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Benjamin Teixeira Aquela moça que passou desavisada, e não o cumprimentou: 1) Poderia estar distraída. 2) Poderia estar muito mal e não quisesse ser grosseira com você, no estado de espírito em que se encontrava, assim evitando falar-lhe. 3) Poderia estar envergonhada. 4) Talvez, de fato, não estivesse disposta a acenar para você. Seja como for, porém, cabe-lhe sempre o dever da tolerância e da caridade, fazendo-se gentil e fraterno em todas as circunstâncias, porque, ainda que aquela pessoa o odeie, deve você estar sempre aberto ao perdão e à conciliação, enviando-lhe mensagens de paz e reconforto que lhe tranqüilizem a alma dorida, porque nunca saberá você a que vertigens de dores ocultas terá sido ela conduzida para assim se encontrar, consternada e amarga. (Texto recebido em 31 de outubro de 2004.) Benjamin Teixeira Desafio… sinta-se desafiado pela vida – a dar mais, a fazer mais, a ser mais. Em toda parte, encontrará você exortações a dar mais e melhor de si, para que sua passagem pelo plano físico se dê o mais produtiva e criativa que seja possível. Por quanto tempo acha que estará encarnado? Seu corpo tem data de validade. Tem uma quota de energia e um potencial de realização que, dentro em certo tempo, esgotar-se-ão. E, então, que tipo de bagagem, em termos de sentimentos e valores construídos estará levando consigo, de par a que legado de realizações estará deixando empós sua estada na dimensão física? Não aguarde pelo momento crítico, para descobrir que é crítico demais para que possa fazer mais alguma coisa. Então, este é o momento, esta é a circunstância, estes são os companheiros. Manifeste seu ideal, faça o que seu coração lhe pede e seja feliz, fazendo a felicidade de outras pessoas. (Texto recebido em 31 de outubro de 2004.) por Benjamin Teixeira 20 anos atrás… Era 7:25 h de 29 de outubro de 1984. Mamãe batia à porta do meu quarto, insistentemente, tentando acordar-me. - Benjaminzinho – disse-me, ato contínuo ao eu abrir a porta – o seu Floca está morrendo. * * * * * Em princípio eu detestara aquele apelido, na verdade uma corruptela do nome que eu dera ao meu coelhinho de estimação, criada por uma das funcionárias de nossa casa. O nome original havia sido “Ploc”. Mas o fato é que, inconscientemente, adorei o tal do “Floca”, talvez porque soasse mais transcendente, menos associado a definições sexuais ou culturais (havia uma marca de chicletes, à época, com esse nome), e, assim, “Floca” acabou sendo o nome que eu mesmo incorporei para chamar meu anjinho de pelo. Floca era um coelhinho daqueles branquinhos de olhos vermelhos. Era a alegria de minha chegada em casa, do Colégio: vê-lo correndo em minha direção. Orgulhava-me de parecer ele tão inteligente como um cão doméstico. No ápice da minha adolescência, por um hábil mecanismo de defesa psicológica (assim interpreto hoje), Floca era o “único” ser que eu amava verdadeiramente. Continue lendo Benjamin Teixeira Agradece a Jesus a oportunidade que te foi ofertada de conviveres com aqueles que privam contato contigo. É possível que desejes esposa mais amorosa ou marido mais atencioso; filho mais obediente; patrão mais consciencioso; amigos mais leais e camaradas; companheiros de jornada mais presentes e justos. E, é óbvio, podes buscar e deves, não só melhorar a situação que vives, como até buscar outras, que melhor se afinem com o seu modo de ser e tuas atuais necessidades relacionais. Entretanto, antes de te precipitares a decisão dramática, no carreiro de tua existência, considera que Jesus sabe sempre o de que precisas: O narcisismo do colega iconoclasta, que tem o prazer de te atacar a fé, conduz-te a níveis mais profundos de maturidade e serenidade, reforçando as fibras da própria convicção, pois que estará sempre sendo testada, enquanto aprendes tolerância e perdão, no mesmo tempo em que, paradoxalmente, aprendes a cultivar a coragem de dizer o que tua consciência pede, sem medo de passar por ridículo ou ser ainda mais atacado. A companheira pouco dotada de beleza física, ensina-te a amar além das aparências, quanto o esposo sem beleza na alma te leciona a difícil lição de amar, sem ser amada. O chefe semi-esquizofrênico e paranóico ensina-te administração da própria vida em regímen de caos e crise; enquanto o filho adolescente, em voragem de angústias íntimas, rebeldia e desmazelo com as próprias responsabilidades sugere-te ponderação e constitui-te desafio à inteligência e ao coração, transfundindo-te a alma, da condição de discípulo da Vida a mestre de almas. Continue