|
||||
|
Benjamin Teixeira Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai, há muitas moradas. Não fora assim, e eu vo-lo teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. (…) Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize!” (João, 14:1-2 e 27) Como já falamos, existem múltiplas significações simbólicas para cada passagem evangélica, todas certas, quando afinadas com os princípios do bom senso e da sabedoria. Podemos, assim, entender que Jesus fazia referência, com as “muitas moradas na casa de meu Pai”, aos “lugares” na eternidade, para onde todas as criaturas se destinam, ao término de seu quase-intérmino processo evolutivo, assim fundindo-se completamente ao Criador (1); aos diversos mundos habitados, no espaço sideral (2); às múltiplas dimensões de consciência, no plano astral e além dele (3); e, por fim, às múltiplas formas de resolver um problema, de encontrar a solução para um dilema ou um impasse existencial (4), sobre que gostaríamos de nos deter. Continue lendo Benjamin Teixeira O anjo lhe respondeu: “Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te trazer esta feliz nova. Eis que ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas acontecerem, visto que não deste crédito às minhas palavras, que se hão de cumprir, a seu tempo.” (Lucas, 1:19-20.) A história do anúncio do nascimento de João Baptista a Zacarias, seu pai biológico, traz alertas importantes para a era da ciência. Homem de mente esclarecida para seu tempo, componente das classes mais cultas do povo hebreu, Zacarias questionou a revelação recebida, por não descobrir, de pronto, motivos lógicos para que pudesse se concretizar a Vontade de Deus, já que ele e sua esposa tinham idade avançada. Nesta era de cepticismo generalizado, as pessoas se dão por bem duvidar de tudo, contínua e irrefletidamente, fazendo disso um caso de consciência, como se atitude de crença indicasse uma certa ordem de transtorno ou limitação mental. A dúvida metódica, proposta por Renés Descartes, no seu clássico: “O Discurso do Método”, instaurando a filosofia científica moderna, em nada condiz com essa política medíocre e superficial do vulgo contemporâneo. Os grandes gênios científicos, salvo exceções raras, são homens de fé, como, por exemplo, Albert Einstein, que, a despeito de sua inteligência prodigiosa e alto saber matemático, idolatrado como o maior gênio vivo da Terra de sua geração, asseverou que o Mistério da criação nunca seria desdobrado para o entendimento humano. Somente a “intelectualada” de segundo calão, presunçosa e inconsciente dos próprios limites, muito estreitos por sinal, dá-se ao luxo e ao despautério de passar pelo ridículo de declarar não existir nada além do que as percepções diretas do homem atual possa alcançar. Continue lendo Benjamin Teixeira “A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria. Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe.” (Mateus, 2: 10-11) Quando encontramos o caminho da verdade, a verdade pessoal que a cada um nos afeta, sentimos o coração repletar-se de alegria, uma alegria indescritível, mas que nos cala fundo, fazendo-nos sentir haver encontrado o propósito da vida. Ao perceber esse caminho vocacional, não devemos tergiversar ao impulso de seguir o chamado de Deus e, seguindo a Luz da paz e da alegria que são sinais do Criador para nossas almas, adentremos a “casa” das edificações seguras, da realização do melhor: esse da vocação que sabemos traduzir a razão de estarmos vivos, de estarmos numa dada encarnação física. O nosso ideal pode ser menino como o Jesus-bebê, mas, se colocarmo-l’O nos braços de nosso devotamento, qual a Mãe Mística Maria, lograremos o êxito esperado de ver nosso Jesus-Menino-interior convertido em Cristo-Salvador.
(Marcos, 2:3-5) Continue lendo Benjamin Teixeira Eugênia, assisti ao controverso filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, acusado, ruidosamente, de anti-semita, nos Estados Unidos, e, lamentavelmente (não acho confortável dizer), sinto-me na obrigação de afirmar que discordo de tal acusação. Faço coro a uma autoridade católica brasileira que postulou que se o filme for anti-semita, os Evangelhos o são também. Foi o que percebi. Mel Gibson e seus colegas realizaram uma obra muito próxima de uma reprodução fidedigna dos textos evangélicos canônicos, no que tange aos momentos finais da vida de Jesus. De fato, talvez o foco na dor do Cristo, sua tortura, os detalhes horrendos da sevícia, soe de mau-gosto, mas não creio que daí se possa saltar à acusação de anti-semitismo. Mesmo no que concerne às minudências, na tela, da paixão de Jesus, me pareceu uma excelente forma de mostrar a violência como ela é, não como forma de divertimento e sim como algo chocante, repulsivo e abominável. As cenas de violência, na TV e no cinema, têm sido banalizadas, e creio que, como o Cristo disse que a dor de qualquer um era Sua dor, mostrar diretamente a dor d’Ele me pareceu uma forma boa de “escandalizar” (no bom sentido) as pessoas e levá-las a deplorar e rejeitar a violência que tem sido, ultimamente, apresentada como artigo de entretenimento. Notei que as pessoas saíram da sala de projeção com