Espírito Eugênia-Aspásia

14 de julho de 2004
 

Impulsos da Alma.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Fique atento aos tipos de impulsos de sua alma. Normalmente são eles considerados à conta de direitos inatos da criatura, aspirações justas e corretas, quando, de fato, nem todos são. Veja o quadro a seguir. Muito embora surjam amiúde entrelaçados e a Divina Providência se utilize de impulsos mais primitivos nas humanas criaturas, em função de motivá-las à realização de obras maiores, importante, em caráter didático, para fins de auto-conhecimento e auto-domínio, distinguir as categorias gerais dos impulsos, a fim de que se possa fazer a triagem do que se deve ou não se deve encarar como válido na própria existência.

a) Desejar.
Trata-se de mera expressão de necessidades fisiológicas, a exemplo do impulso sexual ou da fome. Desejar jamais, isoladamente, torna algo justo ou devido a alguém. O desejo deve ser sempre encarado com muita cautela, por parte do ser humano sensato. Alguém, por exemplo, que se casa com outrem, motivado, basicamente, por este impulso, está, afora raras exceções, numa experiência dolorosa e primária de carma, atraindo, portanto, para si, pungentes expiações, que lhe advirão aos caminhos, como incentivo evolutivo.

b) Querer.
O ego tem suas expressões de desejo, que melhor poderíamos denominar de “querer”. Posses, prestígio, poder são algumas das formas que esse “querer” assume. Ainda não caracteriza nenhum nível de direito genuíno da criatura. Costuma, todavia, ser mascarado de interesses nobres, como o homem de negócios ganancioso que diz amealhar fortuna, em prol da família, quando, em verdade, é fundamentalmente motivado por sua avidez de posses.

c) Admirar ou invejar.
Alguém pode admirar profundamente um ideal ou uma pessoa, por certa habilidade, posição social ou posses, ou invejar ardentemente tudo isso. Tal fato, de modo algum, ainda nas expressões mais sublimes da admiração, necessariamente caracteriza alguma atividade ou circunstância como destino de alguém. A admiração e mesmo a inveja retratam aspectos internos da criatura que admira ou inveja, não implicando, propriamente, um trabalho a ser realizado em dada reencarnação.

d) Achar que se precisa.
Alguém pode achar que precisa estar casado ou ter mais dinheiro para ser feliz. Um desejo ou um querer podem ser tão intensos e profundos que realmente afiguram-se, ao indivíduo, uma necessidade. Todavia, se de fato fossem, já se teriam, ainda que de modo disfuncional ou parcial, materializado em suas vidas.

e) Achar que se deve.
Alguém pode supor que deve dar orientação religiosa aos filhos, nos moldes draconianos do passado, em tom de terror e culpa. E, obviamente, para pessoas com um mínimo de esclarecimento, tal ordem de educação presta um enorme desserviço à causa da verdadeira espiritualização das criaturas, criando-lhe distúrbios sérios e, principalmente, afastando-as de Deus. Às vezes, algo se afigura uma obrigação moral, e, ainda assim, apenas parece, sem ser, com mais freqüência do que se pode imaginar, pelas grandes limitações do saber humano. Por parecer um reclamo da consciência, muito confunde e atormenta as criaturas.

f) Precisar.
Necessidade evolutiva real da criatura, que naturalmente se manifesta em seus caminhos existenciais, como um certo nível de posse, status ou poder, que favorecem o desdobramento das tarefas a que foi designada cumprir, numa dada encarnação.

g) Dever.
Constitui o conjunto de apelos genuínos da alma, para a realização do que se deve fazer ou aprender, numa certa existência física. Apresentam-se em forma de um sentimento inequívoco de obrigação da alma, e a prova de sua legitimidade surge num inconfundível sentimento de dever cumprido e de paz de consciência.

Não menospreze, prezado amigo, essa tabela simplória, pela seu aspecto sintético. Estude-a e, principalmente, estude-se conforme as idéias que lhe forem sugeridas neste estudo. No momento em que souber distinguir claramente os níveis e naturezas dos impulsos em sua própria psique, conforme as categorias acima esquematizadas, e, principalmente, souber criar e rigorosamente seguir uma escala de prioridades dentre elas, partindo das últimas em direção às primeiras, estará se candidatando a excepcionais saltos de qualidade nos seus níveis de felicidade, paz e evolução espiritual.

(Texto recebido em 11 de julho de 2004.)





Cadastre-se e receba mensagens por e-mail: