houve a transferência de capital da então “Província” de Sergipe Del Rey, anteriormente fixada em São Cristóvão, a quarta mais antiga cidade do país, após somente Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. (*2) Começamos as exibições nacionais para parabólicas, em janeiro de 1996, embora nosso programa de TV já estivesse em transmissão meramente local, desde janeiro de 1994. (*3) Discretos, os espíritos superiores não indicam claramente missionários, que devem ser intuídos por suas obras e não anunciados por vias “metafísicas”. Por outro lado, podem malograr em sua designação divina. (*4) Eugênia faz paráfrase com a profecia de Humberto de Campos, por Chico Xavier, lembrando que Sergipe tem formato geográfico semelhante a um coração, no que seria o “lado esquerdo do peito do Brasil”. (Notas do Médium)
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