lendo Benjamin Teixeira Relacionamentos genuínos implicam crises episódicas de ajuste e conhecimento recíproco em maior nível de profundidade, porque não só a própria mente é um mistério a si, como a psique do outro ainda mais, sem contar os processos inevitáveis de falha de comunicação, mudança íntima e experiências singulares por cada um vivenciadas que não necessariamente são partilhadas pelo outro, gerando motivos válidos de “descoincidência” de pontos de vista ou de valores que precisam ser aclarados, sob a luz do diálogo fraterno, mas franco, caso se pretenda manter o relacionamento num nível de sincera cumplicidade num nível íntimo. Relacionamentos sem brigas ou discussões, é relacionamento inconsistente, superficial ou mentiroso (ou uma conjunção de tudo isso), em que um ou dois se anulam, em função de uma calma relacional doentia, que prenuncia a paralisação da alma e o assassínio da sinceridade. Diante disso, não suponha que discordância seja sinal de distonia entre você e seu ente querido. Melhor que as divergências façam-se visíveis, no nível de consciência, que reprimidas, no campo da sombra psicológica, a assombrarem a harmonia da relação. Não se preocupe em ser sempre “bonzinho”. Este princípio é particularmente válido se estiver num relacionamento íntimo. Diga o que pensa ser importante ou essencial, com jeito, com amor, mas invariavelmente com sinceridade, a fim de que não deixe pendências graves ficarem ocultas na senda de seu destino, como uma bomba relógio que, se não desativada em tempo, pode fazer em pedaços o que foi longamente construído no transcurso, às vezes, de toda uma vida. Hoje, pode você ter discutido com o amigo ou o cônjuge, o irmão ou o filho, o pai ou aquele camarada para toda obra. Mas, se o fez para refletir, claramente, para o interlocutor estimado, a verdade de seu coração, para que ele, de sua parte, possa refletir a dele para você, fez algo imprescindível e vital para seu vínculo afetivo, embora doloroso, desconfortável ou apenas incômodo. Por fim, atente-se para, na mesma medida em que reclama, saiba emular. Na mesma proporção, no mínimo, que lança palavras duras, oferte palavras de afeto, acolhimento e estímulo fraterno. Se você se converter em crítico contumaz, desista de ser ouvido, porque falará sozinho, enquanto o outro cria defesas para seu discurso, quer o declare ou não. Em contrapartida, se você se mantiver como “mãezinha boa” ou “amiguinho bom”, amolentará o caráter de seu “objeto” de amor, a ponto de inviabilizar, inclusive, sua relação com ele. (Texto recebido em 24 de outubro de 2004.) Benjamin Teixeira Chamado a arbitrar em questões melindrosas, mantenha a sintonia da serenidade e procure auscultar, acima de tudo, a voz do bom senso, da razão e da paz. Mantenha distância emocional de ambos os lados, e procure preservar, acima de tudo, o espírito de fraternidade universal, assim pugnando para que parte a parte sejam beneficiadas, em função do bem comum e da paz geral. Não se deixe seduzir pelas paixões dos interlocutores – muita raiva e muita certeza da verdade podem indicar, tão-somente, o desequilíbrio passional de quem está preocupado em estar com a razão a todo custo e levar vantagem de todo jeito. Lembre-se de que nunca terá conhecimento completo de cada lado e que, de qualquer forma, lutar pela concórdia é sempre o melhor negócio. Portanto, seja qual for a circunstância a que seja conduzido, mantenha-se como fio de prumo da sabedoria e da ponderação, recordando-se de que seus amigos espirituais o estarão inspirando, focado, por fim, em orar a Deus, com confiança e persistência, entregando a Ele-Ela o resultado e o encaminhamento de todo o processo de negociação e moderação, na certeza de que, se os ânimos estão exaltados e a razão parece fenecer, a Infinita Sabedoria será sempre o norte da verdade, tudo reconduzido ao ponto de equilíbrio indispensável ao desdobramento do melhor. (Texto recebido em 22 de outubro de 2004.)
Wellington Viana. Benjamin Teixeira Em considerando a faculdade da psicovidência, tão invejada e almejada pelos tarefeiros de reuniões mediúnicas e dentre filões espíritas e o discipulado da fenomenologia psíquica, recordemo-nos de outra forma de visão: a visão do espírito. Enquanto estamos preocupados em dilatar os potenciais paranormais de nossa alma, esquecemo-nos do fundamental – enxergar com maior percuciência aquilo que é essencial: Ver as expressões de afeto daquele que muitas vezes não tem condições de manifestar o seu amor verdadeiro; Continue lendo |
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