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Benjamin Teixeira Eugênia, aproveitando o ensejo das Olimpíadas, poderia nos dizer algo a respeito? Sim, que se trata de uma iniciativa missionária, cuja inspiração é proveniente das altas freqüências de consciência, administradoras ocultas do globo, de proporções e importância incomensuráveis para os que a observam do plano físico, mas que, em resumo, poderíamos dizer que canaliza o impulso belicoso dos povos, assim extravasando tensões internacionais na arena pacífica dos esportes. Observe-se que quanto mais ativa uma nação no campo das disputas desportivas, menos envolvida costuma ser em confrontos belicosos. O fato de que a maior parte dos países que participam de competições olímpicas de modo mais qualificado, digamos assim, serem também as sociedades mais organizadas, democráticas e desenvolvidas do mundo, não implicaria também serem menos guerreiras? Ou seja: o participarem dos jogos com valor não seria um efeito de serem menos guerreiros e não uma causa? A questão é por demais complexa, muito embora, seu raciocínio também tenha fundamento. Nenhum fator, porém, em caráter exclusivo, fomenta um evento de proporções gigantescas, globais, como as Olimpíadas dos Tempos Modernos. Para dar um exemplo, os Estados Unidos são a expressão máxima de sociedade avançada, em termos mundanos, participa gloriosamente das Olimpíadas, mas, mesmo assim, eis que está sempre presente também, em manifestações de agressividade em campo de batalha, muitas vezes tomando a iniciativa do primeiro ataque. Portanto, pelas exceções também conhecemos o princípio. É necessário haver uma válvula de escape coletiva para as energias agressivas represadas. Os jogos de futebol, por exemplo, acompanhados nos Estados Unidos e no Brasil (cada um em sua modalidade diferente), por milhões de homens “enfurecidos”, bem denota isso. Diversos campeonatos por ano funcionam como espécies de drenadouros de concentrações de violência. Imaginemos se, ainda com tais válvulas de concentrações psíquicas deletérias, os americanos são tão agressivos, como não seriam se não houvesse tais recursos moderadores da agressividade?… Continue lendo Benjamin Teixeira Semírames era jovem linda e encantadora. Mas seu coração nobre levou-a a escolher a renúncia às alegrias pessoais, para melhor balsamizar as dores alheias. Ouvi-a dizer-me, em prece, que não poderia casar, nem ter filhos, para melhor poder se dedicar ao crescimento de sua obra de amor, pelos menos favorecidos do mundo. Fitei-a triste, mas resolvi intervir em seu favor. Alma sensível de mulher, sabia-a carente de um ombro amigo, e resolvi lhe conceder a presença de alguém especial perto de si, ao menos para os anos da maturidade e da velhice, ainda que não contasse com a expressão do sexo ou dos liames íntimos do matrimônio. Assim, enviei-lhe um espírito a que se enlaçara, séculos sucessivos, pelos elos sagrados do coração, na condição de filho amantíssimo, que lhe veio ao coração, pelas vias da adoção. Hoje, é jovem promissor que lhe ajuda na obra de caridade indiscriminada, que acabou de se casar, e mora, junto à sua mãe e sua esposa, no lar cercado de filhinhos risonhos, os netinhos que tanta minha amada pupila mereceria ter… e hoje tem, além dos inúmeros outros, às centenas, que ela soube nutrir, com a linfa inesgotável de seu coração de mãe da humanidade… Às vezes, a provação existe e é inexorável, mas a misericórdia divina sabe criar compensações, para aqueles que sabem ver e ser gratos. (Texto recebido em 26 de agosto de 2004.) Benjamin Teixeira Em janeiro de 1918, já havia ficado clara a iminente derrocada da Alemanha, até mesmo para os mais pessimistas opositores ao regime. O mesmo se diria da Alemanha nazista de ’45. Não havia dúvidas de que a bancarrota do Füher estava próxima (*). O mesmo se pode dizer de situações iminentes, na vida particular de indivíduos. Prognósticos mediúnicos acontecem em regime semelhante, embora menos óbvio, de análise. Quem de fato analisa tendências, procura por dados concretos. Quem intui tendências precisa sentir “algo no ar”, uma energia que pode ser captada e lida, uma certa vibração que contém informações e que, com isso, comunica acontecimentos que estejam para acontecer. Assim, quando vir uma premonição se concretizar, vaticinado por um paranormal ou um médium, não suponha que o livre-arbítrio das criaturas envolvidas na ocorrência tenha sido derrogado, ou que a liberdade individual seja um engodo. Apenas, compreenda isso: perto de ocorrer, certos eventos já estão certos, nos horizontes do destino, de modo que divisá-los é natural para quem é dotado de uma sensibilidade mais aguçada para a pré-cognição. (Texto recebido em 26 de agosto de 2004.)