o estômago embrulhado e achei isso muito saudável, psicológica e espiritualmente. Afinal, as platéias costumam, hoje em dia, delirar de prazer com filmes recheados com cenas de brutalidade, selvageria e crueldade. O que você teria a dizer sobre isso? Continue lendo Benjamin Teixeira Quero falar sobre o Oriente Médio e a Crise do Terrorismo. Qual a causa profunda dos problemas que estamos enfrentando agora? Houve uma queda de paradigma, no que tange à organização internacional de poder. O modelo, agora, é diferente, mas os problemas profundos continuam os mesmos. É como se alguém, que sofresse de uma dermatite, trocasse de maquiagem, mas mantivesse a mesma chaga oculta na pele (*). Obviamente que a comparação é grosseira e que muita coisa mudou nos últimos decênios. Mas, em termos de etiologia profunda, nossa analogia não é exagerada. Há vários séculos, o Oriente Médio parou. A Europa industrializou-se, estabeleceu o império da democracia no campo político; e, na gleba cultural, firmou o reinado da ciência. A Ásia-extrema fez o mesmo, com o Japão despontando como modelo máximo desse Oriente-extremo ocidentalizado, culto e rico. Sem intenção de ser etnocêntrico e postular a cultura ocidental como superior em detrimento de outras, não se pode negar, entrementes, que certos experimentos da Europa e dos EUA, mais avançados que o restante do mundo, em grau civilizatório (o que seria, no mínimo, hipócrita não reconhecer, embora pareça “politicamente incorreto” afirmá-lo abertamente) são de utilidade e interesse comuns, muito embora ajustes culturais possam ser feitos, aqui ou ali, para que princípios como a democracia e as liberdades individuais possam ser amplamente respeitados, sem prejuízo das raízes culturais de cada povo. A ignorância, a pobreza e o fanatismo, conjugados num arranjo sinistro, são fatores perigosíssimos que podem precipitar a humanidade no Armagedom. São esses os verdadeiros inimigos da civilização e não os povos ou as nações do Oriente Médio. Continue lendo Benjamin Teixeira E, logo depois, chamando para perto de si o povo e seus discípulos, disse-lhes: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder a sua vida, por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á. Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua própria alma?” (Marcos, 8:34-36; Mateus, 10:38-39; Lucas, 9:23-25; João, 12:25-26) Para aqueles que nasceram sob o signo da modernidade, tais palavras de Jesus soam, no mínimo, absurdas. Ninguém, atualmente, jamais adotaria, voluntariamente, uma filosofia sacrificial de vida, ainda quando causas nobres estejam em jogo. Ainda há gestos de renúncia pessoal, em prol de ideais e causas, pessoas e instituições, assim como o profissional que dá sua vida pela empresa de que participa, ou a mãe de família que se esquece de seus interesses pessoais, focando toda sua atenção e energia, no bem estar de seus filhos. Todavia, no que tange diretamente ao sacrificar-se, como caminho de sublimação, de ascese, de espiritualização, ninguém mais compreende-o como adequado, o que é acertado. Todavia, como sempre, a complexidade do Evangelho deve ser sempre levada em conta, para que não recaiamos em interpretações equivocadas de seu conteúdo elevado e profundo. O próprio Jesus, n’outra passagem de sua vida pública, deixa claro que não adotava tal perspectiva, ao, parafraseando o profeta Oséias, dizer, em nome de Deus: “Misericórdia quero, e não sacrifício”. Portanto, deveremos buscar o sentido oculto das palavras do Cristo, numa leitura metafórica do texto, lendo-lhe as entrelinhas, escritas no simbolismo de sua linguagem cifrada, indispensável ao falar para os homens e mulheres incultos e primitivos daqueles dias. Continue lendo Benjamin Teixeira Introdução: A partir de hoje, em nome da necessidade de termos alguns apontamentos atualizados da Filosofia de Jesus, pelo espocar de novos e complexos dilemas e questionamentos antes não existentes, por conta da natural evolução científica, tecnológica, social e cultural da humanidade, e seguindo o princípio de revelação gradativa que nos é obrigatório, na condução dos encarnados e suas idéias (*), vamos enfeixar algumas opiniões a respeito do que Ele teria quisto dizer, em Seus enunciados de dois mil anos atrás. Muito embora, em boa parte do tempo, representemos a opinião dominante do Plano Superior, desejo deixar clara a necessidade de cada um filtrar os conceitos, que serão aqui expendidos, de acordo com seu próprio discernimento, a fim de que haja uma adaptação adequada a temperamento psicológico, circunstâncias de vida e premências evolutivas de cada um de nossos leitores. Sem mais dizer, compreendendo que o Espiritismo, como todo campo de pensamento de veia científica, deve acompanhar os progressos do conhecimento, dos costumes e da capacidade de entendimento de cada época, damos por iniciada nossa série de estudos evangélicos, rogando as bênçãos de Nosso Mestre Maior Jesus, certa de que contaremos com Sua inspiração, apesar de nossas enormes deficiências, na condição de servidora imperfeita. Continue lendo |
||||
|
Marca Registrada® 2012 Instituto Salto Quântico - Todos os Direitos Reservados |
||||