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Benjamin Teixeira Eugênia, você poderia discorrer sobre o que você quis dizer quando falou em o casamento ser aberto, e que os parceiros deveriam comunicar a suspensão do compromisso afetivo, quando estivessem com dúvidas sobre o sentimento, e ter outras experiências, avisando o cônjuge? Sim. Expressei exatamente aquilo que todos os casais sensatos fazem, antes de apelarem para a medida extrema do divórcio: primeiramente suspendem, a quatro paredes, o compromisso afetivo, para verem se realmente se trata de uma crise permanente ou provisória, com o intuito de dar uma chance para o relacionamento se refazer. De fato, procurando nos manter distanciados de posturas extremadas, muita vez evitamos graves deslizes e descaminhos existenciais da programática de vida feita antes da reencarnação. Continue lendo Benjamin Teixeira Não lhe perceberam a tristeza no olhar. Apenas notaram o sorriso em seu rosto, em função da filosofia de gentileza e bondade contínuas que lhe traça as diretrizes de conduta. Supondo-o um ser especial e superior, imaginaram que não teria necessidades e carências humanas, e deixaram-no à míngua de mínimas manifestações de afeto. Mais um vez segue você denodado, mas exaurido. Permanece insone e ativo, enquanto outros repousam. Continua privado das alegrias do lar, para que outros lares se mantenham de pé. Sofre em silêncio, para não adicionar dores às dores alheias, enquanto as soluciona, com empenho constante e heróico. Continue lendo Benjamin Teixeira Se você se vê a braços com a mediunidade a serviço de Jesus, notar-se-á, amiúde, aturdido por mil azorragues ocultos. Pouquíssimos notarão seu esgotamento, as pressões ingentes que suporta, as renúncias e carências que suporta, os conflitos que se vê obrigado a carregar, sem condições de tudo sublimar. Nem sempre terá sequer a compreensão de si mesmo, atormentado pelos complexos de culpa e pelo excesso de sensibilidade que o faz sentir-se medonho, quando é apenas fraco, humano. Continue lendo Benjamin Teixeira Novamente se decepcionou? Lembre-se, amigo, que se Deus lhe leva algo, algo melhor está por vir, por Ele mesmo reservado ao seu futuro, talvez bem próximo. Benjamin Teixeira Há alguns bons anos atrás, estive numa fazendola do interior de Minas Gerais. Uma jovem soluçava, pranto convulso. Olhou-me sem me ver, pelas captações sutis do pensamento, e, notando-me a presença, intensificou suas preces, deblaterando contra o destino. Estava grávida. Era solteira, tinha acabado de completar 18 anos, não tinha como se sustentar, vivia do trabalho do pai, um humilde pomicultor, enquanto se devotava aos afazeres domésticos, secundando a mãezinha na educação de cinco irmãozinhos menores. O que faria? Sabia que não haveria perdão para ela. Pior que tudo: o Zeca, o rapaz que a engravidou, apenas um ano mais velho, não estava disposto a assumir a responsabilidade, jurando que negaria tudo, se ela ousasse divulgar o ocorrido, terminando a conversa lacônica e fria com a sugestão de que praticasse aborto. Continue lendo Benjamin Teixeira Nesta época de reivindicações de direitos, de protestos democráticos, respeito às minorias e luta pela igualdade – muito justos, por representarem importante conquista no Direito e na Cultura humanas, após milênios de opressão irrestrita – uma série de abusos, quais efeitos colaterais do processo de politização das massas, têm acontecido. As pessoas não se toleram mais, reclamam por tudo, não sabem ser indulgentes com as falhas alheias. Tudo é motivo para briga, para um “sue” (processo), como falam os americanos. Mulheres não agüentam mais a rudeza típica dos homens, nem homens toleram as idiossincrasias características à feminilidade, como o falarem muito, para desabar. Continue lendo |
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