(Nota do Médium) Benjamin Teixeira Quando você não ouve a voz do seu coração, tudo escurece em sua vida. Nada pode ter luz, quando a Luz fundamental não foi introduzida na vida do indivíduo. Se você não quer dar atenção ao seu ideal; se prefere viver em função de banalidades da rotina, premências da matéria ou solicitações da vaidade, não estranhe que sua vida se turve e sua alegria seja toldada de tédio indefinível. Quer recuperar a alegria dos primeiros tempos? Então, ouça a voz da sua alma, que lhe diz preste atenção à família, aos amigos do ideal (família espiritual), aos projetos da solidariedade, ao estudo profundo do ser e suas implicações para a eternidade. Se você despreza o essencial, não lhe causa nenhuma estranheza que sua vida pareça destituída de sentido. O significado surge quando se ouve o próprio cerne. No âmago da criatura, jaz a finalidade de existir e agir no mundo. Ouça-o. (Texto recebido em 26 de agosto de 2004.) Benjamin Teixeira Há alguns anos atrás, visitei jovem mãe que se deitava sobre leito de pedra, na via pública. Choramingava baixinho, lamentando a própria sina, com o seio carente de leite, o rebento no colo, esquálido. Olhou em volta, e viu que, em meio à noite, jovem de idade similar à sua desfilava em carro aberto, coberta de glória, riqueza e fama, papel picado sendo atirado do alto dos edifícios, a multidão a aplaudi-la e aclamá-la, frenética. Angustiada, perguntava-se por que Deus permitia haver disparidades tão grandes entres Suas criaturas. Quarenta anos se passaram. Visitei hospital da Terra, onde minha pupila jazia internada. A grande diva do cinema havia sido reduzida a um punhado de ossos sobre a cama, vítima da cirrose hepática. Uma sombra quase inacreditável, na deformidade da beleza feérica que a engalanou na juventude e fora totalmente sepultada no tempo, pobre, esquecida e sozinha, pois que nem filhos ousara ter, para não prejudicar as formas perfeitas de mulher-fatal que tanto a celebrizaram. Em meio a grande angústia, lembrou-se de seu passado de glória, e perguntou-se por que Deus lhe permitira provar tanta glória, para “roubá-la” toda depois. Foi, a essa altura das reflexões, raptada de seus pensamentos pela presença de um médico que se dobrou sobre seu catre de dores acerbas, e ouvi-o dizer: - Senhora, minha mãe soube que era minha paciente e soube também de sua situação, e pediu que viesse aqui e lhe desse atenção especial. Encantada com a deferência a que não mais estava acostumada, apesar de tão adulada na juventude, rasgou um rebotalho de sorriso, sobre as faces enrugadas e flácidas, e, curiosa, indagou: Continue lendo Benjamin Teixeira Quase sempre a tristeza começa com um motivo razoável. A questão, porém, é que a tristeza não é razoável. O motivo é razoável, como concitação à preocupação sensata; como estímulo à ação, corrigindo o que deve ser corrigido; como um incentivo à lucidez e mesmo a posturas defensivas mais eficazes. Mas a tristeza é completamente contraproducente, já que retira forças ao indivíduo, forças que seriam fundamentais ao soerguimento do moral, viabilizando o êxito, ao propiciar saúde emocional, criatividade e energias para a reação construtiva. Não estamos postulando uma alegria irresponsável, inconsciente e tola, a la Pollyanna. Outrossim, muito longe estamos de propor as idéias epicuristas de hedonismo inconseqüente, imediatista e egocêntrico. A felicidade deve ser procurada não como uma euforia passageira, que consome, amiúde, a consciência, mas como um estado permanente de realização íntima, por se sentir a alma ditosa, na trilha da verdade e do bem, algo que custa, não raro, gratificações temporárias, em troca de satisfações duradouras, de conquistas permanentes. A consciência em paz, dessa perspectiva, é elemento imprescindível, constituindo mesmo o piso para qualquer forma genuína de felicidade; e a consciência, freqüentemente, exige trabalho árduo, disciplina, equilíbrio das emoções, renúncia a futilidades, desapego do eu e das posses materiais. Continue lendo Benjamin Teixeira Triste de quem vive a vida apenas a colecionar mágoas. A vida é tão rica para ser preenchida com lamentações!… Se alguém realmente tem razão de se lamuriar, então é porque está no momento de dar uma reviravolta em sua vida. Está transferindo poder para fora, quando deve reencontrar a força dentro de si. A circunstância apenas reflete um convite da Vida ao indivíduo passar para outro nível de consciência. Se a situação é insuportável ou inadmissível, saia dela. Entretanto, se você julga que deve tolerá-la, então, trate de mudar o padrão, e concentrar-se no melhor lado. Ele o destratou. Ou ignore, dando atenção a outros amigos e/ou veja o que, na sua conduta, pode ter dado espaço ao comportamento menos desejável da parte do outro. Ela o traiu. Ou perdoe ou se desvincule, partindo para outra experiência. Mas não fique curtindo ressentimentos, raiva ou depressão. Não compensa, não faz sentido, é pura perda de tempo, de energia, de oportunidades de ser feliz. Economize dor. Continue lendo |
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