Espírito Eugênia-Aspásia

11 de fevereiro de 2004
 

Fazendo um Breve Estudo da Personalidade.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Nas estruturas da psique humana, existem diversas camadas concêntricas, se é que assim podemos dizer, porque, em verdade, são elas interconectadas de modo visceral, interinfluenciando-se a todo momento.

No primeiro nível do psiquismo humano, existem as funções animais animais, bestiais, instituais e mesmo os vegetativos. Podemos, para melhor visão moderna de tal estudo, situá-lo na região do cérebro denominada “tronco cerebral”.

No segundo, encontram-se as manobras egóicas primárias, que propiciam a manutenção do equilíbrio emocional, em seus rudimentos fundamentais. Tais expressões da psique costumam ser elaboradas ou exteriorizadas para o plano físico de consciência, através do cérebro proto-mamífero ou límbico.

Num terceiro nível, aparecem os estratos de cognição, de conceitos e racionalização, que justificam, respaldam e dão uma roupagem ideológica aos motivos profundos (geralmente de ordem emocional ou instintual), não revelados diretamente, amiúde nem à própria consciência. Em sua canalização para a neurofisiologia humana, percorrem os circuitos neurais do córtex cerebral.

Num quarto nível, lamentavelmente ativo apenas em raras criaturas na Terra, expressam-se as sementes sutis de raciocínios, sentimentos, valores e ideias mais elevados, que lentamente medram e tecem fios de significado, propósito e finalidade na existência como um todo do indivíduo e em cada um dos departamentos da psique, que passa a ser permeada por seus conteúdos mais complexos e sofisticados, mudando lentamente de padrão, à medida que tais sementes germinam e se desenvolvem para valer. Gravitam, no interior do encéfalo, naquela película mínima de massa cinzenta denominada: neo-córtex cerebral.

Podemos, assim, perceber que, nessas quatro dimensões da consciência, ocultam-se os quatro estratos fundamentais da realidade humana: físico, emocional, mental e espiritual, que precisam ser equilibrados e operar em harmonia uns com os outros, mas sempre compreendendo que há uma hierarquia de valor entre eles, devendo-se priorizar o espiritual, depois o mental, em seguida o emocional e somente por último o físico. Lamentavelmente, no nível de evolução da média humana na Terra de hoje, nota-se uma exata inversão de valores, deixando atônitos mentores espirituais (que se esfalfam no sentido de amenizar, quando não reverter descarrilamentos existenciais sérios) e pervertendo muitas trilhas que seriam felizes, e que se tornam não só desditosas, como, muitas vezes, trágicas.

Faça, hoje, amigo, um inventário de sua psique. Quanto tem deixado sua vida ser regida por impulsos basais, como os de sobrevivência física e emocional? Quanto tem apenas justificado comportamentos, esquecendo de lhes buscar significados mais profundos?

Com critério, estabeleça uma estratégia diretiva de sua vida mental. Não reprima jamais conteúdos, mas dê-lhes encaminhamento adequado, canalizando-os para outras funções ou lhes oferecendo expressão sob controle. E, nesse projeto de administração consciencial e existencial, nunca se esqueça de colocar, em primeiro plano, as questões do espírito, tais como: o atendimento aos reclamos do ideal, da vocação, da religiosidade, do sentimento de compromisso e devotamento a entes queridos, em particular filhos e cônjuges e pais.

Agindo assim, poderá sofrer alguns descaminhos – e os sofrerá, não tenha dúvidas, porque é humano – mas terá condições de facilmente reverter impulsos destrutivos ou acontecimentos funestos em oportunidades de crescimento e serviço renovado ao próximo e a si mesmo, de modo que tudo lhe será bênção e paz, felicidade e prosperidade.

Não adormeça sob a manta morna do comodismo. Trabalhe duro, como dizem os americanos, nessa faina bendita de auto-aprimoramento constante, ou os ventos do destino arrastá-lo-ão, inapelavelmente, para situações críticas de sofrimento e transformação, para que sua mente se afine e volte a se alinhar, com os fluxos do progresso determinados pela Divina Providência.

(Texto recebido em 6 de fevereiro de 2004.)




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